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‘PSL é alternativa à polarização de PT e PSDB’

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Raphael Rocha
do Diário do Grande ABC

24/08/2020 | 07:58


Júnior Bozzella assumiu o PSL em São Paulo depois da crise gerada no partido pela saída do presidente Jair Bolsonaro. Deputado federal em primeiro mandato, ele garante que a turbulência ficou para trás, assegurou que a legenda está estruturada e que vai conseguir, na eleição deste ano, consolidar o crescimento visto no pleito de 2018. No Grande ABC, citou pré-candidaturas em seis das sete cidades e deu tom da estratégia da campanha: alternativa à disputa entre PT e PSDB, em especial no campo da direita. “O que fica cada vez mais evidente é que a população está cansada dessa polarização entre o PT e o PSDB no Estado de São Paulo, e o PSL surge como terceira via.”

Em 2018, o PSL foi o partido que mais cresceu em números absolutos e proporcionais no Brasil. Em São Paulo, não foi diferente. Porém, no meio do percurso, o presidente Jair Bolsonaro deixou a legenda. Diante desse cenário, como o PSL vem para as eleições municipais?

Independentemente da saída do presidente, novamente este ano o PSL continuou a ser o partido que mais cresceu no Brasil e o que mais ganhou novos filiados na última janela partidária, de abril de 2020. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostrou que o PSL cresceu quase 30%, ampliamos o número de filiados de 344,3 mil em março deste ano para 435,9 mil em abril. Se você parar e analisar, vai ver que nem no momento em que a tentativa de criação do Aliança (Pelo Brasil) estava no ápice e o PSL estava sob os ataques mais espinhosos com toda a artilharia do Bolsonaro e dos bolsonaristas apontadas para o partido, nós deixamos de crescer tanto no Estado de São Paulo quanto no Brasil. Isso mostra a grandeza, a força e a credibilidade do PSL, que é hoje o maior partido de direita do Brasil. 

O PSL trabalha com alguma meta de eleição de prefeitos no País e no Estado de São Paulo?

Nossa meta é consolidar o PSL como o maior partido de direita do Brasil e isso passa, obviamente, pela eleição do maior número possível de prefeitos e vereadores.  Hoje o PSL tem, somente no Estado de São Paulo, 143 vereadores e 32 prefeitos e vice-prefeitos filiados. Ao todo nós temos cerca de 7.000 pré-candidatos a vereador no Estado. 

Bolsonaro não conseguiu criar a tempo o Aliança Pelo Brasil. O senhor acredita que os eleitores que demonstraram simpatia ao presidente nas urnas vão procurar os políticos do PSL nas eleições municipais deste ano diante do fato de Bolsonaro não ter conseguido emplacar sua sigla própria?

Muito provavelmente. As pautas de combate irrestrito à corrupção, do liberalismo econômico, conservadorismo e valorização da família que acabaram elegendo o presidente são as principais bandeiras do PSL. Hoje o PSL representa a direita responsável, a resistência ao PT e à corrupção, além de ser a legenda que representa o caminho mais seguro para a economia no nosso País.

Recentemente, Bolsonaro cogitou o regresso ao PSL. Como o senhor viu esse movimento? Acredita que possa trazer impactos na direção do PSL paulista?

A tentativa de retorno do Bolsonaro mostra que ele reconhece a grandeza e integridade do PSL. É muito mais fácil hoje filiar o Sergio Moro, que defende nossas bandeiras, do que o Jair Bolsonaro, que abandonou tudo que defendemos na eleição para se juntar com o Centrão, que tentou destruir o PSL dizendo um monte de mentiras. O Bolsonaro, em mais uma das suas rotineiras demonstrações de soberba, apostou que a saída dele mataria o PSL. Mas o contrário aconteceu, o PSL só cresceu e está cada vez mais vivo para brigar pelo povo brasileiro nas disputas eleitorais.

Em São Paulo, a deputada Joice Hasselmann é candidata? Ou há possibilidade de aliança com o PSDB, como se comenta nos bastidores?

 A Joice é pré-candidatíssima. Hoje não falamos em composição e sim em chapa pura com o nome do vice vindo de dentro da nossa legenda. Isso porque não conseguimos identificar até o momento uma outra liderança ou agremiação cujos ideais fossem ao encontro dos nossos. A Joice representa a luta contra a maneira antiga de fazer política, essa história de toma lá dá cá, todas as velhas práticas... Para fazer uma composição a pessoa precisaria ter os mesmos ideais que a Joice e o PSL, mas até o momento não conseguimos identificar essa pessoa dentre os nomes que têm se colocado na disputa.

