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PIB de 1,1% não é um desastre


Do Diário do Grande ABC

05/03/2020 | 23:59


Anunciado em 4 de março pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro referente a 2019 ficou em 1,1%. Crescimento pífio quando se leva em consideração as expectativas do mercado no início do ano passado: falava-se em mais de 2% de crescimento, o dobro do resultado efetivamente alcançado. No entanto, é preciso analisar melhor o cenário antes de lamentar o percentual que, para muita gente, pareceu ‘decepcionante’.

Comecemos por um fato: durante anos, o crescimento da nossa economia escorou-se no aumento do gasto público. Por meio de grandes obras, sucessivos governos mantiveram a ilusão de que o Brasil crescia, quando, na verdade, estávamos aumentando exponencialmente a nossa dívida interna e aprofundando rombos orçamentários. A conta finalmente chegou e o governo não teve escolha a não ser suprimir os gastos.

Resultado imediato é exatamente este que estamos vendo: PIB baixo e sensação de que estamos patinando rumo a lugar nenhum. Só que a realidade é bem diferente. Imagine que a fábrica produza 1.000 automóveis e tenha que pagar tributos anuais equivalentes ao valor de 400 automóveis (carga tributária brasileira é exatamente desse naipe, algo como 40% da renda dos cidadãos e das empresas). Agora, imagine que o valor arrecadado pelo governo será reinvestido. Para efeitos de cálculo do PIB, automóveis produzidos se somariam aos investimentos feitos pelo governo, traduzindo-se, em conta bem simplista, em PIB equivalente a 1.400 automóveis.

Só que o governo não gera riquezas: ele arrecada. Na vida real, só 1.000 carros foram produzidos. O que nós tivemos foi transferência da ‘riqueza’ do fabricante para o governo. Ora, se o governo não gastar o equivalente a 400 carros, mas o equivalente a 100 carros, por exemplo, teremos PIB menor, equivalente à soma dos 1.000 automóveis produzidos aos 100 que foram ‘investidos’ pelo governo. Mas a riqueza real continuou a mesma. É isso que está acontecendo no Brasil. Ao investir menos, o governo ‘puxou’ o PIB para baixo. O percentual divulgado pelo IBGE não detalha que o PIB privado cresceu 2% no período. Isso mesmo: se desconsiderarmos a retração havida nos gastos do governo, veremos que o PIB cresceu quase o dobro do 1,1% anunciado.

Melhor ainda é verificar, conforme nota emitida pelo Ministério da Economia, que houve aumentos no consumo das famílias e que a indústria cresceu 0,5%. Em compensação, exportamos 2,5% a menos e importamos 1,1% mais: equilibrar melhor essa balança comercial precisa estar na mira do governo. Em resumo: a economia está se recuperando. Sem milagres, mas de forma sustentável.
Andre Kamkhaji e Maurice Kattan são economistas e sócios-diretores da Union National.


PALAVRA DO LEITOR

Conversão
Solicito ao notável prefeito de Santo André, Paulo Serra, que determine ao departamento de trânsito e vias públicas a procederem a conversão da Rua Dinamarca, na Vila Francisco Matarazzo, de sentido mão dupla para mão única, sentido à Rua Colúmbia, pois o fim da Dinamarca com a Colúmbia não comporta o fluxo de veículos em mão dupla, ocasionando sérios riscos de acidentes, principalmente com alunos de escola próxima que atravessam pelo local. Certo de vosso apoio, agradeço em meu nome, no dos munícipes e motoristas que se utilizam dessas vias.
Edson Campelo
Santo André

Sem troco
Venho aqui contestar o comércio de hortifrúti na Alameda Campestre por falta de troco em arredondamentos. Compro diariamente nesse local e não recebo troco relativo às compras. Podem dizer que é pouco, mas, somado o dia a dia, irá dar boa soma. E isso só para mim! E os outros que também devem passar por isso? Seria conveniente então, para evitar esse desaforo, colocar valores redondos, sem ser, por exemplo, R$ 2,98. Paga-se R$ 3, porque não se tem centavos. Quem poderia resolver esse problema, que se torna grave. Todos os dias perco de R$ 0,02 a R$ 0,03.
Claudio Luiz da Silva
Santo André

