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Brasil registra 1.179 mortes por Covid em apenas 24 horas

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Balanço do Ministério da Saúde estabelece recorde com uma morte a cada 73 segundos


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

19/05/2020 | 23:40


Pela primeira vez desde o início dos registros de mortes relativas ao coronavírus no Brasil, o País computou mais de 1.000 vítimas fatais em um único dia. Dados divulgados ontem pelo Ministério da Saúde indicam que 1.179 pessoas tiveram óbitos para a Covid-19 confirmados nas últimas 24 horas. Ou seja, uma perda a cada um minuto e 13 segundos. Assim, já são 17.971 baixas em território nacional.

Já em número de casos confirmados, são 271.628 pessoas infectadas pela doença, o que dá ao Brasil a terceira colocação mundial neste quesito, atrás somente de Estados Unidos (que registram 1.527.355 positivados e tem 91.845 mortos) e Rússia (299.941 confirmações e 2.837 óbitos) – dados estes informados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e outros órgãos internacionais.

A situação no Estado de São Paulo também segue crescente. Segundo boletim da secretaria estadual da Saúde, são 65.995 pessoas contaminadas pelo novo coronavírus no território paulista e, entre estes, 5.147 evoluíram para óbito (3.040 homens e 2.107 mulheres; 73% do total eram pessoas com 60 anos ou mais, enquanto 58,6% apresentavam alguma cardiopatia como comorbidade). Inclusive, a exemplo do registrado nacionalmente, também houve recorde de mortos no Estado: acréscimo de 324 com relação ao balanço publicado na segunda-feira.

O boletim paulista informa ainda que das 645 cidades do Estado, 479 registraram um ou mais casos de pacientes infectados pela doença e, em 219, houve indicação de ao menos uma vítima fatal. Por fim, o número de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) exclusivos ocupados na Grande São Paulo chegou a 88%.

CLOROQUINA
Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou ontem que o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, assinará hoje o novo protocolo da pasta a respeito do uso da cloroquina no combate ao coronavírus. Segundo o presidente, o protocolo irá recomendar o uso do medicamento a partir dos primeiros sintomas. “O que é democracia? Você não quer, você não faz. Quem quiser tomar, que tome”, disse Bolsonaro em entrevista à Rede Nordeste de Rádio e ao Blog do Magno. “Pode ser que lá na frente digam que a cloroquina foi um placebo, ou seja, não serviu para nada. Tudo bem. Mas pode ser, daqui a dois anos, (que digam) ‘olha, realmente curava’”, opinou o presidente, sem deixar de lado ironias. “Quem for de direita, toma cloroquina. Quem for de esquerda, toma Tubaína.”

O presidente ainda afirmou que, por ora, não estuda nomear novo ministro da Saúde. “Por enquanto, deixa lá o general Pazuello. É um tremendo de um gestor”, afirmou Bolsonaro.

O chefe da Nação declarou também que mantém laços de amizade com o ex-ministro da Saúde Nelson Teich. “Gosto dele (Teich), estou quase apaixonado por ele”, afirmou. Segundo o presidente, “ele (Teich) tem ligado para o Pazuello e dado dicas, sem aparecer”.


Grande ABC ultrapassa 4.000 casos e 400 vítimas fatais

O Grande ABC superou ontem 400 mortes pelo novo coronavírus. Os boletins epidemiológicos das sete prefeituras indicam que já são 410 vítimas fatais pela Covid-19 (acréscimo de 19 com relação à véspera). Dos novos óbitos, seis foram registrados em Santo André (que alcançou 110), outros seis em São Bernardo (152), quatro em Diadema (63), dois em São Caetano (30) e um em Mauá (39). Já Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra mantiveram os índices, respectivamente 11 e cinco. Em números absolutos, a região tem mais mortos do que os três Estados do Sul do País juntos: Paraná (129), Santa Catarina (91) e Rio Grande do Sul (151) somam 371 perdas para a doença.

Outra barreira quebrada pelas sete cidades foi a dos 4.000 casos confirmados da doença. Com os números de ontem, já são 4.196 pacientes que tiveram o novo coronavírus identificado (202 a mais do que o registrado na véspera). Santo André, que assumiu anteontem a liderança no quesito, segue à frente, com 1.188 infectados, seguida por São Bernardo (1.158), São Caetano (779(, Diadema (624), Mauá (267), Ribeirão Pires (132) e Rio Grande da Serra (48). Entretanto, outros 8.216 moradores da região ainda aguardam para saber se estão ou estiveram com o novo coronavírus.

Por outro lado, o Grande ABC registra 1.588 pacientes recuperados. O melhor índice é o de Santo André, com 689 pessoas que receberam alta. A segunda colocada no ranking é São Caetano, com 398.

MENSAGEM
Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), enviou mensagem de incentivo para os munícipes. “Estamos lutando contra um inimigo invisível que está mexendo com nosso dia a dia, nosso cotidiano. Não é só na questão da saúde, mas da área social, da economia. Quantas pessoas não estão podendo abrir suas lojas? É momento de união, solidariedade e sensibilidade para enfrentar tudo isso. É momento de sermos solidariedade. Estamos vivendo a pandemia da saúde, mas poderemos daqui a pouco viver a pior pandemia, que é a da fome. Precisamos dar as mãos. É hora de levar amor, não o ódio.” 