O PSL enfrentou algumas crises internas desde o boom eleitoral de 2018. Saíram deputados, com reclamações públicas. Na Assembleia Legislativa, a bancada não aparenta coesão nas ações. Esses fatos podem atrapalhar o andamento do partido nas eleições municipais?

Não acredito nisso. O PSL esteve o tempo todo na mídia. Recentemente o próprio presidente reconheceu o seu erro em relação ao partido. Nossos parlamentares estão entre os mais atuantes no Congresso e mais engajados nas redes. Sinceramente, a nossa expectativa para essas eleições é extremamente positiva. 

O senhor exerce seu primeiro mandato de deputado federal. O Grande ABC conta com dois deputados federais: Alex Manente (Cidadania) e Vicentinho (PT). Como o senhor vê o mandato dos dois?

Eu não estou aqui para apontar o dedo na atuação dos outros. Quem tem que estar satisfeito ou não com o mandato deles é a população da região. Eu busco fazer o meu trabalho, viajo o Estado todo para verificar de perto como estão os municípios, conversar com prefeitos e ver o que realmente cada região precisa e qual a urgência da destinação de recursos. Paralelamente, estou discutindo e lutando pela defesa das pautas que são do interesse do Brasil e do povo brasileiro. 

No Grande ABC, o PSL vislumbra candidatura própria em algumas cidades, como São Bernardo (Rafael Demarchi), São Caetano (Nilson Bonome), Diadema (Jhonny Rich), Mauá (Professor Betinho). Como o partido considera essas candidaturas?

O PSL está muito atuante no Grande ABC. Teremos candidaturas majoritárias nas cidades de São Bernardo, com o vereador Rafael Demarchi; Mauá, com o vereador Professor Betinho; Diadema, com o Jhonny Rich; e São Caetano, com o Nilson Bonome. Em Ribeirão Pires nosso pré-candidato é o Carlos Sacomani (conhecido como Banana) e, em Rio Grande da Serra, José Teixeira. Todos eles têm trabalhos e projetos importantes, são nomes que representam as bandeiras do PSL e que vão fazer a diferença nas urnas. 

Diante do quadro eleitoral de 2018, o PSL passou a ter considerável fatia no fundo partidário. Como será a distribuição desse recurso?

O PSL vem se estruturando em todo o Estado de São Paulo. Não existe um número mágico definido para cada candidato, mas o partido está se organizando para auxiliar todos naquilo que for possível, especialmente os nossos quadros que estão disputando a eleição majoritária.

O PSL conseguiu eleger um deputado estadual com base eleitoral no Grande ABC, Coronel Nishikawa, de São Bernardo, cidade que tem em seu histórico ser o berço do PT e, hoje, é administrada por Orlando Morando, do PSDB. Diante desse cenário, a candidatura de Rafael Demarchi em São Bernardo tem qual peso para o PSL?

O que fica cada vez mais evidente é que a população está cansada dessa polarização entre o PT e o PSDB no Estado de São Paulo, e o PSL surge como uma terceira via. O peso da candidatura do Rafael Demarchi não tem relação com o PT ou com o atual prefeito Orlando Morando e sim com o excelente trabalho que o Rafael tem feito e tudo que ele e o PSL podem fazer por São Bernardo. Pode ter certeza que vamos trabalhar muito para eleger o Rafael Demarchi e todos os nossos candidatos aqui do Grande ABC.

No Estado de São Paulo, o PSDB domina a eleição estadual por longo período. Essa influência foi vista em 2016, quando João Doria venceu a eleição na Capital no primeiro turno e impulsionou candidaturas tucanas ao longo da Região Metropolitana. Recentemente, vimos que o grupo de Doria buscou atrair ainda mais prefeitos ao PSDB. É possível bater o PSDB, em número de prefeituras, nestas eleições municipais?

