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Mauá é única com alta de mortes por Covid nas últimas 4 semanas

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Outras cidades do Grande ABC têm tendência de redução nos óbitos registrados semanalmente; ocupação dos leitos mauaenses é a maior


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

21/10/2020 | 00:01


Mauá é a única cidade do Grande ABC que apresentou aumento no número de mortes causadas pelo novo coronavírus nas últimas quatro semanas. Entre os dias 20 e 26 de setembro, foram registrados quatro óbitos, na semana seguinte, foram sete falecimentos e no período posterior, oito. Na semana encerrada sábado, foram nove perdas no município. O Diário considerou dados divulgados pelas prefeituras.

Nas demais cidades, embora não haja estabilização, a tendência é de redução no volume de falecimentos. Comparando o período entre 11 e 17 de outubro com a semana de 27 de setembro a 3 de outubro – variação de duas semanas considerada por especialistas para analisar a evolução da pandemia em determinado local –, Santo André teve queda de 53,3% na incidência de mortes, enquanto São Bernardo reportou redução de 67,8%, São Caetano, 50%, e Diadema, 20%. Em Ribeirão Pires, o registro foi de zero para um e, em Rio Grande da Serra, de um para zero. Em Mauá, o crescimento foi de 28,6%. Considerando as sete cidades, a diminuição foi de 48,1% nas mortes de Covid-19 no período.

Questionada, a Prefeitura de Mauá destacou que a confirmação de que o óbito foi causado pelo novo coronavírus não ocorre, necessariamente, na semana em que, de fato, a vítima faleceu. “Portanto, os casos nem sempre condizem com as ocorrências daquela semana. As mortes são divulgadas a medida em que a confirmação dos resultados chegam”, explicou a administração. A nota complementou que a taxa de ocupação dos leitos não está “muito alta” e este número era maior “há três ou quatro meses”.

Conforme publicado ontem pelo Diário, a ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) é de 62,7% em Mauá, ante 63% em agosto. Na mesma comparação, a taxa foi mantida em Diadema e apresentou redução nas demais cidades da região. Vale lembrar que, no início da agosto, Mauá foi a primeira a anunciar o fechamento do hospital de campanha, ação foi alvo de protestos, já que a cidade estava com o número de casos e mortes crescendo.

Em relação à confirmação de casos, a tendência também é de redução no Grande ABC, na ordem de 12,9% – Santo André (-1,8%), São Bernardo (-1,5%), Diadema (-10,3%), Mauá (-39,3%), Ribeirão Pires (-17,6%) e Rio Grande da Serra (-71,4%), sendo que apenas São Caetano registrou aumento (47,7%).

Ainda que os números não indiquem que a pandemia está amenizando na região, já que para isso seria necessário redução por, ao menos, três intervalos de duas semanas, o cenário aponta para estabilização. “O platô indica determinado nível de controle, isso ocorre quando a média móvel é mantida por mais de três amostragens, a cada 14 dias”, explicou Paulo Rezende, infectologista e diretor do Hospital Santa Clara, na Capital. 



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Mauá é única com alta de mortes por Covid nas últimas 4 semanas

Outras cidades do Grande ABC têm tendência de redução nos óbitos registrados semanalmente; ocupação dos leitos mauaenses é a maior

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

21/10/2020 | 00:01


Mauá é a única cidade do Grande ABC que apresentou aumento no número de mortes causadas pelo novo coronavírus nas últimas quatro semanas. Entre os dias 20 e 26 de setembro, foram registrados quatro óbitos, na semana seguinte, foram sete falecimentos e no período posterior, oito. Na semana encerrada sábado, foram nove perdas no município. O Diário considerou dados divulgados pelas prefeituras.

Nas demais cidades, embora não haja estabilização, a tendência é de redução no volume de falecimentos. Comparando o período entre 11 e 17 de outubro com a semana de 27 de setembro a 3 de outubro – variação de duas semanas considerada por especialistas para analisar a evolução da pandemia em determinado local –, Santo André teve queda de 53,3% na incidência de mortes, enquanto São Bernardo reportou redução de 67,8%, São Caetano, 50%, e Diadema, 20%. Em Ribeirão Pires, o registro foi de zero para um e, em Rio Grande da Serra, de um para zero. Em Mauá, o crescimento foi de 28,6%. Considerando as sete cidades, a diminuição foi de 48,1% nas mortes de Covid-19 no período.

Questionada, a Prefeitura de Mauá destacou que a confirmação de que o óbito foi causado pelo novo coronavírus não ocorre, necessariamente, na semana em que, de fato, a vítima faleceu. “Portanto, os casos nem sempre condizem com as ocorrências daquela semana. As mortes são divulgadas a medida em que a confirmação dos resultados chegam”, explicou a administração. A nota complementou que a taxa de ocupação dos leitos não está “muito alta” e este número era maior “há três ou quatro meses”.

Conforme publicado ontem pelo Diário, a ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) é de 62,7% em Mauá, ante 63% em agosto. Na mesma comparação, a taxa foi mantida em Diadema e apresentou redução nas demais cidades da região. Vale lembrar que, no início da agosto, Mauá foi a primeira a anunciar o fechamento do hospital de campanha, ação foi alvo de protestos, já que a cidade estava com o número de casos e mortes crescendo.

Em relação à confirmação de casos, a tendência também é de redução no Grande ABC, na ordem de 12,9% – Santo André (-1,8%), São Bernardo (-1,5%), Diadema (-10,3%), Mauá (-39,3%), Ribeirão Pires (-17,6%) e Rio Grande da Serra (-71,4%), sendo que apenas São Caetano registrou aumento (47,7%).

Ainda que os números não indiquem que a pandemia está amenizando na região, já que para isso seria necessário redução por, ao menos, três intervalos de duas semanas, o cenário aponta para estabilização. “O platô indica determinado nível de controle, isso ocorre quando a média móvel é mantida por mais de três amostragens, a cada 14 dias”, explicou Paulo Rezende, infectologista e diretor do Hospital Santa Clara, na Capital. 

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