Mudanças
A mudança de 55 vereadores dos 142 existentes no Grande ABC, para outras siglas, é vergonhosa, prova inequívoca de que no Brasil não existem partidos verdadeiramente ideológicos e muito menos políticos. Existe, sim, um monte de legendas, cada uma sob o poder de determinadas pessoas ou mesmo representações sindicais e religiosas. A reportagem de Daniel Tossato nada mais é do que pequena amostra da situação existente em todo o território nacional (Política, dia 2). Interessante que esses vereadores não estão preocupados com os problemas das comunidades que os elegeram. Estão, sim, interessados neles próprios. Entendo partido político como religião ou clube de futebol que não se deve ficar mudando. Ainda bem que no Brasil o brasileiro não vota em partidos e sim na pessoa. De qualquer forma, encaro essa ‘pulada de galho em galho’ como vergonhosa. Até porque, quem muda de partido, qual argumento irá usar para justificar a seus eleitores? O Brasil precisa de reforma política urgente, radical e moralizadora. Todavia, quando vejo que essa reforma estará sob responsabilidade do Congresso, perco as esperanças de sonhar com País politicamente correto.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Piadista
Senhor presidente da República, Jair Bolsonaro, de palhaçadas o povo brasileiro, em parte, está exaurido há mais de 15 anos (Economia, ontem). Então, sem gracinhas! Que me desculpem os profissionais do riso.
Tânia Tavares
Capital


Brasil parou
E o País parou! A população, que clamava por mudanças, que esperava resultados urgentes, hoje se vê em meio ao caos. Mudanças, pelo que se tem notado, não têm nem mesmo perspectiva de surgir. O presidente não sabe os caminhos a seguir, imaginou que governar País como o Brasil seria o mesmo que administrar sua casa. Quem olha com mais atenção o quadro político em que vivemos consegue ver com clareza que nada de concreto foi feito em benefício da população brasileira. Empresas fecharam as portas, alto índice de desemprego, aumento de moradores de rua, perdas de direitos que se levaram anos de lutas para serem adquiridos, enfim, presenciamos quadro preocupante. Enquanto isso, só nos resta esperar a imprensa noticiar os atos insanos de presidente que pensa poder tudo, inclusive calar a imprensa quando questionado, que não tem respeito ao se referir às mulheres, que até agora não se sabe por que foi eleito. É preciso que todos entendam que se nada mudar logo estaremos vivendo o mesmo caos de outros países os quais famílias precisam deixar seu local de origem para não sucumbir à fome.
Eliete Gebara
Santo André
 



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PIB de 1,1% não é um desastre

Do Diário do Grande ABC

05/03/2020 | 23:59


Anunciado em 4 de março pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro referente a 2019 ficou em 1,1%. Crescimento pífio quando se leva em consideração as expectativas do mercado no início do ano passado: falava-se em mais de 2% de crescimento, o dobro do resultado efetivamente alcançado. No entanto, é preciso analisar melhor o cenário antes de lamentar o percentual que, para muita gente, pareceu ‘decepcionante’.

Comecemos por um fato: durante anos, o crescimento da nossa economia escorou-se no aumento do gasto público. Por meio de grandes obras, sucessivos governos mantiveram a ilusão de que o Brasil crescia, quando, na verdade, estávamos aumentando exponencialmente a nossa dívida interna e aprofundando rombos orçamentários. A conta finalmente chegou e o governo não teve escolha a não ser suprimir os gastos.

Resultado imediato é exatamente este que estamos vendo: PIB baixo e sensação de que estamos patinando rumo a lugar nenhum. Só que a realidade é bem diferente. Imagine que a fábrica produza 1.000 automóveis e tenha que pagar tributos anuais equivalentes ao valor de 400 automóveis (carga tributária brasileira é exatamente desse naipe, algo como 40% da renda dos cidadãos e das empresas). Agora, imagine que o valor arrecadado pelo governo será reinvestido. Para efeitos de cálculo do PIB, automóveis produzidos se somariam aos investimentos feitos pelo governo, traduzindo-se, em conta bem simplista, em PIB equivalente a 1.400 automóveis.

Só que o governo não gera riquezas: ele arrecada. Na vida real, só 1.000 carros foram produzidos. O que nós tivemos foi transferência da ‘riqueza’ do fabricante para o governo. Ora, se o governo não gastar o equivalente a 400 carros, mas o equivalente a 100 carros, por exemplo, teremos PIB menor, equivalente à soma dos 1.000 automóveis produzidos aos 100 que foram ‘investidos’ pelo governo. Mas a riqueza real continuou a mesma. É isso que está acontecendo no Brasil. Ao investir menos, o governo ‘puxou’ o PIB para baixo. O percentual divulgado pelo IBGE não detalha que o PIB privado cresceu 2% no período. Isso mesmo: se desconsiderarmos a retração havida nos gastos do governo, veremos que o PIB cresceu quase o dobro do 1,1% anunciado.