Não estamos preocupados com o PSDB ou qualquer outra legenda. O PSL atualmente está constituído em 500 municípios do Estado. Entre prefeitos e vice-prefeitos temos hoje cerca de 300 pré-candidaturas postas. O objetivo principal do partido é se superar, é eleger a maior bancada da história do PSL, sem se preocupar com os números e o histórico das outras agremiações. Estamos focados no nosso trabalho e buscando eleger o maior número de prefeitos e vereadores que o PSL já teve.

Como o senhor avalia a gestão de Jair Bolsonaro?

Nada é 100% ruim nem 100% bom. Aprovamos pautas importantíssimas do governo, como a reforma da Previdência, por exemplo. Mas a condução do País durante a pandemia foi desastrosa, além do abandono de absolutamente todas as bandeiras de campanha, o fechamento do Bolsonaro com o Centrão e o engavetamento de todos os projetos e ações de combate à corrupção foram uma punhalada nas costas de todos os brasileiros. Não dá para dizer que estamos satisfeitos e felizes assistindo a mais de 100 mil brasileiros morrerem, pastas com orçamentos bilionários sob o comando de ex-mensaleiros, cada hora um novo escândalo envolvendo familiares e pessoas próximas a Bolsonaro e a economia do Brasil em franca recessão.

E a gestão Doria?

Tem feito uma gestão séria e se mostrado atuante.

O senhor acredita que, diante das críticas contra Bolsonaro na atuação da Covid, sua influência na eleição será reduzida? O senhor acredita nisso?

Ao meu ver não só por causa da questão do enfrentamento à pandemia, mas principalmente por causa dos escândalos em que os nomes de pessoas da família do presidente vêm sendo constantemente envolvidos.

E a mesma relação com Doria. Sua atuação também é alvo de questionamentos. Como o senhor vê a influência dele?

Acredito que essa eleição, por causa da pandemia, será atípica no que se refere à transferência de influência das lideranças. 

Raio-x
Nome: Nicolino Bozzella Júnior
Estado civil: casado
Idade: 40 anos
Local de nascimento: Santos
Formação: bacharel em direito
Hobby: ler e praticar esportes
Local predileto: como nasci no Litoral, tenho grande vínculo com a praia
Livro que recomenda: As 48 Leis do Poder, de Robert Greene
Artista que marcou sua vida: meu pai
Profissão: empresário e deputado federal
Onde trabalha: Câmara dos Deputados



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‘PSL é alternativa à polarização de PT e PSDB’

Raphael Rocha
do Diário do Grande ABC

24/08/2020 | 07:58


Júnior Bozzella assumiu o PSL em São Paulo depois da crise gerada no partido pela saída do presidente Jair Bolsonaro. Deputado federal em primeiro mandato, ele garante que a turbulência ficou para trás, assegurou que a legenda está estruturada e que vai conseguir, na eleição deste ano, consolidar o crescimento visto no pleito de 2018. No Grande ABC, citou pré-candidaturas em seis das sete cidades e deu tom da estratégia da campanha: alternativa à disputa entre PT e PSDB, em especial no campo da direita. “O que fica cada vez mais evidente é que a população está cansada dessa polarização entre o PT e o PSDB no Estado de São Paulo, e o PSL surge como terceira via.”

Em 2018, o PSL foi o partido que mais cresceu em números absolutos e proporcionais no Brasil. Em São Paulo, não foi diferente. Porém, no meio do percurso, o presidente Jair Bolsonaro deixou a legenda. Diante desse cenário, como o PSL vem para as eleições municipais?

Independentemente da saída do presidente, novamente este ano o PSL continuou a ser o partido que mais cresceu no Brasil e o que mais ganhou novos filiados na última janela partidária, de abril de 2020. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostrou que o PSL cresceu quase 30%, ampliamos o número de filiados de 344,3 mil em março deste ano para 435,9 mil em abril. Se você parar e analisar, vai ver que nem no momento em que a tentativa de criação do Aliança (Pelo Brasil) estava no ápice e o PSL estava sob os ataques mais espinhosos com toda a artilharia do Bolsonaro e dos bolsonaristas apontadas para o partido, nós deixamos de crescer tanto no Estado de São Paulo quanto no Brasil. Isso mostra a grandeza, a força e a credibilidade do PSL, que é hoje o maior partido de direita do Brasil. 

O PSL trabalha com alguma meta de eleição de prefeitos no País e no Estado de São Paulo?

