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Como pesquisar a história familiar

Origens da família Lima * Professor Adyr, escritor, ensinou em São Bernardo * Uma viagem centenária de São Paulo a Santos * Observações sobre antigos carnavais


Ademir Médici

28/02/2020 | 07:00


Na construção da memória regional, o escritor José Bueno Lima, de Santo André, pesquisa a sua relação com a família do coronel João Baptista de Oliveira Lima, concluindo que seu bisavô, Joaquim Antônio de Lima, é tio do coronel.

Dona Gertrudes de Lima, que dá nome a uma das ruas centrais de Santo André, vem a ser bisavó do escritor.

José Bueno Lima faz uma retrospectiva da sua própria memória oral, especificando as origens de cada ramo familiar, focalizando espaços como a Fazendinha da atual Rodovia Índio Tibiriçá; a atual Vila Balneária em Riacho Grande; Sítio dos Quaglia e bairro Varginha na Estrada Velha do Mar. Ou seja: uma história familiar – como a dos Oliveira Lima – oferece subsídios geográficos e históricos até para se compreender a história do Grande ABC.

José Bueno Lima refere-se a um artigo publicado aqui em Memória por Quirino de Lima, filho do ex-prefeito Hygino de Lima, de São Bernardo (Memória, 4 de janeiro de 2020). Dá sequência às descobertas do seu “primo”. E chega a uma bela conclusão.

É um longo artigo que estaremos publicando, na íntegra, no Face da Memória, administrado pela jornalista Cecília Del Gesso e cujo endereço está aí em cima. Verdadeira aula da história oral do nosso colaborador, a quem agradecemos.
 

DICA
José Bueno Lima e Quirino Lima lembram a importância da Cúria Diocesana de Santo André, cujo acervo é um dos mais antigos e completos do Grande ABC. Pesquisem, amigos, pesquisem... 

Educação
Quem estudou no Instituto de Educação João Ramalho no início de 1960 foi provavelmente aluno do professor Adyr Ferraz Vianna, de português. O JR ficava no prédio hoje ocupado pela Guarda Civil Municipal de São Bernardo. Os da época vão se lembrar deste livro, Prezemos Nosso Idioma, de autoria do mestre Adyr.

Consegui um exemplar numa das várias buscas que fiz no Google, num sebo de pioneiros. A primeira edição tinha a capa branca, e até hoje ainda aproveitamos os ensinamentos do professor.
Roberto Pelosini, de São Bernardo

Viagem
Ler Memória é recuperar memória. A página (Memória, segunda-feira, 17 de fevereiro) se refere à viagem do secretário de Agricultura da época, 1915, a Santos – ida e volta. O mais curioso é que o retorno foi mais difícil. O automóvel precisou parar várias vezes para refrescar o motor.

De fato, isso acontecia. Lembro-me das minhas viagens de jardineira (como então eram chamados os ônibus): parava diversas vezes num percurso de três dezenas de quilômetros para refrescar o motor. Isso na década de 1930, quando eu era criança.

O problema se agravou durante a Segunda Guerra Mundial. Na época, faltou a gasolina (artigo importado) que foi substituído pelo gasogênio. O problema era outro: o motor afogava, tão fraco o gasogênio.

Lembro-me de um trágico acidente, circa 1942, quando um ônibus, lotado de passageiros, afogou em cima da linha do trem na cidade de Lins. E vinha uma locomotiva que não conseguiu parar. Atingiu o ônibus lotado de passageiros. Sete morreram. O importante é registrar que uma nota da Memória lembra e reconstrói memórias do passado.
Alexandre Takara, professor e orientador

Ainda o Carnaval
Já foi o tempo do Carnaval comemorado nos clubes, com seus concursos de fantasia, adultas e infantis.

Cantores e cantoras se preocupavam em gravar discos em 78 RPM (rotações) com marchinhas para serem tocadas nas emissoras e bailes.

Para atrair público aos bailes, promoviam-se, noticiavam-se e irradiavam-se desfiles pelas ruas da cidade. 

Lembro, quando tinha meus 7, 8 anos e residia na cidade de Lucélia, que o desfile passava pela Avenida Internacional, que tinha duas pistas separadas pela rede elétrica. As pessoas, dos caminhões, atiravam serpentinas que formavam grandes ‘cortinas’ coloridas presas aos fios da rede elétrica.