Melhor ainda é verificar, conforme nota emitida pelo Ministério da Economia, que houve aumentos no consumo das famílias e que a indústria cresceu 0,5%. Em compensação, exportamos 2,5% a menos e importamos 1,1% mais: equilibrar melhor essa balança comercial precisa estar na mira do governo. Em resumo: a economia está se recuperando. Sem milagres, mas de forma sustentável.
Andre Kamkhaji e Maurice Kattan são economistas e sócios-diretores da Union National.


PALAVRA DO LEITOR

Conversão
Solicito ao notável prefeito de Santo André, Paulo Serra, que determine ao departamento de trânsito e vias públicas a procederem a conversão da Rua Dinamarca, na Vila Francisco Matarazzo, de sentido mão dupla para mão única, sentido à Rua Colúmbia, pois o fim da Dinamarca com a Colúmbia não comporta o fluxo de veículos em mão dupla, ocasionando sérios riscos de acidentes, principalmente com alunos de escola próxima que atravessam pelo local. Certo de vosso apoio, agradeço em meu nome, no dos munícipes e motoristas que se utilizam dessas vias.
Edson Campelo
Santo André

Sem troco
Venho aqui contestar o comércio de hortifrúti na Alameda Campestre por falta de troco em arredondamentos. Compro diariamente nesse local e não recebo troco relativo às compras. Podem dizer que é pouco, mas, somado o dia a dia, irá dar boa soma. E isso só para mim! E os outros que também devem passar por isso? Seria conveniente então, para evitar esse desaforo, colocar valores redondos, sem ser, por exemplo, R$ 2,98. Paga-se R$ 3, porque não se tem centavos. Quem poderia resolver esse problema, que se torna grave. Todos os dias perco de R$ 0,02 a R$ 0,03.
Claudio Luiz da Silva
Santo André

Mudanças
A mudança de 55 vereadores dos 142 existentes no Grande ABC, para outras siglas, é vergonhosa, prova inequívoca de que no Brasil não existem partidos verdadeiramente ideológicos e muito menos políticos. Existe, sim, um monte de legendas, cada uma sob o poder de determinadas pessoas ou mesmo representações sindicais e religiosas. A reportagem de Daniel Tossato nada mais é do que pequena amostra da situação existente em todo o território nacional (Política, dia 2). Interessante que esses vereadores não estão preocupados com os problemas das comunidades que os elegeram. Estão, sim, interessados neles próprios. Entendo partido político como religião ou clube de futebol que não se deve ficar mudando. Ainda bem que no Brasil o brasileiro não vota em partidos e sim na pessoa. De qualquer forma, encaro essa ‘pulada de galho em galho’ como vergonhosa. Até porque, quem muda de partido, qual argumento irá usar para justificar a seus eleitores? O Brasil precisa de reforma política urgente, radical e moralizadora. Todavia, quando vejo que essa reforma estará sob responsabilidade do Congresso, perco as esperanças de sonhar com País politicamente correto.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Piadista
Senhor presidente da República, Jair Bolsonaro, de palhaçadas o povo brasileiro, em parte, está exaurido há mais de 15 anos (Economia, ontem). Então, sem gracinhas! Que me desculpem os profissionais do riso.
Tânia Tavares
Capital


Brasil parou
E o País parou! A população, que clamava por mudanças, que esperava resultados urgentes, hoje se vê em meio ao caos. Mudanças, pelo que se tem notado, não têm nem mesmo perspectiva de surgir. O presidente não sabe os caminhos a seguir, imaginou que governar País como o Brasil seria o mesmo que administrar sua casa. Quem olha com mais atenção o quadro político em que vivemos consegue ver com clareza que nada de concreto foi feito em benefício da população brasileira. Empresas fecharam as portas, alto índice de desemprego, aumento de moradores de rua, perdas de direitos que se levaram anos de lutas para serem adquiridos, enfim, presenciamos quadro preocupante. Enquanto isso, só nos resta esperar a imprensa noticiar os atos insanos de presidente que pensa poder tudo, inclusive calar a imprensa quando questionado, que não tem respeito ao se referir às mulheres, que até agora não se sabe por que foi eleito. É preciso que todos entendam que se nada mudar logo estaremos vivendo o mesmo caos de outros países os quais famílias precisam deixar seu local de origem para não sucumbir à fome.
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