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Um craque chamado Felipe

Clássico e raçudo, dentro e fora das quatro linhas de um campo de futebol, Felipe Cheidde parte silenciosamente, mas uma verdadeira plateia compareceu à sua despedida no Cemitério Museu de Vila Euclides


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

28/09/2019 | 07:00


Felipe Cheidde 

(Fernão, SP, 29-9-1936 – Santo André, 23-9-2019)

“O Felipe é realmente fantástico. Tem uma virtude realmente: é amigo. Nunca levou desaforo para casa. Não provocada. Mas por mais sutil que fosse topava uma briga.”

Theobaldo Coppini, em depoimento gravado em 1985 para o livro dos 50 anos do Palestra de São Bernardo.

Felipe Cheidde deixou o Palestra em 1953. E começou a incentivar o juvenil do Esporte. Foi nessa época que a velha rivalidade dos derbis retornou como por encanto. Jogo de juvenil entre Esporte e Palestra era jogo de lotar o velho Estádio Ítalo Setti.

Cf. o mesmo livro do Palestra.

 -----

Bom de bola, Felipe Cheidde veio do Interior para São Bernardo e aqui permaneceu, ora jogando futebol no Fluminense do Rio de Janeiro, ora acompanhando o seu ‘Esporte’ pelo Interior afora – ‘Esporte Clube São Bernardo’, amigos, não Cachorrão! – ora fazendo-se ouvir e votando com a sua consciência na Câmara Federal.

Felipe Cheidde foi um contestador. Venceu e perdeu batalhas, mas não se curvava. Aquele soco em pleno gabinete de um prefeito permanece no imaginário dos antigos da Arena 1 e Arena 2.

No fundo, um sentimental. Até curtia memória, mas ficava triste ao relembrar os bons tempos de ‘Esporte x Palestra’ – por conta das fotografias de velhos companheiros de time que partiram desta eterna Vila de São Bernardo.

Os jogadores do Esporte formavam uma elite abaixo da linha da Matriz – elite que tinha marceneiros e tecelões entre os que estudavam no Colégio Estadual João Ramalho; os do Palestra formados pelos italianos e pretos que povoaram Ferrazópolis – e onde Felipe formou no infantojuvenil de Nandinho, o craque Nandinho, de quem deixa um depoimento comovente no livro do cinquentenário do Palestra.

Deputado federal, Felipe Cheidde veio várias vezes à Redação para entrevistas e mesas-redondas. Elegância marcava o seu cotidiano. Voz aveludada, humor fino, e a imagem de um brigador.

Filho de Moyses Cheidde e Lydia Burisk, casado com Regina Krimild Cheidde, pai de Alan, Felipe e Tânia, Felipe Cheidde parte aos 82 anos, pouco antes de completar 83. Morava no Parque Anchieta e foi sepultado no Cemitério de Vila Euclides.

Os milionários do Riso

Texto: Milton Parron

Foi uma circunstância do destino que aproximou Murilo Alvarenga de Diésis dos Anjos Gaia numa noite abafada em Santos, no ano de 1928. 

Diésis era natural de Jacareí e estava morando em Santos e Murilo, mineiro de Itaúna, era artista do Circo Pinheiro, que tinha chegado à cidade por aqueles dias. 

Para chamar a atenção da população para a estreia do circo, Murilo saiu com alguns amigos em serenata pela cidade, o que chamou a atenção de Diésis, que perambulava sem destino e resolveu se integrar à cantoria. 

A amizade entre os dois despontou de imediato, especialmente depois que Murilo convidou o novo amigo para assistir à estreia do circo. 

Ambos eram desembaraçados, divertidos e cantavam bem. Resolveram fazer uma dupla e a ela deram um nome, que se tornaria uma referência na história da música popular brasileira: Alvarenga e Ranchinho. 