Na TV, a transmissão dos grandes bailes no Rio e São Paulo e o desfile das escolas de samba, primeiro nas ruas, depois nos sambódromos. Desaparecem os bailes de salão, formam-se blocos de ruas, e o Carnaval ganha novas formas, como se viu neste fevereiro de 2020.
Arlindo Ribeiro, o repórter Ligeirinho

Diário há 30 anos

Quarta-feira, 28 de fevereiro de 1990 – Ano 32, edição 7314
Manchete – Collor (presidente eleito) terá reunião com Sarney (presidente atual) na sexta-feira (2 de março de 1990).
Polícia – São Caetano terá novo distrito policial, o 3º DP, a ser localizado na Rua Santos Dumont, bairro Nova Gerty.

Em 28 de fevereiro de...

1905 –José Andrade Moura nasce em Capela, no Estado de Sergipe. Veio para Santo André em 1927 e durante 38 anos trabalhou na Rhodia.
Nota – Entrevistamos o Sr. Moura, muitos anos atrás. Uma bela tarde passada com ele. Uma mesa repleta de doces foi preparada por dona Creusa, sua mulher. Hoje, Humberto Moura, um dos filhos do casal, é colaborador desta página Memória.
1910 – Câmara Municipal de São Bernardo contrata um guarda-livro (contador), Lúcio Veiga.
1920 – Revista A Cigarra anuncia edição especial sobre o Carnaval, com ‘photographias’ do corso da Avenida Paulista, bailes à fantasia, carros dos préstitos carnavalescos.
1960 – O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) marcou para março de 1961 a realização das eleições em São Paulo (Capital) e em 66 municípios paulistas.
Uma das eleições será em São Caetano, dia 26 de março de 1961.
Nota – Até então, as eleições municipais eram realizadas em datas diferentes, ao contrário de hoje, quando todos os pleitos municipais são num único dia.
1970 – O Sindicato dos Bancários de Santo André inaugura ambulatório médico.
- Mauá anuncia a construção do primeiro viaduto da cidade.

Santos do Dia

- Daniel Brottier
- Justo
- Serapião

ROMANO OU ROMÃO. E LUPICÍNIO - Franceses. Exerceram sua religiosidade no próprio país e na Alemanha. Morreram no século V

Municípios Brasileiros

Celebram aniversários em 28 de fevereiro:
- Em São Paulo, Paulínia, Restinga, Salesópolis, Sebastianópolis do Sul e Silveiras
- No Rio Grande do Sul, Crissiumal, Espumoso, Esteio, Frederico Westphalen, Ibirubá, Marau, Nova Petrópolis, Rolante, Sananduva e Sapiranga
- No Rio de Janeiro, Paraty

Fonte: IBGE



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Como pesquisar a história familiar

Origens da família Lima * Professor Adyr, escritor, ensinou em São Bernardo * Uma viagem centenária de São Paulo a Santos * Observações sobre antigos carnavais

Ademir Médici

28/02/2020 | 07:00


Na construção da memória regional, o escritor José Bueno Lima, de Santo André, pesquisa a sua relação com a família do coronel João Baptista de Oliveira Lima, concluindo que seu bisavô, Joaquim Antônio de Lima, é tio do coronel.

Dona Gertrudes de Lima, que dá nome a uma das ruas centrais de Santo André, vem a ser bisavó do escritor.

José Bueno Lima faz uma retrospectiva da sua própria memória oral, especificando as origens de cada ramo familiar, focalizando espaços como a Fazendinha da atual Rodovia Índio Tibiriçá; a atual Vila Balneária em Riacho Grande; Sítio dos Quaglia e bairro Varginha na Estrada Velha do Mar. Ou seja: uma história familiar – como a dos Oliveira Lima – oferece subsídios geográficos e históricos até para se compreender a história do Grande ABC.

José Bueno Lima refere-se a um artigo publicado aqui em Memória por Quirino de Lima, filho do ex-prefeito Hygino de Lima, de São Bernardo (Memória, 4 de janeiro de 2020). Dá sequência às descobertas do seu “primo”. E chega a uma bela conclusão.

É um longo artigo que estaremos publicando, na íntegra, no Face da Memória, administrado pela jornalista Cecília Del Gesso e cujo endereço está aí em cima. Verdadeira aula da história oral do nosso colaborador, a quem agradecemos.
 

DICA
José Bueno Lima e Quirino Lima lembram a importância da Cúria Diocesana de Santo André, cujo acervo é um dos mais antigos e completos do Grande ABC. Pesquisem, amigos, pesquisem... 

Educação
Quem estudou no Instituto de Educação João Ramalho no início de 1960 foi provavelmente aluno do professor Adyr Ferraz Vianna, de português. O JR ficava no prédio hoje ocupado pela Guarda Civil Municipal de São Bernardo. Os da época vão se lembrar deste livro, Prezemos Nosso Idioma, de autoria do mestre Adyr.

