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Missas virtuais mantêm vínculo de fiéis com igrejas

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Padres usam a internet para realizar rituais durante a pandemia do novo coronavírus


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

28/03/2020 | 00:01


 Para atender à recomendação do governo do Estado, que pediu o cancelamento de eventos com mais de 500 pessoas para evitar aglomeração e conter a proliferação da Covid-19, a Diocese de Santo André, responsável pelas sete cidades do Grande ABC, determinou – no dia 20 – a proibição de público nas missas. Como alternativa, as paróquias mantêm a realização do evento apenas com o padre e tudo é transmitido ao vivo pelas redes sociais para que os fiéis tenham acesso e mantenham vínculos com suas paróquias.

No Parque Real, em Diadema, o pároco da Igreja Cristo Rei e reitor da Casa de Filosofia do Seminário Diocesano, padre Hamilton Gomes do Nascimento, destaca que desde novembro realizava missas transmitidas por redes sociais para quem não podia ir até a paróquia. “Com esta nova adaptação em todas as igrejas, o ideal da transmissão é manter o vínculo com os fiéis. Em canais de televisão também sempre foi transmitido, mas o ideal é conversar com os fiéis como se eles estivessem aqui (na paróquia), de modo que mantenham a fé e o vínculo com a comunidade em si”, detalha. O momento da hóstia conta com participação especial dos internautas. “Os fiéis realizam a comunhão espiritual. ou seja, rezam com a intenção como se estivessem comungando”.

Como as aulas da catequese e grupos religiosos também foram suspensas, o pároco observa que muitos fiéis acabaram procurando como alternativa as missas on-line e destaca que, em média, quase 3.000 pessoas acompanham a transmissão pelo Facebook. “Os textos e orações permanecem normais. Inclusive, na minha paróquia já não rezávamos mais de mãos dadas nem fazíamos o abraço da paz no meio da missa, mas foram medidas que eu adotei com os fiéis. Diante disso, com esta alternativa on-line, minha igreja acabou ficando conhecida por mais pessoas”, avalia Hamilton.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) havia anunciado quinta-feira que incluiu casas lotéricas e igrejas na lista de serviços essenciais, ou seja, poderiam funcionar durante a situação de emergência. Ontem, porém, o decreto foi cancelado pelo Ministério Público, apesar de o padre destacar que não mudaria a forma de realizar as missas.

“A Diocese é muito cuidadosa com todos, pensam em conjunto, por meio de um conselho e decidem o melhor. Porém, na minha visão, não acho seguro (reabrir as missas). Minha igreja fica situada em região periférica, onde cinco famílias moram em um terreno de 50 metros quadrados. No momento em que as igrejas reabrirem, os fiéis irão e não vai ser seguro”, comenta.

A Diocese detalhou que está “atenta à realidade do nosso povo”. O bispo dom Pedro Carlos Cipollini orienta que as missas sejam mantidas em transmissão pelos sacerdotes sem presença dos fiéis. “Este decreto permanece em vigência até outro posicionamento que porventura possa surgir”, declara em nota, que ainda pontua que qualquer mudança será informada.



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Missas virtuais mantêm vínculo de fiéis com igrejas

Padres usam a internet para realizar rituais durante a pandemia do novo coronavírus

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

28/03/2020 | 00:01


 Para atender à recomendação do governo do Estado, que pediu o cancelamento de eventos com mais de 500 pessoas para evitar aglomeração e conter a proliferação da Covid-19, a Diocese de Santo André, responsável pelas sete cidades do Grande ABC, determinou – no dia 20 – a proibição de público nas missas. Como alternativa, as paróquias mantêm a realização do evento apenas com o padre e tudo é transmitido ao vivo pelas redes sociais para que os fiéis tenham acesso e mantenham vínculos com suas paróquias.

No Parque Real, em Diadema, o pároco da Igreja Cristo Rei e reitor da Casa de Filosofia do Seminário Diocesano, padre Hamilton Gomes do Nascimento, destaca que desde novembro realizava missas transmitidas por redes sociais para quem não podia ir até a paróquia. “Com esta nova adaptação em todas as igrejas, o ideal da transmissão é manter o vínculo com os fiéis. Em canais de televisão também sempre foi transmitido, mas o ideal é conversar com os fiéis como se eles estivessem aqui (na paróquia), de modo que mantenham a fé e o vínculo com a comunidade em si”, detalha. O momento da hóstia conta com participação especial dos internautas. “Os fiéis realizam a comunhão espiritual. ou seja, rezam com a intenção como se estivessem comungando”.

Como as aulas da catequese e grupos religiosos também foram suspensas, o pároco observa que muitos fiéis acabaram procurando como alternativa as missas on-line e destaca que, em média, quase 3.000 pessoas acompanham a transmissão pelo Facebook. “Os textos e orações permanecem normais. Inclusive, na minha paróquia já não rezávamos mais de mãos dadas nem fazíamos o abraço da paz no meio da missa, mas foram medidas que eu adotei com os fiéis. Diante disso, com esta alternativa on-line, minha igreja acabou ficando conhecida por mais pessoas”, avalia Hamilton.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) havia anunciado quinta-feira que incluiu casas lotéricas e igrejas na lista de serviços essenciais, ou seja, poderiam funcionar durante a situação de emergência. Ontem, porém, o decreto foi cancelado pelo Ministério Público, apesar de o padre destacar que não mudaria a forma de realizar as missas.

“A Diocese é muito cuidadosa com todos, pensam em conjunto, por meio de um conselho e decidem o melhor. Porém, na minha visão, não acho seguro (reabrir as missas). Minha igreja fica situada em região periférica, onde cinco famílias moram em um terreno de 50 metros quadrados. No momento em que as igrejas reabrirem, os fiéis irão e não vai ser seguro”, comenta.

A Diocese detalhou que está “atenta à realidade do nosso povo”. O bispo dom Pedro Carlos Cipollini orienta que as missas sejam mantidas em transmissão pelos sacerdotes sem presença dos fiéis. “Este decreto permanece em vigência até outro posicionamento que porventura possa surgir”, declara em nota, que ainda pontua que qualquer mudança será informada.

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