Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 5 de Agosto

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Juros fecham entre estabilidade e leve alta, com exterior e alto do dólar



02/07/2020 | 17:47


Os juros fecharam a quinta-feira, 2, perto dos ajustes de ontem, com um discreto sinal de alta nos prazos intermediários. O fôlego de queda das taxas, sobretudo as longas, após três sessões seguidas devolvendo prêmios, hoje já era naturalmente menor, mas durante a boa parte do dia ainda encontraram espaço para ensaiar nova baixa, influenciadas pela reação positiva dos demais ativos aos bons números do relatório de emprego norte-americano. No Brasil, a produção industrial de maio também surpreendeu, reforçando a percepção de que a atividade está reagindo aos estímulos fiscais e monetários e que o pior momento da pandemia ficou em abril. Na última hora de negócios, porém, a deterioração no câmbio se acentuou e as taxas ensaiaram uma realização de lucros. Nos aspectos técnicos, o destaque do dia foi o megaleilão de 19,5 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN), a maior oferta do ano.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 encerrou em 2,91%, de 2,892% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2025 subiu de 5,613% para 5,63%. A taxa do DI para janeiro de 2027 fechou estável em 6,54%.

A correção de baixa na ponta longa foi contida, já que o payroll de junho acima do esperado, notícias promissoras em torno das vacinas contra o coronavírus e chance de corte de impostos nos Estados Unidos para animar a economia mantiveram o apetite pelo risco nos mercados. O ânimo chegou a esfriar um pouco após a informação de que os Estados Unidos tiveram aumento de 50 mil casos num único dia, mas, no geral, o sentimento positivo prevaleceu.

Desde o fechamento de sexta até ontem, a ponta longa devolveu cerca de 25 pontos-base. Na avaliação do operador de renda fixa da Terra Investimentos Paulo Nepomuceno, a curva longa poderia estar ainda mais baixa não fosse a alta volatilidade do câmbio. "Se o dólar ajudasse, o DI para janeiro de 2027 por exemplo já poderia estar abaixo dos 6,50%", disse.

Para a economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Helena Veronese, a ponta longa é o trecho do qual ainda se pode esperar alguma movimentação, já que o trecho curto tem pouco para andar. "Está tudo bem precificado, o BC já sinalizou tudo o que podia para política monetária", disse. Nesta tarde, em live organizada pelo jornal Correio Braziliense, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reiterou o que disseram os documentos do BC, que ainda há espaço para a queda da Selic, "mas não muito mais".

Internamente, a agenda de indicadores reforçou a avaliação de que o pior momento da pandemia para a atividade foi superado, embora haja risco de novas ondas e de retrocesso no ritmo de reabertura das economias. A produção industrial de maio subiu 7% ante abril, acima da mediana das previsões de 6,15%, o que dá esperança de que os cenários mais destrutivos para o País por causa da Covid não devem se concretizar.

Contato: denise.abarca@estadao.com



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Juros fecham entre estabilidade e leve alta, com exterior e alto do dólar


02/07/2020 | 17:47


Os juros fecharam a quinta-feira, 2, perto dos ajustes de ontem, com um discreto sinal de alta nos prazos intermediários. O fôlego de queda das taxas, sobretudo as longas, após três sessões seguidas devolvendo prêmios, hoje já era naturalmente menor, mas durante a boa parte do dia ainda encontraram espaço para ensaiar nova baixa, influenciadas pela reação positiva dos demais ativos aos bons números do relatório de emprego norte-americano. No Brasil, a produção industrial de maio também surpreendeu, reforçando a percepção de que a atividade está reagindo aos estímulos fiscais e monetários e que o pior momento da pandemia ficou em abril. Na última hora de negócios, porém, a deterioração no câmbio se acentuou e as taxas ensaiaram uma realização de lucros. Nos aspectos técnicos, o destaque do dia foi o megaleilão de 19,5 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN), a maior oferta do ano.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 encerrou em 2,91%, de 2,892% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2025 subiu de 5,613% para 5,63%. A taxa do DI para janeiro de 2027 fechou estável em 6,54%.

A correção de baixa na ponta longa foi contida, já que o payroll de junho acima do esperado, notícias promissoras em torno das vacinas contra o coronavírus e chance de corte de impostos nos Estados Unidos para animar a economia mantiveram o apetite pelo risco nos mercados. O ânimo chegou a esfriar um pouco após a informação de que os Estados Unidos tiveram aumento de 50 mil casos num único dia, mas, no geral, o sentimento positivo prevaleceu.

Desde o fechamento de sexta até ontem, a ponta longa devolveu cerca de 25 pontos-base. Na avaliação do operador de renda fixa da Terra Investimentos Paulo Nepomuceno, a curva longa poderia estar ainda mais baixa não fosse a alta volatilidade do câmbio. "Se o dólar ajudasse, o DI para janeiro de 2027 por exemplo já poderia estar abaixo dos 6,50%", disse.

Para a economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Helena Veronese, a ponta longa é o trecho do qual ainda se pode esperar alguma movimentação, já que o trecho curto tem pouco para andar. "Está tudo bem precificado, o BC já sinalizou tudo o que podia para política monetária", disse. Nesta tarde, em live organizada pelo jornal Correio Braziliense, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reiterou o que disseram os documentos do BC, que ainda há espaço para a queda da Selic, "mas não muito mais".

Internamente, a agenda de indicadores reforçou a avaliação de que o pior momento da pandemia para a atividade foi superado, embora haja risco de novas ondas e de retrocesso no ritmo de reabertura das economias. A produção industrial de maio subiu 7% ante abril, acima da mediana das previsões de 6,15%, o que dá esperança de que os cenários mais destrutivos para o País por causa da Covid não devem se concretizar.

Contato: denise.abarca@estadao.com

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;