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Projeto arrecada e doa oito toneladas de alimentos

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Instituto Seci busca auxiliar familiares dos 400 alunos e também comunidades de Santo André


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

20/04/2020 | 07:00


O tradicional campo de várzea do Seci, localizado no Parque Capuava, em Santo André, já há algum tempo deixou de ser local exclusivo do futebol nos fins de semana. Isso porque, nos últimos anos, a Associação AZO – que está sendo rebatizada como Instituto Seci – mantém projeto social que já atendeu mais de 2.000 jovens e atualmente conta com cerca de 400 crianças e adolescentes no local (grande parte de baixa renda, com diversificada oferta de atividades esportivas, culturais e educacionais). Entretanto, há um mês a pandemia do novo coronavírus chegou com tudo, determinou a quarentena e, de uma hora para outra, o local ficou vazio, suspendendo aquela que, muitas vezes, é a única alternativa de lazer (aliada à educação).

Preocupado com os jovens, o presidente Guilherme Ferreira, 28 anos, passou a buscar junto a patrocinadores e parceiros formas de ajudar tanto as famílias dos jovens – a maioria de baixa renda – quanto comunidades próximas. E foi assim que reuniu pelo menos oito toneladas em cestas básicas e kits de limpeza, e vem realizando a distribuição, proporcionando conforto e alegria em meio a tantos problemas – sobretudo econômicos – trazidos pelo isolamento físico. “A estrutura familiar dos alunos é preocupação constante do Seci. Logo que soubemos do isolamento, começamos a mobilização para apoiar aquelas em situação de vulnerabilidade, pois sabíamos que passariam por período difícil com a perda da renda, em sua maioria vinda de trabalhos informais. Nosso foco é apoiar famílias de alunos, mas também estamos contribuindo com outras famílias em situação de vulnerabilidade que nos procuram”, conta.

Aproximadamente 450 cestas básicas já haviam sido adquiridas até sexta-feira e grande parte fora entregue ou retirada na sede da instituição. “Muitas pessoas nos procuraram para pedir um suporte neste momento tão difícil, e, por outro lado, várias outras entram em contato para contribuir com as famílias que estão precisando de apoio. Visamos atender às famílias com a maior estrutura possível”, diz o mandatário do projeto.

Entre as pessoas que retiraram doações na sexta-feira estava a técnica em nutrição Elaine Barbosa Ribeiro, 36. Desempregada há quase dois anos, vinha se mantendo com trabalhos de diarista antes do início da quarentena. Moradora do Parque João Ramalho, soube da distribuição de mantimentos e foi até o Seci. “Sem renda fixa fica complicado levar o sustento para dentro de casa. Essa cesta ajudou e vai durar bastante”, afirma ela, que vive com a irmã mais velha. “É iniciativa muito boa. O projeto ajuda a comunidade, pessoas que têm dificuldade de manter o sustento. Parabenizo as pessoas envolvidas neste projeto e que estão ajudando adultos e crianças. Com essa pandemia está difícil conseguir o sustento. Graças a essa cesta consegui trazer alguma coisa para dentro de casa”, comenta.

Criatividade mantém ensinamentos ativos
As aulas presenciais do Instituto Seci tiveram de ser suspensas em razão do isolamento físico determinado pela quarentena. Entretanto, professores e gestores do projeto encontraram uma forma de manter – pelo menos – o curso de música, por meio de aulas virtuais de violão, guitarra, contrabaixo, canto, teclado e bateria, transmitidas pelas redes sociais. Contando com interatividade dos jovens que integram o projeto, mantém o desenvolvimento e aprendizado. “Reinventamos nosso trabalho para continuar atendendo nossos alunos e alunas. Também estamos lançando desafios ligados ao esporte periodicamente e acompanhando o desenvolvimento da garotada”, explica o presidente da associação, Guilherme Ferreira.

Apesar de poucos colaboradores, o dirigente diz que o instituto tem conseguido cumprir com seus objetivos a partir de doações e até mesmo de uma vaquinha virtual que ajudou na arrecadação de quantia para comprar cestas básicas. “Nosso time é pequeno e entrosado. Mas times pequenos também vencem grandes partidas”, exalta. “Não tem futebol sem jogador. E aqui o esporte, cultura e educação são os instrumentos que permitem que o jogo aconteça. De uma hora para outra, famílias sofreram um pênalti injusto e foram suspensas com cartão vermelho, é neste momento que a nossa união está servindo de apoio para que elas consigam se reconstruir e voltar para o jogo”, compara o presidente.

Assim como a pandemia afeta a economia dos trabalhadores, o gestor explica que o terceiro setor também é afetado direta e indiretamente. Ainda assim, o Instituto Seci lutou e ainda contou com parceiros que mantiveram o apoio. “O impacto na economia afeta diretamente as ONGs no curto e longo prazos. A maioria das empresas que patrocinam nosso trabalho são multinacionais e por mais que tenham ótima responsabilidade social, a diminuição na arrecadação atinge a todos”, revela.

“Também acompanhamos os impactos nas leis de incentivo, pois as mudanças podem afetar projetos. Por outro lado, estamos absorvendo todas as oportunidades de aprendizado que esse momento nos impõe. Vamos continuar dando o nosso melhor e trabalhando muito para que em breve todas as nossas crianças possam voltar e alegrar o Seci com muitos sorrisos e aprendizados”, finaliza o dirigente.



