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Obrigatoriedade do uso de máscaras divide opiniões

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Decreto começa a valer hoje em todo Estado e quem for flagrado sem o item poderá pagar multa


Yasmin Assagra

06/05/2020 | 23:56


Começa a valer hoje o decreto do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que obriga o uso de máscaras em ruas e estabelecimentos comerciais de todo o Estado. Quem for flagrado sem o item corre o risco de receber multa que varia de R$ 267 a R$ 267 mil. A medida, entretanto, divide as opiniões dos moradores da região.
Em razão da expansão do novo coronavírus – já são 37.853 infectados no Estado e 3.045 mortos –, há quem afirme que o item já deveria ser obrigatório há mais tempo. E outros que, apesar da gravidade, relutam em utilizar.
Segurança de um condomínio em Mauá, Pietro Munhoz, 49 anos, não pode se ausentar no trabalho. Por isso, decidiu redobrar os cuidados com a própria saúde. Por ser hipertenso, integra o chamado grupo de risco e se sente aliviado com a obrigatoriedade de uso.
“Infelizmente, ainda existe uma pequena parte (das pessoas) que não entende sobre essa doença e prefere se expor sem máscara. Agora, como envolve multa, dinheiro, espero que vire uma conscientização”, declara.
Desde segunda-feira a máscara já era exigida dos passageiros nos ônibus intermunicipais, Metrô e nas composições da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Quatro das sete cidades – Santo André, São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires – já emitiram decretos obrigando o item nos coletivos municipais, estabelecimentos comerciais industriais e de serviços, além de táxis e carros de aplicativo.
Defensora da utilização da máscara, a auxiliar de enfermagem Giovanna Rodrigues, 25, afirma que a medida deveria ter sido tomada bem antes. “Acredito que a máscara não vai conter o número de casos, mas ajuda muito. Se todos fizerem sua parte e pensarem dessa forma, os casos podem até diminuir. Essa obrigatoriedade poderia ter sido pensada no início da pandemia”, declara a profissional da saúde.
Nem tão rigoroso, o assistente financeiro Henrique Pozzato, 28, confessa que até então usava a máscara apenas quando estava em aglomerações, como nos transportes públicos, mas terá de rever o hábito. “Me descuidei em muitos casos, mas agora não tem jeito”, declara.

OPORTUNIDADE
Felizes com o decreto do governador João Doria estão os vendedores ambulantes. Eles aproveitam a oportunidade para faturar com as vendas de máscaras, em pontos improvisados espalhados por toda região. Com grande circulação de pessoas, a Estação Prefeito Celso Daniel, no Centro de Santo André, atraiu muitos desses ambulantes, principalmente em horários de pico – das 8h às 18h – , quando as máscaras podem ser encontradas por valores que variam entre R$ 5 e R$ 7.
Lucas de Jesus, 30, já trabalhava com vendas antes da quarentena, e viu nas máscaras uma alternativa para seu sustento. “Em dias ruins, de terça e quinta-feira, vendo umas 20 (máscaras). Ontem, (quarta-feira), vendi mais de 40”, comemora.
Outro vendedor do ponto, Carridia Gomes, 35, conta que, mesmo visando a venda, tenta levar conscientização para as pessoas. “Com o decreto, acredito que nossas vendas vão aumentar. São muitas opções de compra para isso. Mas, quanto mais pessoas comprarem, mais vão usar e, assim, se proteger”, ensina. 



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Obrigatoriedade do uso de máscaras divide opiniões

Decreto começa a valer hoje em todo Estado e quem for flagrado sem o item poderá pagar multa

Yasmin Assagra

06/05/2020 | 23:56


Começa a valer hoje o decreto do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que obriga o uso de máscaras em ruas e estabelecimentos comerciais de todo o Estado. Quem for flagrado sem o item corre o risco de receber multa que varia de R$ 267 a R$ 267 mil. A medida, entretanto, divide as opiniões dos moradores da região.
Em razão da expansão do novo coronavírus – já são 37.853 infectados no Estado e 3.045 mortos –, há quem afirme que o item já deveria ser obrigatório há mais tempo. E outros que, apesar da gravidade, relutam em utilizar.
Segurança de um condomínio em Mauá, Pietro Munhoz, 49 anos, não pode se ausentar no trabalho. Por isso, decidiu redobrar os cuidados com a própria saúde. Por ser hipertenso, integra o chamado grupo de risco e se sente aliviado com a obrigatoriedade de uso.
“Infelizmente, ainda existe uma pequena parte (das pessoas) que não entende sobre essa doença e prefere se expor sem máscara. Agora, como envolve multa, dinheiro, espero que vire uma conscientização”, declara.
Desde segunda-feira a máscara já era exigida dos passageiros nos ônibus intermunicipais, Metrô e nas composições da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Quatro das sete cidades – Santo André, São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires – já emitiram decretos obrigando o item nos coletivos municipais, estabelecimentos comerciais industriais e de serviços, além de táxis e carros de aplicativo.
Defensora da utilização da máscara, a auxiliar de enfermagem Giovanna Rodrigues, 25, afirma que a medida deveria ter sido tomada bem antes. “Acredito que a máscara não vai conter o número de casos, mas ajuda muito. Se todos fizerem sua parte e pensarem dessa forma, os casos podem até diminuir. Essa obrigatoriedade poderia ter sido pensada no início da pandemia”, declara a profissional da saúde.
Nem tão rigoroso, o assistente financeiro Henrique Pozzato, 28, confessa que até então usava a máscara apenas quando estava em aglomerações, como nos transportes públicos, mas terá de rever o hábito. “Me descuidei em muitos casos, mas agora não tem jeito”, declara.

OPORTUNIDADE
Felizes com o decreto do governador João Doria estão os vendedores ambulantes. Eles aproveitam a oportunidade para faturar com as vendas de máscaras, em pontos improvisados espalhados por toda região. Com grande circulação de pessoas, a Estação Prefeito Celso Daniel, no Centro de Santo André, atraiu muitos desses ambulantes, principalmente em horários de pico – das 8h às 18h – , quando as máscaras podem ser encontradas por valores que variam entre R$ 5 e R$ 7.
Lucas de Jesus, 30, já trabalhava com vendas antes da quarentena, e viu nas máscaras uma alternativa para seu sustento. “Em dias ruins, de terça e quinta-feira, vendo umas 20 (máscaras). Ontem, (quarta-feira), vendi mais de 40”, comemora.
Outro vendedor do ponto, Carridia Gomes, 35, conta que, mesmo visando a venda, tenta levar conscientização para as pessoas. “Com o decreto, acredito que nossas vendas vão aumentar. São muitas opções de compra para isso. Mas, quanto mais pessoas comprarem, mais vão usar e, assim, se proteger”, ensina. 

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