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Grupo chinês tem projeto para resgate de Metrô na Linha 18

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Proposta, já enviada ao Estado, envolve compra de consórcio que construiria monotrilho para ligar região ao sistema da Capital


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

07/07/2020 | 00:01


O grupo chinês BYD apresentou ontem projeto ao governo do Estado para resgatar o modelo original da Linha 18-Bronze do Metrô, que ligaria o Grande ABC ao sistema metroviário da Capital por monotrilho.

Há um ano, o governador João Doria (PSDB), sob alegação de alto custo, enterrou o modal, apresentando BRT, um sistema de ônibus, como alternativa. A promessa à ocasião era a de que o edital para viabilizar o BRT sairia até o fim de 2019 e que o contrato com o Consórcio Vem ABC, vencedor da licitação para construir o ramal por monotrilho, fosse encerrado neste mesmo período. Nenhuma das duas etapas foi concluída, porém.

A intenção do grupo chinês, segundo o prefeito de Rio Grande da Serra e presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, Gabriel Maranhão (Cidadania), é realizar todo o projeto de construção – entrariam na lista, além da obra em si, a tecnologia do modal e mão de obra especializada. Segundo Maranhão, caso o governo do Estado aceite a proposta, as obras poderiam durar até três anos.

O Diário apurou que a BYD estaria interessada até em adquirir o Consórcio Vem ABC, formado pelas empresas Primav, Cowan, Encalso e Benito Roggio em 2014. O grupo venceu licitação de PPP (Parceria Público-Privada), assinada pelo então governador Geraldo Alckmin (PSDB). O custo do projeto era de R$ 4,26 bilhões, dividido entre Estado, União e setor privado. O andamento empacou na fase de desapropriações.

Como o contrato entre Estado e Consórcio Vem ABC está ativo – o bloco ameaçou cobrar multa bilionária pelo rompimento unilateral do acordo –, há espaço jurídico para discutir a cessão de responsabilidades na obra.

“Apresentamos o projeto ao secretário de Desenvolvimento Regional do Estado, Marco Vinholi (PSDB), e ele se mostrou muito entusiasmado. O interesse foi tão grande que Vinholi me disse que conversaria ainda o mais rápido possível com o secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy. Agora é aguardar. O Estado só não pega o projeto se não quiser”, declarou Maranhão.

Segundo o diretor de negócios da BYD, Alexandre Liu, o grupo chinês demonstra grande interesse em realizar a obra da Linha 18-Bronze do Metrô e que o fato de a empresa atuar na construção da Linha 17-Ouro (Morumbi-Jardim Aeroporto) pode facilitar a conversa com o governo do Estado. “Se o governo destravar essa proposta, temos interesse. O grupo se disponibiliza em aportar dinheiro, caso seja necessário. Queremos retomar o projeto de monotrilho. Estamos à disposição do governo (do Estado)”, avaliou, embora não tenha detalhado como ficariam as desapropriações, etapa que inviabilizou a Linha 18 no passado.

Liu também confirmou a possibilidade de comprar o Consórcio Vem ABC. “Só depende deles (Vem ABC). Não posso responder por eles, mas de fato há interesse, já que facilitaria a constituição do projeto”, afirmou. Diretor-presidente do consórcio, Maciel Paiva, preferiu não comentar sobre a possibilidade da transação.

A Linha 18 foi pensada, inicialmente, para cruzar Santo André, São Bernardo e São Caetano, ligando 13 estações em traçado de 15 quilômetros para chegar a Capital. Transportaria, por dia, aproximadamente 315 mil passageiros.



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Grupo chinês tem projeto para resgate de Metrô na Linha 18

Proposta, já enviada ao Estado, envolve compra de consórcio que construiria monotrilho para ligar região ao sistema da Capital

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

07/07/2020 | 00:01


O grupo chinês BYD apresentou ontem projeto ao governo do Estado para resgatar o modelo original da Linha 18-Bronze do Metrô, que ligaria o Grande ABC ao sistema metroviário da Capital por monotrilho.

Há um ano, o governador João Doria (PSDB), sob alegação de alto custo, enterrou o modal, apresentando BRT, um sistema de ônibus, como alternativa. A promessa à ocasião era a de que o edital para viabilizar o BRT sairia até o fim de 2019 e que o contrato com o Consórcio Vem ABC, vencedor da licitação para construir o ramal por monotrilho, fosse encerrado neste mesmo período. Nenhuma das duas etapas foi concluída, porém.

A intenção do grupo chinês, segundo o prefeito de Rio Grande da Serra e presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, Gabriel Maranhão (Cidadania), é realizar todo o projeto de construção – entrariam na lista, além da obra em si, a tecnologia do modal e mão de obra especializada. Segundo Maranhão, caso o governo do Estado aceite a proposta, as obras poderiam durar até três anos.

O Diário apurou que a BYD estaria interessada até em adquirir o Consórcio Vem ABC, formado pelas empresas Primav, Cowan, Encalso e Benito Roggio em 2014. O grupo venceu licitação de PPP (Parceria Público-Privada), assinada pelo então governador Geraldo Alckmin (PSDB). O custo do projeto era de R$ 4,26 bilhões, dividido entre Estado, União e setor privado. O andamento empacou na fase de desapropriações.

Como o contrato entre Estado e Consórcio Vem ABC está ativo – o bloco ameaçou cobrar multa bilionária pelo rompimento unilateral do acordo –, há espaço jurídico para discutir a cessão de responsabilidades na obra.

“Apresentamos o projeto ao secretário de Desenvolvimento Regional do Estado, Marco Vinholi (PSDB), e ele se mostrou muito entusiasmado. O interesse foi tão grande que Vinholi me disse que conversaria ainda o mais rápido possível com o secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy. Agora é aguardar. O Estado só não pega o projeto se não quiser”, declarou Maranhão.

Segundo o diretor de negócios da BYD, Alexandre Liu, o grupo chinês demonstra grande interesse em realizar a obra da Linha 18-Bronze do Metrô e que o fato de a empresa atuar na construção da Linha 17-Ouro (Morumbi-Jardim Aeroporto) pode facilitar a conversa com o governo do Estado. “Se o governo destravar essa proposta, temos interesse. O grupo se disponibiliza em aportar dinheiro, caso seja necessário. Queremos retomar o projeto de monotrilho. Estamos à disposição do governo (do Estado)”, avaliou, embora não tenha detalhado como ficariam as desapropriações, etapa que inviabilizou a Linha 18 no passado.

Liu também confirmou a possibilidade de comprar o Consórcio Vem ABC. “Só depende deles (Vem ABC). Não posso responder por eles, mas de fato há interesse, já que facilitaria a constituição do projeto”, afirmou. Diretor-presidente do consórcio, Maciel Paiva, preferiu não comentar sobre a possibilidade da transação.

A Linha 18 foi pensada, inicialmente, para cruzar Santo André, São Bernardo e São Caetano, ligando 13 estações em traçado de 15 quilômetros para chegar a Capital. Transportaria, por dia, aproximadamente 315 mil passageiros.

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