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Farmácias vão realizar testes rápidos para detectar a Covid-19

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Presidente de conselho regional estima que valor do exame não passe de R$ 250


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

30/04/2020 | 22:54


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou na quarta-feira resolução que autoriza, em caráter temporário e excepcional, a realização de testes rápidos para a Covid-19 em farmácias. No Grande ABC, de acordo com o CRF (Conselho Regional de Farmácia de São Paulo), existem 930 farmácias e drogarias e 4.200 farmacêuticos em atuação. Segundo o presidente do conselho, Marcos Machado, que mora em Santo André, a medida é importante para aumentar o acesso da população à testagem para a doença, neste momento de pandemia. “Essa informação pode ajudar nas ações de saída da quarentena, por exemplo”, citou.

Machado destacou que, por ser um serviço novo, os farmacêuticos serão capacitados tanto para manipular e interpretar os kits de exames quanto para prestar esclarecimentos aos pacientes. “A nossa intenção é produzir série de vídeos rápidos que possam capacitar os farmacêuticos e prepará-los para esta mudança, além de deixar um canal aberto para possíveis dúvidas”, pontuou.

O presidente lembrou que existem várias exigências que as farmácias devem atender, como uso de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) até então não exigidos para farmacêuticos, como touca, óculos, máscaras, aventais e luvas, de preferência, descartáveis. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também pede que o atendimento aos clientes que forem realizar o exame seja feito em espaço separado de outros ambientes da farmácia. “O paciente não pode estar em contato com outras pessoas, não pode ter fila nem aglomeração”, explicou.

O CRF ressaltou que os estabelecimentos não são obrigados a participar da iniciativa. “Será facultativo. Mas é importante lembrar que apenas os farmacêuticos é que podem aplicar e interpretar o teste”, completou Machado. Será preciso também preencher um formulário de consulta farmacêutica.

O presidente da entidade não soube estimar quanto deve custar os testes nas farmácias. “Em laboratórios, os preços variam de R$ 250 a R$ 400. Acredito que fique abaixo dos R$ 250. O fato de que muitos locais poderão realizar os testes vai aumentar a concorrência e a tendência é que o preço caia”, considerou. Machado lembrou que o teste rápido, diferentemente dos exames que estão sendo feitos em pacientes internados e profissionais de saúde, podem não ser tão precisos. Eles procuram por anticorpos ao  novo coronavírus, mas não são diagnósticos definitivos. “Vai depender muito de quais kits serão importados. Tenho estado em contato com algumas importadoras e a expectativa é a de que a gente receba materiais de qualidade”, garantiu.

Machado lembrou que, embora pouco lembrado, o farmacêutico é um profissional de saúde que também tem atuado durante a quarentena, orientando e atendendo à população. “Em muitos lugares, todo o comércio fechou e ficou apenas a farmácia funcionando. Daqui a alguns anos, quando tudo isso passar, teremos orgulho de dizer que o farmacêutico ficou 24 horas a serviço da sociedade”, finalizou. 



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Farmácias vão realizar testes rápidos para detectar a Covid-19

Presidente de conselho regional estima que valor do exame não passe de R$ 250

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

30/04/2020 | 22:54


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou na quarta-feira resolução que autoriza, em caráter temporário e excepcional, a realização de testes rápidos para a Covid-19 em farmácias. No Grande ABC, de acordo com o CRF (Conselho Regional de Farmácia de São Paulo), existem 930 farmácias e drogarias e 4.200 farmacêuticos em atuação. Segundo o presidente do conselho, Marcos Machado, que mora em Santo André, a medida é importante para aumentar o acesso da população à testagem para a doença, neste momento de pandemia. “Essa informação pode ajudar nas ações de saída da quarentena, por exemplo”, citou.

Machado destacou que, por ser um serviço novo, os farmacêuticos serão capacitados tanto para manipular e interpretar os kits de exames quanto para prestar esclarecimentos aos pacientes. “A nossa intenção é produzir série de vídeos rápidos que possam capacitar os farmacêuticos e prepará-los para esta mudança, além de deixar um canal aberto para possíveis dúvidas”, pontuou.

O presidente lembrou que existem várias exigências que as farmácias devem atender, como uso de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) até então não exigidos para farmacêuticos, como touca, óculos, máscaras, aventais e luvas, de preferência, descartáveis. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também pede que o atendimento aos clientes que forem realizar o exame seja feito em espaço separado de outros ambientes da farmácia. “O paciente não pode estar em contato com outras pessoas, não pode ter fila nem aglomeração”, explicou.

O CRF ressaltou que os estabelecimentos não são obrigados a participar da iniciativa. “Será facultativo. Mas é importante lembrar que apenas os farmacêuticos é que podem aplicar e interpretar o teste”, completou Machado. Será preciso também preencher um formulário de consulta farmacêutica.

O presidente da entidade não soube estimar quanto deve custar os testes nas farmácias. “Em laboratórios, os preços variam de R$ 250 a R$ 400. Acredito que fique abaixo dos R$ 250. O fato de que muitos locais poderão realizar os testes vai aumentar a concorrência e a tendência é que o preço caia”, considerou. Machado lembrou que o teste rápido, diferentemente dos exames que estão sendo feitos em pacientes internados e profissionais de saúde, podem não ser tão precisos. Eles procuram por anticorpos ao  novo coronavírus, mas não são diagnósticos definitivos. “Vai depender muito de quais kits serão importados. Tenho estado em contato com algumas importadoras e a expectativa é a de que a gente receba materiais de qualidade”, garantiu.

Machado lembrou que, embora pouco lembrado, o farmacêutico é um profissional de saúde que também tem atuado durante a quarentena, orientando e atendendo à população. “Em muitos lugares, todo o comércio fechou e ficou apenas a farmácia funcionando. Daqui a alguns anos, quando tudo isso passar, teremos orgulho de dizer que o farmacêutico ficou 24 horas a serviço da sociedade”, finalizou. 

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