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Animadoras de festas se reinventam na internet

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Artistas migram para mundo virtual e ampliam número de apresentações mesmo na pandemia


Yasmin Assagra
do Diário do Grande ABC

28/09/2020 | 07:28



A pandemia do novo coronavírus foi avassaladora para diversos setores da economia. Muitos tiveram de parar completamente, como é o caso da trupe BorboLetras, que trabalhava com animações em festas infantis. Histórias e figurinos ficaram em segundo plano até que o grupo descobriu na internet forma de manter as atividades remotamente. O resultado foi surpreendente. Se antes faziam dez eventos por mês, desde abril a média é superior a 15 contratos assinados.

A BorboLetras é formada pela contadora de histórias e compositora Alba Brito, 34 anos, moradora de Santo André, e pela contadora de histórias e artesã Gizele Panza, 38, que vive em São Paulo. Juntas descobriram aptidão para animar festas infantis, seja com espetáculos teatrais, animações, oficinas, maquiagem artística ou escultura em balões.

Antes da pandemia, Alba disse que elas percorriam as sete cidades do Grande ABC e o trabalho havia se expandido para a Capital e as cidades do Interior do Estado. Logo que os primeiros casos da Covid-19 apareceram no Brasil, os contratos que estavam assinados foram cancelados e elas tiveram que se reinventar.

“Nos sentimos perdidas no início, assim como todo mundo. Sentimos medo de ficarmos sem trabalhos e, portanto, sem dinheiro por tempo indeterminado. A pandemia nos desafiou a nos reinventarmos e isso nos ajudou a ver o quanto o nosso trabalho é potente. Todo artista tem que ir aonde o povo está e a internet está nos levando para locais que nunca havíamos imaginado”, comenta Alba. 

No mundo virtual, a trupe conseguiu encontrar novos públicos e clientes. A dupla também aproveitou o lançamento de editais públicos, entre eles o da Prefeitura de Santo André, para fomentar a cultura local. O documento previa que os selecionados entregassem duas atividades culturais individuais, on-line e inéditas, nas modalidades textos e gravações (curtas-metragens, apresentações artísticas, contação de histórias, aulas e promoção de debates). Cada artista contemplado ganhou R$ 500 por trabalho. As artistas realizaram dois espetáculos de contação de história. 

Com a facilidade da internet, Alba relembra que em um único dia elas conseguiram fazer animações de festas de aniversário em Brasília e Recife, além de contar histórias na Itália, no Canadá, na Turquia e nos Emirados Árabes Unidos. Por evento, a dupla interage com públicos distintos, que variam de 30 a 120 pessoas. “Mantivemos nosso propósito e insistimos no on-line, mesmo quando no início (da pandemia) havia escassez de trabalhos.”

Dupla visa consolidar mercado on-line

Mesmo com a reabertura dos bufês, as artistas da BorboLetras não pensam em voltar com a rotina que tinham antes da pandemia. Segundo Alba Brito, a utilização de máscara e todas as medidas para garantir a higiene dificultaria bastante o trabalho. Outro problema é a baixa demanda de eventos.

“(Atualmente) Os eventos presenciais não chegam a três por mês e as normas da OMS (Organização Mundial da Saúde) são seguidas à risca por nós”, detalha Alba. 

Mesmo depois da vacina contra a Covid-19 – prevista pelo governo do Estado para começar em dezembro – a dupla pretende continuar a atuação pela web. “Está sendo delicioso estreitar distâncias e usar a internet com sabedoria e a nosso favor”, avalia a contadora de histórias. 

Em paralelo, a companhia está celebrando sete anos de existência e, com isso, Alba e sua sócia Gizele Panza expandiram as apresentações a nível internacional. Com encontros gratuitos, elas realizaram parceria com o projeto Malas da Herança, com atuação na Alemanha, Eslovênia e Áustria, e realizam semanalmente contação de histórias em português. O projeto internacional é voltado para as comunidades brasileiras que residem fora do País. 

“Depois de uma apresentação que fizemos em Istambul (Turquia) a proposta de uma turnê nos foi feita, topamos e encaixamos as apresentações nas nossas comemorações de sete anos”, declara Alba.

Cada apresentação da turnê é assistida, por enquanto, por 50 famílias e é realizada através de um link divulgado pelas redes sociais da companhia, que atua no Instagram @trupeborboletras.  