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Projeto arrecada e doa oito toneladas de alimentos

Instituto Seci busca auxiliar familiares dos 400 alunos e também comunidades de Santo André

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

20/04/2020 | 07:00


O tradicional campo de várzea do Seci, localizado no Parque Capuava, em Santo André, já há algum tempo deixou de ser local exclusivo do futebol nos fins de semana. Isso porque, nos últimos anos, a Associação AZO – que está sendo rebatizada como Instituto Seci – mantém projeto social que já atendeu mais de 2.000 jovens e atualmente conta com cerca de 400 crianças e adolescentes no local (grande parte de baixa renda, com diversificada oferta de atividades esportivas, culturais e educacionais). Entretanto, há um mês a pandemia do novo coronavírus chegou com tudo, determinou a quarentena e, de uma hora para outra, o local ficou vazio, suspendendo aquela que, muitas vezes, é a única alternativa de lazer (aliada à educação).

Preocupado com os jovens, o presidente Guilherme Ferreira, 28 anos, passou a buscar junto a patrocinadores e parceiros formas de ajudar tanto as famílias dos jovens – a maioria de baixa renda – quanto comunidades próximas. E foi assim que reuniu pelo menos oito toneladas em cestas básicas e kits de limpeza, e vem realizando a distribuição, proporcionando conforto e alegria em meio a tantos problemas – sobretudo econômicos – trazidos pelo isolamento físico. “A estrutura familiar dos alunos é preocupação constante do Seci. Logo que soubemos do isolamento, começamos a mobilização para apoiar aquelas em situação de vulnerabilidade, pois sabíamos que passariam por período difícil com a perda da renda, em sua maioria vinda de trabalhos informais. Nosso foco é apoiar famílias de alunos, mas também estamos contribuindo com outras famílias em situação de vulnerabilidade que nos procuram”, conta.

Aproximadamente 450 cestas básicas já haviam sido adquiridas até sexta-feira e grande parte fora entregue ou retirada na sede da instituição. “Muitas pessoas nos procuraram para pedir um suporte neste momento tão difícil, e, por outro lado, várias outras entram em contato para contribuir com as famílias que estão precisando de apoio. Visamos atender às famílias com a maior estrutura possível”, diz o mandatário do projeto.

Entre as pessoas que retiraram doações na sexta-feira estava a técnica em nutrição Elaine Barbosa Ribeiro, 36. Desempregada há quase dois anos, vinha se mantendo com trabalhos de diarista antes do início da quarentena. Moradora do Parque João Ramalho, soube da distribuição de mantimentos e foi até o Seci. “Sem renda fixa fica complicado levar o sustento para dentro de casa. Essa cesta ajudou e vai durar bastante”, afirma ela, que vive com a irmã mais velha. “É iniciativa muito boa. O projeto ajuda a comunidade, pessoas que têm dificuldade de manter o sustento. Parabenizo as pessoas envolvidas neste projeto e que estão ajudando adultos e crianças. Com essa pandemia está difícil conseguir o sustento. Graças a essa cesta consegui trazer alguma coisa para dentro de casa”, comenta.

Criatividade mantém ensinamentos ativos
As aulas presenciais do Instituto Seci tiveram de ser suspensas em razão do isolamento físico determinado pela quarentena. Entretanto, professores e gestores do projeto encontraram uma forma de manter – pelo menos – o curso de música, por meio de aulas virtuais de violão, guitarra, contrabaixo, canto, teclado e bateria, transmitidas pelas redes sociais. Contando com interatividade dos jovens que integram o projeto, mantém o desenvolvimento e aprendizado. “Reinventamos nosso trabalho para continuar atendendo nossos alunos e alunas. Também estamos lançando desafios ligados ao esporte periodicamente e acompanhando o desenvolvimento da garotada”, explica o presidente da associação, Guilherme Ferreira.

Apesar de poucos colaboradores, o dirigente diz que o instituto tem conseguido cumprir com seus objetivos a partir de doações e até mesmo de uma vaquinha virtual que ajudou na arrecadação de quantia para comprar cestas básicas. “Nosso time é pequeno e entrosado. Mas times pequenos também vencem grandes partidas”, exalta. “Não tem futebol sem jogador. E aqui o esporte, cultura e educação são os instrumentos que permitem que o jogo aconteça. De uma hora para outra, famílias sofreram um pênalti injusto e foram suspensas com cartão vermelho, é neste momento que a nossa união está servindo de apoio para que elas consigam se reconstruir e voltar para o jogo”, compara o presidente.

Assim como a pandemia afeta a economia dos trabalhadores, o gestor explica que o terceiro setor também é afetado direta e indiretamente. Ainda assim, o Instituto Seci lutou e ainda contou com parceiros que mantiveram o apoio. “O impacto na economia afeta diretamente as ONGs no curto e longo prazos. A maioria das empresas que patrocinam nosso trabalho são multinacionais e por mais que tenham ótima responsabilidade social, a diminuição na arrecadação atinge a todos”, revela.

“Também acompanhamos os impactos nas leis de incentivo, pois as mudanças podem afetar projetos. Por outro lado, estamos absorvendo todas as oportunidades de aprendizado que esse momento nos impõe. Vamos continuar dando o nosso melhor e trabalhando muito para que em breve todas as nossas crianças possam voltar e alegrar o Seci com muitos sorrisos e aprendizados”, finaliza o dirigente.

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