A trajetória da dupla, a perseguição que os censores da ditadura Vargas moveram contra ela, suas músicas de sucesso, tudo isso relatado pelos próprios personagens será apresentado no programa <CF160>Memória</CF> em duas edições, neste e no próximo fim de semana.

Bandeirantes AM (840) e FM (90,9) – Memória. Alvarenga e Ranchinho. Produção e apresentação: Milton Parron. Hoje, depois do futebol noturno, com reprise amanhã, às 5h. E na internet em bandeirantes.com.br – No ar.

Em 28 de setembro de...

1879 – Exibido pela primeira vez em São Paulo o fonógrafo.

1914 – I Guerra. Manchete do Estadão: lançamento de bombas pelos alemães sobre Paris; a retirada dos austríacos para Cracóvia.

1919 – Futebol na região: pela Segunda Divisão, na Rua Muller, no Brás, Primeiro de Maio de Santo André e Italo FC; amistoso em São Caetano: São Caetano EC x Flor do Ipiranga; em Ribeirão Pires, Ribeirão Pires FC x Castelões, da Capital.

1939 – II Guerra. Manchete do Estadão: a Alemanha e a Rússia Soviética teriam resolvido convocar uma conferência para restabelecimento da paz na Europa.

1959 – Prefeitura de São Caetano anuncia a construção de 17 jardins públicos.

1974 – Derrubado o obelisco da Praça dos Estudantes, em São Caetano, para o alargamento da Avenida Goiás.

2004 – Inaugurado o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Mauá.

Hoje

- Dia da Lei do Sexagenário

- Dia da Lei do Ventre Livre (1871)

- Dia do Hidrógrafo

- Dia do Colunista Social do Grande ABC, uma iniciativa do Rotary em 1977, como homenagem a Chiquinho Palmério, que foi colunista do Diário e que aniversaria hoje.

- Mineiro de Uberaba, Chiquinho elegeu Santo André como a sua nova terra. Trouxe a modernidade ao colunismo social do Grande ABC.

Santos do dia

- Lourenço Ruiz e 15 companheiros mártires

- Eustáquia



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Um craque chamado Felipe

Clássico e raçudo, dentro e fora das quatro linhas de um campo de futebol, Felipe Cheidde parte silenciosamente, mas uma verdadeira plateia compareceu à sua despedida no Cemitério Museu de Vila Euclides

Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

28/09/2019 | 07:00


Felipe Cheidde 

(Fernão, SP, 29-9-1936 – Santo André, 23-9-2019)

“O Felipe é realmente fantástico. Tem uma virtude realmente: é amigo. Nunca levou desaforo para casa. Não provocada. Mas por mais sutil que fosse topava uma briga.”

Theobaldo Coppini, em depoimento gravado em 1985 para o livro dos 50 anos do Palestra de São Bernardo.

Felipe Cheidde deixou o Palestra em 1953. E começou a incentivar o juvenil do Esporte. Foi nessa época que a velha rivalidade dos derbis retornou como por encanto. Jogo de juvenil entre Esporte e Palestra era jogo de lotar o velho Estádio Ítalo Setti.

Cf. o mesmo livro do Palestra.

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Bom de bola, Felipe Cheidde veio do Interior para São Bernardo e aqui permaneceu, ora jogando futebol no Fluminense do Rio de Janeiro, ora acompanhando o seu ‘Esporte’ pelo Interior afora – ‘Esporte Clube São Bernardo’, amigos, não Cachorrão! – ora fazendo-se ouvir e votando com a sua consciência na Câmara Federal.

Felipe Cheidde foi um contestador. Venceu e perdeu batalhas, mas não se curvava. Aquele soco em pleno gabinete de um prefeito permanece no imaginário dos antigos da Arena 1 e Arena 2.

No fundo, um sentimental. Até curtia memória, mas ficava triste ao relembrar os bons tempos de ‘Esporte x Palestra’ – por conta das fotografias de velhos companheiros de time que partiram desta eterna Vila de São Bernardo.

