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Santo André tenta resgatar tempos áureos da natação

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com ex-atletas à frente, equipe encerra temporada com resultados significativos


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

16/12/2019 | 07:08


Nos anos 1980 e 1990, as piscinas do Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia eram verdadeiras jazidas de pedras preciosas, onde muitos atletas começaram e se desenvolveram, trazendo grandes resultados para a cidade em competições estaduais e nacionais. E, apesar de viverem a expectativa da reabertura do equipamento de medidas olímpicas – atualmente apenas a semiolímpica está disponível –, o projeto andreense é reviver os dias de glória. Passo a passo, dá mostras de que está no caminho para se tornar real, finalizando a temporada com participações em dez campeonatos paulistas e seis brasileiros, nos quais conquistou medalhas ou troféus em todas as categorias.

O processo de resgate da natação andreense conta com duas ex-atletas dos anos dourados do esporte no município: a coordenadora da modalidade competitiva, Juliana Lima de Almeida Mayer, e Monica Milani. Ambas competiram nos tempos de Pirelli, Cibramar, Carrefour e Energil C. “Temos justamente este objetivo: chegar àquele nível novamente, voltar a ser a potência que éramos. É trabalho de formiguinha”, afirmou Juliana. “E 2019 foi ano muito bom, com resultados excelentes, que há muitos anos não tínhamos”, continuou ela. Também integram o projeto Carlos Galvani, Kelly Nunes e Eduardo Takada.

As categorias petiz 1, infantil, juvenil, júnior e master foram contempladas na temporada com pódios, disputas de finais e títulos, o último conquistado ontem, por Ewerton Alves, no Paulista de Maratonas Aquáticas, no Corinthians.

Se contabilizados apenas os da natação competitiva, Santo André conta com 130 atletas de 7 a 80 anos, sem contar os alunos da escolinha e terceira idade. Apesar de atender a todas as idades, existe grande mobilização pela base. E o processo de recomposição teve um agravante: em 2017, devido a problemas na piscina do Dell’Antonia – que fez os nadadores ficarem três meses sem treinos –, muitos competidores foram para outros clubes e a equipe foi reduzida a 70 jovens. “Essa reconstrução (da equipe) é nossa maior vitória. A importância, a magnitude de tudo vai muito além dos resultados, pódios e medalhas”, ressaltou Juliana Mayer. “Nosso objetivo é que os atletas tenham amor e paixão pelo que fazem e onde fazem. Assim acreditamos que podemos reconstruir (o projeto).”

A expectativa de todos os envolvidos com a natação andreense agora é a reabertura da piscina olímpica do Dell’Antonia – em janeiro, o prefeito Paulo Serra (PSDB) anunciou que parte de verba de R$ 9,2 milhões seria destinada para a reforma do local. Segundo Juliana, é possível atingir entre 2.000 e 3.000 pessoas na escolinha de iniciantes (mirim e petiz) com a reabertura do tanque maior. Além disso, melhora o nível de preparação dos atletas de alto rendimento, que hoje treinam no equipamento de 25 metros e competem no de 50 metros. “Aumentaria a qualidade dos treinos”, justifica a coordenadora andreense. 

Para-atleta serve de inspiração

Grandes exemplos se tornam inspiração, seja dentro ou fora de casa. Para a pequena Amabile Flaminio Scabacino, 11 anos, integrante da equipe petiz 1 de Santo André, o esporte aquático está no DNA, enquanto a força de vontade vem de uma competidora que usa como referência: a para-atleta da natação Mariana Gesteira.

O pai, Alex, e a mãe, Renata, são adeptos do surfe. E, desde a infância têm o hábito de levar a filha para a praia. Não demorou para que fosse matriculada na natação e, com o passar dos anos, pegou gosto pelo esporte. Assim, desde os 7 treina no Dell’Antonia e coleciona resultados, recordações e, principalmente, valores.

“Não tenho ídolo, mas em quem me espelho, que vejo ser pessoa batalhadora: Mariana Gesteira, atleta paraolímpica da natação. Me inspiro nela para nunca desistir”, salientou Amabile, que fez parte da equipe terceira colocada geral no Paulista de Verão, há duas semanas, “Quero alcançar sempre o topo, ir para (campeonatos) fazer meu melhor”, completou ela, que tem rotina de 2h45 de treinos diários.

Os planos para o futuro são ambiciosos, mas com os pés no chão. “Quero ir para a Olimpíada, é o sonho de qualquer esportista. Mas para o futuro mais próximo quero ir para todas as competições e, mais importante do que medalha, é melhorar meus tempos. Vou batalhar para ir aos brasileiros e sempre ter índice, porque Olimpíada é consequência.”



