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Diálogo com crianças sobre o coronavírus não deve ter pânico

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


14/03/2020 | 08:53


A lista de perguntas difíceis que crianças fazem aos pais ganhou mais um item com o avanço do novo coronavírus. Os mais novos também podem contrair o vírus, mas a maioria dos casos é leve ou assintomática, ou seja, não apresenta manifestações perceptíveis da doença. Apesar disso, as crianças são capazes de transmitir o vírus a outras pessoas, o que aumenta a necessidade de prevenção.

Segundo especialistas, a orientação deve começar em casa, com os pais, que precisam conduzir a situação com tranquilidade. Além de reforçar as dicas repetidas à exaustão, como lavar as mãos, utilizar álcool em gel e evitar contatos próximos, os ensinamentos devem ser em tom de conscientização.

"A conversa tem de ser muito calma e clara, tentando acalmar os ânimos. Os pais não podem transmitir pânico aos filhos, principalmente os menores. Quanto mais pessoas apavoradas, pior. É bom utilizar materiais lúdicos e pedagógicos, como ilustrações e infográficos. O Ministério da Saúde oferece esse tipo de conteúdo", sugere Ricardo Monezi, pesquisador de medicina comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A atenção redobrada aos hábitos de higiene pode contribuir para a formação de uma geração capaz de se prevenir de várias doenças contagiosas. É o que afirma Marco Aurélio Safadi, infectologista do Sabará Hospital Infantil. "Um dos bons legados de uma epidemia, se é que podemos ter isso, é o amadurecimento sobre a discussão de regras e etiquetas de comportamento."

Prática

E dar o exemplo é tão importante quanto falar, segundo Monezi, que aconselha que os pais lavem as mãos da maneira adequada e com frequência, em casa, para que os filhos repitam o gesto de maneira natural.

Respeitar a inteligência das crianças é outro ponto fundamental na hora de conversar sobre o novo coronavírus. Para Safadi, pessoas entre seis e nove anos já são capazes de absorver esse tipo de informação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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