Nossa meta é consolidar o PSL como o maior partido de direita do Brasil e isso passa, obviamente, pela eleição do maior número possível de prefeitos e vereadores.  Hoje o PSL tem, somente no Estado de São Paulo, 143 vereadores e 32 prefeitos e vice-prefeitos filiados. Ao todo nós temos cerca de 7.000 pré-candidatos a vereador no Estado. 

Bolsonaro não conseguiu criar a tempo o Aliança Pelo Brasil. O senhor acredita que os eleitores que demonstraram simpatia ao presidente nas urnas vão procurar os políticos do PSL nas eleições municipais deste ano diante do fato de Bolsonaro não ter conseguido emplacar sua sigla própria?

Muito provavelmente. As pautas de combate irrestrito à corrupção, do liberalismo econômico, conservadorismo e valorização da família que acabaram elegendo o presidente são as principais bandeiras do PSL. Hoje o PSL representa a direita responsável, a resistência ao PT e à corrupção, além de ser a legenda que representa o caminho mais seguro para a economia no nosso País.

Recentemente, Bolsonaro cogitou o regresso ao PSL. Como o senhor viu esse movimento? Acredita que possa trazer impactos na direção do PSL paulista?

A tentativa de retorno do Bolsonaro mostra que ele reconhece a grandeza e integridade do PSL. É muito mais fácil hoje filiar o Sergio Moro, que defende nossas bandeiras, do que o Jair Bolsonaro, que abandonou tudo que defendemos na eleição para se juntar com o Centrão, que tentou destruir o PSL dizendo um monte de mentiras. O Bolsonaro, em mais uma das suas rotineiras demonstrações de soberba, apostou que a saída dele mataria o PSL. Mas o contrário aconteceu, o PSL só cresceu e está cada vez mais vivo para brigar pelo povo brasileiro nas disputas eleitorais.

Em São Paulo, a deputada Joice Hasselmann é candidata? Ou há possibilidade de aliança com o PSDB, como se comenta nos bastidores?

 A Joice é pré-candidatíssima. Hoje não falamos em composição e sim em chapa pura com o nome do vice vindo de dentro da nossa legenda. Isso porque não conseguimos identificar até o momento uma outra liderança ou agremiação cujos ideais fossem ao encontro dos nossos. A Joice representa a luta contra a maneira antiga de fazer política, essa história de toma lá dá cá, todas as velhas práticas... Para fazer uma composição a pessoa precisaria ter os mesmos ideais que a Joice e o PSL, mas até o momento não conseguimos identificar essa pessoa dentre os nomes que têm se colocado na disputa.

O PSL enfrentou algumas crises internas desde o boom eleitoral de 2018. Saíram deputados, com reclamações públicas. Na Assembleia Legislativa, a bancada não aparenta coesão nas ações. Esses fatos podem atrapalhar o andamento do partido nas eleições municipais?

Não acredito nisso. O PSL esteve o tempo todo na mídia. Recentemente o próprio presidente reconheceu o seu erro em relação ao partido. Nossos parlamentares estão entre os mais atuantes no Congresso e mais engajados nas redes. Sinceramente, a nossa expectativa para essas eleições é extremamente positiva. 

O senhor exerce seu primeiro mandato de deputado federal. O Grande ABC conta com dois deputados federais: Alex Manente (Cidadania) e Vicentinho (PT). Como o senhor vê o mandato dos dois?

Eu não estou aqui para apontar o dedo na atuação dos outros. Quem tem que estar satisfeito ou não com o mandato deles é a população da região. Eu busco fazer o meu trabalho, viajo o Estado todo para verificar de perto como estão os municípios, conversar com prefeitos e ver o que realmente cada região precisa e qual a urgência da destinação de recursos. Paralelamente, estou discutindo e lutando pela defesa das pautas que são do interesse do Brasil e do povo brasileiro. 

No Grande ABC, o PSL vislumbra candidatura própria em algumas cidades, como São Bernardo (Rafael Demarchi), São Caetano (Nilson Bonome), Diadema (Jhonny Rich), Mauá (Professor Betinho). Como o partido considera essas candidaturas?

O PSL está muito atuante no Grande ABC. Teremos candidaturas majoritárias nas cidades de São Bernardo, com o vereador Rafael Demarchi; Mauá, com o vereador Professor Betinho; Diadema, com o Jhonny Rich; e São Caetano, com o Nilson Bonome. Em Ribeirão Pires nosso pré-candidato é o Carlos Sacomani (conhecido como Banana) e, em Rio Grande da Serra, José Teixeira. Todos eles têm trabalhos e projetos importantes, são nomes que representam as bandeiras do PSL e que vão fazer a diferença nas urnas. 

