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São Caetano terá unidade de acompanhamento pós-Covid

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Profissionais farão busca ativa a partir desta semana para identificar pacientes que possam ter sequelas da doença


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

20/09/2020 | 07:00


A Prefeitura de São Caetano vai inaugurar até o fim do mês uma unidade de acompanhamento pós-Covid. Objetivo é realizar a busca ativa de moradores da cidade que tiveram a doença a fim de identificar possíveis sequelas. Estas pessoas vão passar por triagem e, caso seja identificado algum problema que pode ter sido desencadeado pelo novo coronavírus, serão encaminhadas aos médicos especialistas. No Brasil, esta é a primeira iniciativa do tipo em nível municipal. Até então, apenas a Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) realizava este acompanhamento.

“Estamos observando na literatura médica um grande número de complicações, algumas precoces, outras tardias, após a Covid. Às vezes, a internação ou a doença não foram nem tão graves, mas produziram alguma sequela que impacta na vida do paciente”, explicou o prefeito José Auricchio Júnior (PSDB). Entre as sequelas observadas até o momento estão a perda de olfato e paladar, distúrbio psíquico e de coagulação, além de complicações respiratórias.

O ambulatório ficará na Rua Oriente, no bairro Barcelona, e será responsável pela triagem dos pacientes. Expectativa é a de que a abertura ocorra até o fim do mês, porém, a busca pelas pessoas que já foram infectadas pelo vírus deve começar ainda nesta semana. “Vamos agendando todos os pacientes para que façam triagem e, aqueles que precisarem, serão encaminhados para exame. Estamos criando essa estrutura porque são complicações importantes que precisam de acompanhamento”, ressaltou Auricchio.

O prefeito destacou que, na cidade, são mais de 3.218 munícipes recuperados da doença. “Deixar quase 4.000 pacientes sem nenhum tipo de acompanhemnto é um risco muito grande”, completou. Ele informou que não houve aplicação de recurso significativa, uma vez que o “investimento é garantir a qualidade na recuperação”. Algumas especialidades serão atendidas pelos ambulatórios da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

HISTÓRICO
O ambulatório pós-Covid surge um mês depois do encerramento das atividades do hospital de campanha, montado no Hospital São Caetano e que no dia 27 de julho deu alta ao último paciente. Em quatro meses, os 205 profissionais que atuaram no equipamento foram responsáveis pelo atendimento de 193 pacientes, dos quais 190 se recuperaram. Eram 100 leitos de enfermaria e dois de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

“A média móvel começou a diminuir, ficou constante e nos deu segurança (para encerrar as atividades do equipamento)”, explicou Regina Maura Zetone, secretária de Saúde, à época. Para se ter ideia da desaceleração da pandemia no município, em 18 de agosto, a média móvel de casos era de 19,6 e a de mortes, um. Na sexta-feira, o indicador era de 16,7 em relação às novas infecções e de 0,86 para os falecimentos.

Atualmente, a rede municipal conta com 18 leitos de enfermaria e 40 de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A Prefeitura já realizou 44.475 testes em massa. Último inquérito epidemiológico, feito em parceria com a USCS, indicou que mais de 11.241 residentes tinham anticorpos do coronavírus.



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São Caetano terá unidade de acompanhamento pós-Covid

Profissionais farão busca ativa a partir desta semana para identificar pacientes que possam ter sequelas da doença

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

20/09/2020 | 07:00


A Prefeitura de São Caetano vai inaugurar até o fim do mês uma unidade de acompanhamento pós-Covid. Objetivo é realizar a busca ativa de moradores da cidade que tiveram a doença a fim de identificar possíveis sequelas. Estas pessoas vão passar por triagem e, caso seja identificado algum problema que pode ter sido desencadeado pelo novo coronavírus, serão encaminhadas aos médicos especialistas. No Brasil, esta é a primeira iniciativa do tipo em nível municipal. Até então, apenas a Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) realizava este acompanhamento.

“Estamos observando na literatura médica um grande número de complicações, algumas precoces, outras tardias, após a Covid. Às vezes, a internação ou a doença não foram nem tão graves, mas produziram alguma sequela que impacta na vida do paciente”, explicou o prefeito José Auricchio Júnior (PSDB). Entre as sequelas observadas até o momento estão a perda de olfato e paladar, distúrbio psíquico e de coagulação, além de complicações respiratórias.

O ambulatório ficará na Rua Oriente, no bairro Barcelona, e será responsável pela triagem dos pacientes. Expectativa é a de que a abertura ocorra até o fim do mês, porém, a busca pelas pessoas que já foram infectadas pelo vírus deve começar ainda nesta semana. “Vamos agendando todos os pacientes para que façam triagem e, aqueles que precisarem, serão encaminhados para exame. Estamos criando essa estrutura porque são complicações importantes que precisam de acompanhamento”, ressaltou Auricchio.

O prefeito destacou que, na cidade, são mais de 3.218 munícipes recuperados da doença. “Deixar quase 4.000 pacientes sem nenhum tipo de acompanhemnto é um risco muito grande”, completou. Ele informou que não houve aplicação de recurso significativa, uma vez que o “investimento é garantir a qualidade na recuperação”. Algumas especialidades serão atendidas pelos ambulatórios da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

HISTÓRICO
O ambulatório pós-Covid surge um mês depois do encerramento das atividades do hospital de campanha, montado no Hospital São Caetano e que no dia 27 de julho deu alta ao último paciente. Em quatro meses, os 205 profissionais que atuaram no equipamento foram responsáveis pelo atendimento de 193 pacientes, dos quais 190 se recuperaram. Eram 100 leitos de enfermaria e dois de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

“A média móvel começou a diminuir, ficou constante e nos deu segurança (para encerrar as atividades do equipamento)”, explicou Regina Maura Zetone, secretária de Saúde, à época. Para se ter ideia da desaceleração da pandemia no município, em 18 de agosto, a média móvel de casos era de 19,6 e a de mortes, um. Na sexta-feira, o indicador era de 16,7 em relação às novas infecções e de 0,86 para os falecimentos.

Atualmente, a rede municipal conta com 18 leitos de enfermaria e 40 de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A Prefeitura já realizou 44.475 testes em massa. Último inquérito epidemiológico, feito em parceria com a USCS, indicou que mais de 11.241 residentes tinham anticorpos do coronavírus.

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