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Com agenda frustrada, Atila antecipa quase acordo com Sabesp

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Em live, prefeito de Mauá aposta em assinatura de Doria ao contrato de concessão na segunda


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

12/06/2020 | 00:01


Depois de amargar agenda frustrada ontem, o prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), resolveu antecipar mesmo assim, por meio de live no começo da noite, um quase acordo de concessão do serviço de distribuição de água na cidade à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). A cerimômia estava marcada em auditório no Centro do município com autoridades da empresa pública, mas foi cancelada. O socialista gravou vídeo em que aposta que a assinatura do governador João Doria (PSDB), segundo ele, último passo para formalizar a parceria, irá se dar na próxima semana.

“Depois de 30 anos quero anunciar, de forma feliz e de dever cumprido, que a cidade já cumpriu todas as etapas burocráticas e protocolos (necessários para encaminhar o ajuste). Está perto para acontecer. Tivemos autorização nesta semana da PGE (Procuradoria-Geral do Estado) e agora o documento está na mesa do governador. Depende só da tinta da caneta dele. Basta uma assinatura, que deve ser oficializada na segunda-feira, apresentando esse grande presente (ao município)”, sustentou.

O banner ao fundo da gravação da live de Atila, com informações sobre os investimentos da Sabesp, mostra que a Prefeitura contava que o acerto teria andamento efetivo ontem – a ideia é que a audiência de celebração tenha presença do diretor-presidente da empresa, Benedito Braga. A incompatibilidade de agendas seria um dos motivos do adiamento. “Trocamos R$ 3 bilhões de dívidas por mais de R$ 200 milhões de investimentos”, diz parte do material oficial do Paço. Ao todo, o aporte prometido pela companhia gira em torno de R$ 350 milhões, em um período de 40 anos de concessão.

Atila relatou na transmissão que o acordo “será a cereja do bolo tão esperada”. “Serão R$ 219 milhões de investimento diretamente na área de saneamento, com ampliações de reservatórios, de estações elevatórias e de redes de água. Ainda (tem) R$ 113 milhões, que serão depositados no fundo municipal de saneamento para obras de encostas, drenagens, guias e sarjetas. E mais R$ 15 milhões de recuperação asfáltica. Vamos dar banho de loja nas vias públicas para acabar com os buracos”, defendeu, sem citar a razão da demora na tramitação. A autorização foi dada pela Câmara em dezembro. A pandemia pode ter influenciado neste hiato de um semestre.

Mauá já teve a Sabesp na operação de serviços, mas o contrato foi rompido unilateralmente nos anos 1990 pela Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), um dos pilares dos débitos, acrescidos ao pagamento de valor inferior à tarifa cobrada pela empresa pela venda do metro cúbico de água – o passivo hoje supera a margem de R$ 2,8 bilhões. Será a quarta cidade do Grande ABC a entregar as atividades. “Estamos tirando dos ombros peso que se carrega há quase 30 anos. Chegamos na reta final. Se estivéssemos numa corrida, uma maratona (de São Paulo), poderíamos dizer que estamos na Avenida Paulista. Subimos a terrível subida da (Rua) Consolação, que foi o período que demorou 30 anos para o povo de Mauá superar. Vamos gritar nos próximos dias que a Sabesp voltará à cidade. E os 30 anos da falta d’água e falta de investimento vão acabar.” 



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Com agenda frustrada, Atila antecipa quase acordo com Sabesp

Em live, prefeito de Mauá aposta em assinatura de Doria ao contrato de concessão na segunda

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

12/06/2020 | 00:01


Depois de amargar agenda frustrada ontem, o prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), resolveu antecipar mesmo assim, por meio de live no começo da noite, um quase acordo de concessão do serviço de distribuição de água na cidade à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). A cerimômia estava marcada em auditório no Centro do município com autoridades da empresa pública, mas foi cancelada. O socialista gravou vídeo em que aposta que a assinatura do governador João Doria (PSDB), segundo ele, último passo para formalizar a parceria, irá se dar na próxima semana.

“Depois de 30 anos quero anunciar, de forma feliz e de dever cumprido, que a cidade já cumpriu todas as etapas burocráticas e protocolos (necessários para encaminhar o ajuste). Está perto para acontecer. Tivemos autorização nesta semana da PGE (Procuradoria-Geral do Estado) e agora o documento está na mesa do governador. Depende só da tinta da caneta dele. Basta uma assinatura, que deve ser oficializada na segunda-feira, apresentando esse grande presente (ao município)”, sustentou.

O banner ao fundo da gravação da live de Atila, com informações sobre os investimentos da Sabesp, mostra que a Prefeitura contava que o acerto teria andamento efetivo ontem – a ideia é que a audiência de celebração tenha presença do diretor-presidente da empresa, Benedito Braga. A incompatibilidade de agendas seria um dos motivos do adiamento. “Trocamos R$ 3 bilhões de dívidas por mais de R$ 200 milhões de investimentos”, diz parte do material oficial do Paço. Ao todo, o aporte prometido pela companhia gira em torno de R$ 350 milhões, em um período de 40 anos de concessão.

Atila relatou na transmissão que o acordo “será a cereja do bolo tão esperada”. “Serão R$ 219 milhões de investimento diretamente na área de saneamento, com ampliações de reservatórios, de estações elevatórias e de redes de água. Ainda (tem) R$ 113 milhões, que serão depositados no fundo municipal de saneamento para obras de encostas, drenagens, guias e sarjetas. E mais R$ 15 milhões de recuperação asfáltica. Vamos dar banho de loja nas vias públicas para acabar com os buracos”, defendeu, sem citar a razão da demora na tramitação. A autorização foi dada pela Câmara em dezembro. A pandemia pode ter influenciado neste hiato de um semestre.

Mauá já teve a Sabesp na operação de serviços, mas o contrato foi rompido unilateralmente nos anos 1990 pela Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), um dos pilares dos débitos, acrescidos ao pagamento de valor inferior à tarifa cobrada pela empresa pela venda do metro cúbico de água – o passivo hoje supera a margem de R$ 2,8 bilhões. Será a quarta cidade do Grande ABC a entregar as atividades. “Estamos tirando dos ombros peso que se carrega há quase 30 anos. Chegamos na reta final. Se estivéssemos numa corrida, uma maratona (de São Paulo), poderíamos dizer que estamos na Avenida Paulista. Subimos a terrível subida da (Rua) Consolação, que foi o período que demorou 30 anos para o povo de Mauá superar. Vamos gritar nos próximos dias que a Sabesp voltará à cidade. E os 30 anos da falta d’água e falta de investimento vão acabar.” 

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