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Brasil registra 1.179 mortes por Covid em apenas 24 horas

Balanço do Ministério da Saúde estabelece recorde com uma morte a cada 73 segundos

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

19/05/2020 | 23:40


Pela primeira vez desde o início dos registros de mortes relativas ao coronavírus no Brasil, o País computou mais de 1.000 vítimas fatais em um único dia. Dados divulgados ontem pelo Ministério da Saúde indicam que 1.179 pessoas tiveram óbitos para a Covid-19 confirmados nas últimas 24 horas. Ou seja, uma perda a cada um minuto e 13 segundos. Assim, já são 17.971 baixas em território nacional.

Já em número de casos confirmados, são 271.628 pessoas infectadas pela doença, o que dá ao Brasil a terceira colocação mundial neste quesito, atrás somente de Estados Unidos (que registram 1.527.355 positivados e tem 91.845 mortos) e Rússia (299.941 confirmações e 2.837 óbitos) – dados estes informados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e outros órgãos internacionais.

A situação no Estado de São Paulo também segue crescente. Segundo boletim da secretaria estadual da Saúde, são 65.995 pessoas contaminadas pelo novo coronavírus no território paulista e, entre estes, 5.147 evoluíram para óbito (3.040 homens e 2.107 mulheres; 73% do total eram pessoas com 60 anos ou mais, enquanto 58,6% apresentavam alguma cardiopatia como comorbidade). Inclusive, a exemplo do registrado nacionalmente, também houve recorde de mortos no Estado: acréscimo de 324 com relação ao balanço publicado na segunda-feira.

O boletim paulista informa ainda que das 645 cidades do Estado, 479 registraram um ou mais casos de pacientes infectados pela doença e, em 219, houve indicação de ao menos uma vítima fatal. Por fim, o número de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) exclusivos ocupados na Grande São Paulo chegou a 88%.

CLOROQUINA
Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou ontem que o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, assinará hoje o novo protocolo da pasta a respeito do uso da cloroquina no combate ao coronavírus. Segundo o presidente, o protocolo irá recomendar o uso do medicamento a partir dos primeiros sintomas. “O que é democracia? Você não quer, você não faz. Quem quiser tomar, que tome”, disse Bolsonaro em entrevista à Rede Nordeste de Rádio e ao Blog do Magno. “Pode ser que lá na frente digam que a cloroquina foi um placebo, ou seja, não serviu para nada. Tudo bem. Mas pode ser, daqui a dois anos, (que digam) ‘olha, realmente curava’”, opinou o presidente, sem deixar de lado ironias. “Quem for de direita, toma cloroquina. Quem for de esquerda, toma Tubaína.”

O presidente ainda afirmou que, por ora, não estuda nomear novo ministro da Saúde. “Por enquanto, deixa lá o general Pazuello. É um tremendo de um gestor”, afirmou Bolsonaro.

O chefe da Nação declarou também que mantém laços de amizade com o ex-ministro da Saúde Nelson Teich. “Gosto dele (Teich), estou quase apaixonado por ele”, afirmou. Segundo o presidente, “ele (Teich) tem ligado para o Pazuello e dado dicas, sem aparecer”.


Grande ABC ultrapassa 4.000 casos e 400 vítimas fatais

O Grande ABC superou ontem 400 mortes pelo novo coronavírus. Os boletins epidemiológicos das sete prefeituras indicam que já são 410 vítimas fatais pela Covid-19 (acréscimo de 19 com relação à véspera). Dos novos óbitos, seis foram registrados em Santo André (que alcançou 110), outros seis em São Bernardo (152), quatro em Diadema (63), dois em São Caetano (30) e um em Mauá (39). Já Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra mantiveram os índices, respectivamente 11 e cinco. Em números absolutos, a região tem mais mortos do que os três Estados do Sul do País juntos: Paraná (129), Santa Catarina (91) e Rio Grande do Sul (151) somam 371 perdas para a doença.

Outra barreira quebrada pelas sete cidades foi a dos 4.000 casos confirmados da doença. Com os números de ontem, já são 4.196 pacientes que tiveram o novo coronavírus identificado (202 a mais do que o registrado na véspera). Santo André, que assumiu anteontem a liderança no quesito, segue à frente, com 1.188 infectados, seguida por São Bernardo (1.158), São Caetano (779(, Diadema (624), Mauá (267), Ribeirão Pires (132) e Rio Grande da Serra (48). Entretanto, outros 8.216 moradores da região ainda aguardam para saber se estão ou estiveram com o novo coronavírus.

Por outro lado, o Grande ABC registra 1.588 pacientes recuperados. O melhor índice é o de Santo André, com 689 pessoas que receberam alta. A segunda colocada no ranking é São Caetano, com 398.

MENSAGEM
Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), enviou mensagem de incentivo para os munícipes. “Estamos lutando contra um inimigo invisível que está mexendo com nosso dia a dia, nosso cotidiano. Não é só na questão da saúde, mas da área social, da economia. Quantas pessoas não estão podendo abrir suas lojas? É momento de união, solidariedade e sensibilidade para enfrentar tudo isso. É momento de sermos solidariedade. Estamos vivendo a pandemia da saúde, mas poderemos daqui a pouco viver a pior pandemia, que é a da fome. Precisamos dar as mãos. É hora de levar amor, não o ódio.” 

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