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Animadoras de festas se reinventam na internet

Artistas migram para mundo virtual e ampliam número de apresentações mesmo na pandemia

Yasmin Assagra
do Diário do Grande ABC

28/09/2020 | 07:28



A pandemia do novo coronavírus foi avassaladora para diversos setores da economia. Muitos tiveram de parar completamente, como é o caso da trupe BorboLetras, que trabalhava com animações em festas infantis. Histórias e figurinos ficaram em segundo plano até que o grupo descobriu na internet forma de manter as atividades remotamente. O resultado foi surpreendente. Se antes faziam dez eventos por mês, desde abril a média é superior a 15 contratos assinados.

A BorboLetras é formada pela contadora de histórias e compositora Alba Brito, 34 anos, moradora de Santo André, e pela contadora de histórias e artesã Gizele Panza, 38, que vive em São Paulo. Juntas descobriram aptidão para animar festas infantis, seja com espetáculos teatrais, animações, oficinas, maquiagem artística ou escultura em balões.

Antes da pandemia, Alba disse que elas percorriam as sete cidades do Grande ABC e o trabalho havia se expandido para a Capital e as cidades do Interior do Estado. Logo que os primeiros casos da Covid-19 apareceram no Brasil, os contratos que estavam assinados foram cancelados e elas tiveram que se reinventar.

“Nos sentimos perdidas no início, assim como todo mundo. Sentimos medo de ficarmos sem trabalhos e, portanto, sem dinheiro por tempo indeterminado. A pandemia nos desafiou a nos reinventarmos e isso nos ajudou a ver o quanto o nosso trabalho é potente. Todo artista tem que ir aonde o povo está e a internet está nos levando para locais que nunca havíamos imaginado”, comenta Alba. 

No mundo virtual, a trupe conseguiu encontrar novos públicos e clientes. A dupla também aproveitou o lançamento de editais públicos, entre eles o da Prefeitura de Santo André, para fomentar a cultura local. O documento previa que os selecionados entregassem duas atividades culturais individuais, on-line e inéditas, nas modalidades textos e gravações (curtas-metragens, apresentações artísticas, contação de histórias, aulas e promoção de debates). Cada artista contemplado ganhou R$ 500 por trabalho. As artistas realizaram dois espetáculos de contação de história. 

Com a facilidade da internet, Alba relembra que em um único dia elas conseguiram fazer animações de festas de aniversário em Brasília e Recife, além de contar histórias na Itália, no Canadá, na Turquia e nos Emirados Árabes Unidos. Por evento, a dupla interage com públicos distintos, que variam de 30 a 120 pessoas. “Mantivemos nosso propósito e insistimos no on-line, mesmo quando no início (da pandemia) havia escassez de trabalhos.”

Dupla visa consolidar mercado on-line

Mesmo com a reabertura dos bufês, as artistas da BorboLetras não pensam em voltar com a rotina que tinham antes da pandemia. Segundo Alba Brito, a utilização de máscara e todas as medidas para garantir a higiene dificultaria bastante o trabalho. Outro problema é a baixa demanda de eventos.

“(Atualmente) Os eventos presenciais não chegam a três por mês e as normas da OMS (Organização Mundial da Saúde) são seguidas à risca por nós”, detalha Alba. 

Mesmo depois da vacina contra a Covid-19 – prevista pelo governo do Estado para começar em dezembro – a dupla pretende continuar a atuação pela web. “Está sendo delicioso estreitar distâncias e usar a internet com sabedoria e a nosso favor”, avalia a contadora de histórias. 

Em paralelo, a companhia está celebrando sete anos de existência e, com isso, Alba e sua sócia Gizele Panza expandiram as apresentações a nível internacional. Com encontros gratuitos, elas realizaram parceria com o projeto Malas da Herança, com atuação na Alemanha, Eslovênia e Áustria, e realizam semanalmente contação de histórias em português. O projeto internacional é voltado para as comunidades brasileiras que residem fora do País. 

“Depois de uma apresentação que fizemos em Istambul (Turquia) a proposta de uma turnê nos foi feita, topamos e encaixamos as apresentações nas nossas comemorações de sete anos”, declara Alba.

Cada apresentação da turnê é assistida, por enquanto, por 50 famílias e é realizada através de um link divulgado pelas redes sociais da companhia, que atua no Instagram @trupeborboletras.  

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