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Santo André tenta resgatar tempos áureos da natação

Com ex-atletas à frente, equipe encerra temporada com resultados significativos

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

16/12/2019 | 07:08


Nos anos 1980 e 1990, as piscinas do Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia eram verdadeiras jazidas de pedras preciosas, onde muitos atletas começaram e se desenvolveram, trazendo grandes resultados para a cidade em competições estaduais e nacionais. E, apesar de viverem a expectativa da reabertura do equipamento de medidas olímpicas – atualmente apenas a semiolímpica está disponível –, o projeto andreense é reviver os dias de glória. Passo a passo, dá mostras de que está no caminho para se tornar real, finalizando a temporada com participações em dez campeonatos paulistas e seis brasileiros, nos quais conquistou medalhas ou troféus em todas as categorias.

O processo de resgate da natação andreense conta com duas ex-atletas dos anos dourados do esporte no município: a coordenadora da modalidade competitiva, Juliana Lima de Almeida Mayer, e Monica Milani. Ambas competiram nos tempos de Pirelli, Cibramar, Carrefour e Energil C. “Temos justamente este objetivo: chegar àquele nível novamente, voltar a ser a potência que éramos. É trabalho de formiguinha”, afirmou Juliana. “E 2019 foi ano muito bom, com resultados excelentes, que há muitos anos não tínhamos”, continuou ela. Também integram o projeto Carlos Galvani, Kelly Nunes e Eduardo Takada.

As categorias petiz 1, infantil, juvenil, júnior e master foram contempladas na temporada com pódios, disputas de finais e títulos, o último conquistado ontem, por Ewerton Alves, no Paulista de Maratonas Aquáticas, no Corinthians.

Se contabilizados apenas os da natação competitiva, Santo André conta com 130 atletas de 7 a 80 anos, sem contar os alunos da escolinha e terceira idade. Apesar de atender a todas as idades, existe grande mobilização pela base. E o processo de recomposição teve um agravante: em 2017, devido a problemas na piscina do Dell’Antonia – que fez os nadadores ficarem três meses sem treinos –, muitos competidores foram para outros clubes e a equipe foi reduzida a 70 jovens. “Essa reconstrução (da equipe) é nossa maior vitória. A importância, a magnitude de tudo vai muito além dos resultados, pódios e medalhas”, ressaltou Juliana Mayer. “Nosso objetivo é que os atletas tenham amor e paixão pelo que fazem e onde fazem. Assim acreditamos que podemos reconstruir (o projeto).”

A expectativa de todos os envolvidos com a natação andreense agora é a reabertura da piscina olímpica do Dell’Antonia – em janeiro, o prefeito Paulo Serra (PSDB) anunciou que parte de verba de R$ 9,2 milhões seria destinada para a reforma do local. Segundo Juliana, é possível atingir entre 2.000 e 3.000 pessoas na escolinha de iniciantes (mirim e petiz) com a reabertura do tanque maior. Além disso, melhora o nível de preparação dos atletas de alto rendimento, que hoje treinam no equipamento de 25 metros e competem no de 50 metros. “Aumentaria a qualidade dos treinos”, justifica a coordenadora andreense. 

Para-atleta serve de inspiração

Grandes exemplos se tornam inspiração, seja dentro ou fora de casa. Para a pequena Amabile Flaminio Scabacino, 11 anos, integrante da equipe petiz 1 de Santo André, o esporte aquático está no DNA, enquanto a força de vontade vem de uma competidora que usa como referência: a para-atleta da natação Mariana Gesteira.

O pai, Alex, e a mãe, Renata, são adeptos do surfe. E, desde a infância têm o hábito de levar a filha para a praia. Não demorou para que fosse matriculada na natação e, com o passar dos anos, pegou gosto pelo esporte. Assim, desde os 7 treina no Dell’Antonia e coleciona resultados, recordações e, principalmente, valores.

“Não tenho ídolo, mas em quem me espelho, que vejo ser pessoa batalhadora: Mariana Gesteira, atleta paraolímpica da natação. Me inspiro nela para nunca desistir”, salientou Amabile, que fez parte da equipe terceira colocada geral no Paulista de Verão, há duas semanas, “Quero alcançar sempre o topo, ir para (campeonatos) fazer meu melhor”, completou ela, que tem rotina de 2h45 de treinos diários.

Os planos para o futuro são ambiciosos, mas com os pés no chão. “Quero ir para a Olimpíada, é o sonho de qualquer esportista. Mas para o futuro mais próximo quero ir para todas as competições e, mais importante do que medalha, é melhorar meus tempos. Vou batalhar para ir aos brasileiros e sempre ter índice, porque Olimpíada é consequência.”

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