Diante do quadro eleitoral de 2018, o PSL passou a ter considerável fatia no fundo partidário. Como será a distribuição desse recurso?

O PSL vem se estruturando em todo o Estado de São Paulo. Não existe um número mágico definido para cada candidato, mas o partido está se organizando para auxiliar todos naquilo que for possível, especialmente os nossos quadros que estão disputando a eleição majoritária.

O PSL conseguiu eleger um deputado estadual com base eleitoral no Grande ABC, Coronel Nishikawa, de São Bernardo, cidade que tem em seu histórico ser o berço do PT e, hoje, é administrada por Orlando Morando, do PSDB. Diante desse cenário, a candidatura de Rafael Demarchi em São Bernardo tem qual peso para o PSL?

O que fica cada vez mais evidente é que a população está cansada dessa polarização entre o PT e o PSDB no Estado de São Paulo, e o PSL surge como uma terceira via. O peso da candidatura do Rafael Demarchi não tem relação com o PT ou com o atual prefeito Orlando Morando e sim com o excelente trabalho que o Rafael tem feito e tudo que ele e o PSL podem fazer por São Bernardo. Pode ter certeza que vamos trabalhar muito para eleger o Rafael Demarchi e todos os nossos candidatos aqui do Grande ABC.

No Estado de São Paulo, o PSDB domina a eleição estadual por longo período. Essa influência foi vista em 2016, quando João Doria venceu a eleição na Capital no primeiro turno e impulsionou candidaturas tucanas ao longo da Região Metropolitana. Recentemente, vimos que o grupo de Doria buscou atrair ainda mais prefeitos ao PSDB. É possível bater o PSDB, em número de prefeituras, nestas eleições municipais?

Não estamos preocupados com o PSDB ou qualquer outra legenda. O PSL atualmente está constituído em 500 municípios do Estado. Entre prefeitos e vice-prefeitos temos hoje cerca de 300 pré-candidaturas postas. O objetivo principal do partido é se superar, é eleger a maior bancada da história do PSL, sem se preocupar com os números e o histórico das outras agremiações. Estamos focados no nosso trabalho e buscando eleger o maior número de prefeitos e vereadores que o PSL já teve.

Como o senhor avalia a gestão de Jair Bolsonaro?

Nada é 100% ruim nem 100% bom. Aprovamos pautas importantíssimas do governo, como a reforma da Previdência, por exemplo. Mas a condução do País durante a pandemia foi desastrosa, além do abandono de absolutamente todas as bandeiras de campanha, o fechamento do Bolsonaro com o Centrão e o engavetamento de todos os projetos e ações de combate à corrupção foram uma punhalada nas costas de todos os brasileiros. Não dá para dizer que estamos satisfeitos e felizes assistindo a mais de 100 mil brasileiros morrerem, pastas com orçamentos bilionários sob o comando de ex-mensaleiros, cada hora um novo escândalo envolvendo familiares e pessoas próximas a Bolsonaro e a economia do Brasil em franca recessão.

E a gestão Doria?

Tem feito uma gestão séria e se mostrado atuante.

O senhor acredita que, diante das críticas contra Bolsonaro na atuação da Covid, sua influência na eleição será reduzida? O senhor acredita nisso?

Ao meu ver não só por causa da questão do enfrentamento à pandemia, mas principalmente por causa dos escândalos em que os nomes de pessoas da família do presidente vêm sendo constantemente envolvidos.

E a mesma relação com Doria. Sua atuação também é alvo de questionamentos. Como o senhor vê a influência dele?

Acredito que essa eleição, por causa da pandemia, será atípica no que se refere à transferência de influência das lideranças. 

Raio-x
Nome: Nicolino Bozzella Júnior
Estado civil: casado
Idade: 40 anos
Local de nascimento: Santos
Formação: bacharel em direito
Hobby: ler e praticar esportes
Local predileto: como nasci no Litoral, tenho grande vínculo com a praia
Livro que recomenda: As 48 Leis do Poder, de Robert Greene
Artista que marcou sua vida: meu pai
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