Consegui um exemplar numa das várias buscas que fiz no Google, num sebo de pioneiros. A primeira edição tinha a capa branca, e até hoje ainda aproveitamos os ensinamentos do professor.
Roberto Pelosini, de São Bernardo

Viagem
Ler Memória é recuperar memória. A página (Memória, segunda-feira, 17 de fevereiro) se refere à viagem do secretário de Agricultura da época, 1915, a Santos – ida e volta. O mais curioso é que o retorno foi mais difícil. O automóvel precisou parar várias vezes para refrescar o motor.

De fato, isso acontecia. Lembro-me das minhas viagens de jardineira (como então eram chamados os ônibus): parava diversas vezes num percurso de três dezenas de quilômetros para refrescar o motor. Isso na década de 1930, quando eu era criança.

O problema se agravou durante a Segunda Guerra Mundial. Na época, faltou a gasolina (artigo importado) que foi substituído pelo gasogênio. O problema era outro: o motor afogava, tão fraco o gasogênio.

Lembro-me de um trágico acidente, circa 1942, quando um ônibus, lotado de passageiros, afogou em cima da linha do trem na cidade de Lins. E vinha uma locomotiva que não conseguiu parar. Atingiu o ônibus lotado de passageiros. Sete morreram. O importante é registrar que uma nota da Memória lembra e reconstrói memórias do passado.
Alexandre Takara, professor e orientador

Ainda o Carnaval
Já foi o tempo do Carnaval comemorado nos clubes, com seus concursos de fantasia, adultas e infantis.

Cantores e cantoras se preocupavam em gravar discos em 78 RPM (rotações) com marchinhas para serem tocadas nas emissoras e bailes.

Para atrair público aos bailes, promoviam-se, noticiavam-se e irradiavam-se desfiles pelas ruas da cidade. 

Lembro, quando tinha meus 7, 8 anos e residia na cidade de Lucélia, que o desfile passava pela Avenida Internacional, que tinha duas pistas separadas pela rede elétrica. As pessoas, dos caminhões, atiravam serpentinas que formavam grandes ‘cortinas’ coloridas presas aos fios da rede elétrica.

Na TV, a transmissão dos grandes bailes no Rio e São Paulo e o desfile das escolas de samba, primeiro nas ruas, depois nos sambódromos. Desaparecem os bailes de salão, formam-se blocos de ruas, e o Carnaval ganha novas formas, como se viu neste fevereiro de 2020.
Arlindo Ribeiro, o repórter Ligeirinho

Diário há 30 anos

Quarta-feira, 28 de fevereiro de 1990 – Ano 32, edição 7314
Manchete – Collor (presidente eleito) terá reunião com Sarney (presidente atual) na sexta-feira (2 de março de 1990).
Polícia – São Caetano terá novo distrito policial, o 3º DP, a ser localizado na Rua Santos Dumont, bairro Nova Gerty.

Em 28 de fevereiro de...

1905 –José Andrade Moura nasce em Capela, no Estado de Sergipe. Veio para Santo André em 1927 e durante 38 anos trabalhou na Rhodia.
Nota – Entrevistamos o Sr. Moura, muitos anos atrás. Uma bela tarde passada com ele. Uma mesa repleta de doces foi preparada por dona Creusa, sua mulher. Hoje, Humberto Moura, um dos filhos do casal, é colaborador desta página Memória.
1910 – Câmara Municipal de São Bernardo contrata um guarda-livro (contador), Lúcio Veiga.
1920 – Revista A Cigarra anuncia edição especial sobre o Carnaval, com ‘photographias’ do corso da Avenida Paulista, bailes à fantasia, carros dos préstitos carnavalescos.
1960 – O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) marcou para março de 1961 a realização das eleições em São Paulo (Capital) e em 66 municípios paulistas.
Uma das eleições será em São Caetano, dia 26 de março de 1961.
Nota – Até então, as eleições municipais eram realizadas em datas diferentes, ao contrário de hoje, quando todos os pleitos municipais são num único dia.
1970 – O Sindicato dos Bancários de Santo André inaugura ambulatório médico.
- Mauá anuncia a construção do primeiro viaduto da cidade.

Santos do Dia

- Daniel Brottier
- Justo
- Serapião

ROMANO OU ROMÃO. E LUPICÍNIO - Franceses. Exerceram sua religiosidade no próprio país e na Alemanha. Morreram no século V

Municípios Brasileiros

Celebram aniversários em 28 de fevereiro:
- Em São Paulo, Paulínia, Restinga, Salesópolis, Sebastianópolis do Sul e Silveiras
- No Rio Grande do Sul, Crissiumal, Espumoso, Esteio, Frederico Westphalen, Ibirubá, Marau, Nova Petrópolis, Rolante, Sananduva e Sapiranga
- No Rio de Janeiro, Paraty

Fonte: IBGE

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