Os jogadores do Esporte formavam uma elite abaixo da linha da Matriz – elite que tinha marceneiros e tecelões entre os que estudavam no Colégio Estadual João Ramalho; os do Palestra formados pelos italianos e pretos que povoaram Ferrazópolis – e onde Felipe formou no infantojuvenil de Nandinho, o craque Nandinho, de quem deixa um depoimento comovente no livro do cinquentenário do Palestra.

Deputado federal, Felipe Cheidde veio várias vezes à Redação para entrevistas e mesas-redondas. Elegância marcava o seu cotidiano. Voz aveludada, humor fino, e a imagem de um brigador.

Filho de Moyses Cheidde e Lydia Burisk, casado com Regina Krimild Cheidde, pai de Alan, Felipe e Tânia, Felipe Cheidde parte aos 82 anos, pouco antes de completar 83. Morava no Parque Anchieta e foi sepultado no Cemitério de Vila Euclides.

Os milionários do Riso

Texto: Milton Parron

Foi uma circunstância do destino que aproximou Murilo Alvarenga de Diésis dos Anjos Gaia numa noite abafada em Santos, no ano de 1928. 

Diésis era natural de Jacareí e estava morando em Santos e Murilo, mineiro de Itaúna, era artista do Circo Pinheiro, que tinha chegado à cidade por aqueles dias. 

Para chamar a atenção da população para a estreia do circo, Murilo saiu com alguns amigos em serenata pela cidade, o que chamou a atenção de Diésis, que perambulava sem destino e resolveu se integrar à cantoria. 

A amizade entre os dois despontou de imediato, especialmente depois que Murilo convidou o novo amigo para assistir à estreia do circo. 

Ambos eram desembaraçados, divertidos e cantavam bem. Resolveram fazer uma dupla e a ela deram um nome, que se tornaria uma referência na história da música popular brasileira: Alvarenga e Ranchinho. 

A trajetória da dupla, a perseguição que os censores da ditadura Vargas moveram contra ela, suas músicas de sucesso, tudo isso relatado pelos próprios personagens será apresentado no programa <CF160>Memória</CF> em duas edições, neste e no próximo fim de semana.

Bandeirantes AM (840) e FM (90,9) – Memória. Alvarenga e Ranchinho. Produção e apresentação: Milton Parron. Hoje, depois do futebol noturno, com reprise amanhã, às 5h. E na internet em bandeirantes.com.br – No ar.

Em 28 de setembro de...

1879 – Exibido pela primeira vez em São Paulo o fonógrafo.

1914 – I Guerra. Manchete do Estadão: lançamento de bombas pelos alemães sobre Paris; a retirada dos austríacos para Cracóvia.

1919 – Futebol na região: pela Segunda Divisão, na Rua Muller, no Brás, Primeiro de Maio de Santo André e Italo FC; amistoso em São Caetano: São Caetano EC x Flor do Ipiranga; em Ribeirão Pires, Ribeirão Pires FC x Castelões, da Capital.

1939 – II Guerra. Manchete do Estadão: a Alemanha e a Rússia Soviética teriam resolvido convocar uma conferência para restabelecimento da paz na Europa.

1959 – Prefeitura de São Caetano anuncia a construção de 17 jardins públicos.

1974 – Derrubado o obelisco da Praça dos Estudantes, em São Caetano, para o alargamento da Avenida Goiás.

2004 – Inaugurado o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Mauá.

Hoje

- Dia da Lei do Sexagenário

- Dia da Lei do Ventre Livre (1871)

- Dia do Hidrógrafo

- Dia do Colunista Social do Grande ABC, uma iniciativa do Rotary em 1977, como homenagem a Chiquinho Palmério, que foi colunista do Diário e que aniversaria hoje.

- Mineiro de Uberaba, Chiquinho elegeu Santo André como a sua nova terra. Trouxe a modernidade ao colunismo social do Grande ABC.

Santos do dia

- Lourenço Ruiz e 15 companheiros mártires

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