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O marco zero de São Paulo e o Grande ABC

Há 85 anos a Praça da Sé ganhava um obelisco de seis faces, uma delas apontada para o município de São Bernardo em direção a Santos


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

21/09/2019 | 07:00


O marco zero de São Paulo foi inaugurado em 18 de setembro de 1934 para assinalar o ponto inicial único das grandes linhas de viação e de comunicação que irradiam da Capital paulista. O projeto é de Villin e Netto, com uma modificação no painel alusivo a Goiás. A iniciativa do Touring Club do Brasil, com o apoio da Prefeitura de São Paulo.

Cada uma das seis faces aponta para uma região. O mar é representado por um navio. Neste caso, deve o viajante percorrer a Zona Sul de São Paulo, seguir por São Bernardo e chegar a Santos.

A face que indica o Estado do Paraná tem como símbolo o pinheiro. O Rio de Janeiro é simbolizado pelo Pão de Açúcar e por uma bananeira. Goiás, por uma bateia, instrumento de mineração superficial de ouro e pedras preciosas. Minas Gerais, pela mineração profunda. Mato Grosso, pelos atributos do bandeirante. 

Curioso é que, 15 ou 20 anos antes da inauguração do marco zero, o delegado Arthur Rudge Ramos pontilhou o trajeto entre São Paulo e Santos com marcos em concreto, de quilômetro em quilômetro ao longo da Estrada do Vergueiro, por ele restaurada.

O marco zero de São Paulo foi reformado várias vezes. Os do Caminho do Mar, ou Vergueiro, se perderam, com quatro ou cinco exceções, três delas localizadas na Rua Marechal Deodoro, cuja história foi pesquisada e desenvolvida pelo engenheiro Conrado Bruno Corazza.

Dia desses a Prefeitura de São Bernardo pintou com cal as guias das ruas centrais. E os operários não tiveram dúvida: branquearam os três marcos centenários. 

Conselheiros do Compahc – o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de São Bernardo – ensinem aos nossos operários o significado desses marcos e devolvam aos pequenos monumentos a cor e dizeres originais.

Desses três marcos, somente o da Praça Lauro Gomes é original. Os outros dois são réplicas.

Chorinho

Texto: Milton Parron

O cavaquinho é um instrumento musical originário da região do Minho, no Norte de Portugal, e para cá foi trazido pelos portugueses, que também o levaram para outras paragens ainda sob domínio lusitano localizadas na África. 

O cavaquinho adaptou-se como uma luva como instrumento para acompanhar o choro que, nascida no Rio de Janeiro em meados do século XIX, é considerada a primeira música popular urbana tipicamente brasileira.

Foi o virtuose Waldir Azevedo quem tirou o cavaquinho do seu papel de mero acompanhante nos chorinhos e o colocou no patamar de protagonista de expressão nesse gênero tão brasileiro. 

O programa Memória deste fim de semana vai focalizar a carreira desse genial instrumentista e compositor, Waldir Azevedo, autor de dezenas de músicas, entre elas, Pedacinho de Céu, Delicado e o choro mais famoso de todos os tempos, Brasileirinho, gravado e regravado no Brasil e numa quantidade imensa de países incluindo o Japão, Alemanha, Estados Unidos, França, Inglaterra. 

Além de muitos chorinhos, o programa utilizará uma das raras entrevistas de Waldir Azevedo que foi concedida ao MIS (Museu da Imagem e do Som), do Rio de Janeiro, em 1967. Ele faleceu em São Paulo em 1980, quando tinha apenas 57 anos de idade. 

EM PAUTA – Rádio Bandeirantes AM (840) e FM (90,9) – Memória. O choro de Waldir Azevedo. Produção e apresentação: Milton Parron. Hoje, depois do futebol noturno, com reprise amanhã, às 5h. E na internet em bandeirantes.com.br – No ar. 

Diário há 30 anos

Quinta-feira, 21 de setembro de 1989 – ano 32, edição 7176

Manchete – Escola particular devolverá dinheiro 

As mensalidades de agosto das escolas particulares não podem ter um reajuste superior a 28,93%, decidiu ontem o Conselho Estadual de Educação.

Meio Ambiente – Ar poluído afeta três bairros de São Caetano: Fundação, São José e Prosperidade.

Empresas – No ar, a rede interna de comunicação. O uso de vídeo cassete já é comum nas grandes e médias empresas, como a Glasurit, em São Bernardo.

Comportamento – João Prevolato transformou seu exótico passatempo – criar baratas – em negócio com clientes cativos. 

Ele vende a NCrZ 5 os potes com os insetos, que serão usados como iscas para peixes. Em sua casa, na Vila Valparaíso, em Santo André, há 150 mil baratas alimentadas com chuchu, cenoura e pão.

Cultura & Lazer – Ruddy Center, em Rudge Ramos, inaugura a Sala Marisa Prado, ao lado da Sala Vera Cruz.

Nota – Marisa Prado foi uma das estrelas da Cia. 

Cinematográfica Vera Cruz. Antes de entrar para o cinema, Olga Costenaro, seu verdadeiro nome, trabalhava como tecelã em São Bernardo.

Em 21 de setembro de...

1914 – A guerra. Manchete do Estadão: a destruição da catedral de Reims pela artilharia alemã.

1919 – O Clube Piratininga, de São Caetano, realizou em sua sede um festival de arte em homenagem aos rapazes do TG 34, seguido de baile.

1939 – II Guerra. Manchete do Estadão: sublevam-se tchecos e eslovenos contra o jugo germano.

O advogado Armando Ferreira da Rosa é nomeado prefeito de Santo André.

Construía-se o hipódromo da Cidade Jardim, em São Paulo.

Hoje

- Dia da Árvore

- Dia do Fazendeiro

- Dia Mundial da Doença de Alzheimer

- Dia Internacional da Paz das Nações Unidas

- Dia Mundial do Fair Play (instituído pela Fifa em 21 de setembro de 1997). 

- Dia Nacional de Luta dos Portadores de Deficiência

Santos do dia

- Ifigênia

- Maura de Troyes

Municípios brasileiros

Celebram aniversários em 21 de setembro:

- Em São Paulo, Guariba (1917) e Pedrinhas Paulista (1991).

- Em Minas Gerais, Araçuaí, Juvenília e Rio Preto

- No Paraná, Cambará, Mallet, Joaquim Távora, Rebouças e São Mateus do Sul

- Em Alagoas, Coité do Nóia e Olho d’Água Grande

- Em Pernambuco, Petronila 

- Na Bahia, Santo Estêvão

- No Espírito Santo, São Mateus

- No Mato Grosso, Tabaporã

- No Mato Grosso do Sul, Corumbá

Fonte: IBGE.



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O marco zero de São Paulo e o Grande ABC

Há 85 anos a Praça da Sé ganhava um obelisco de seis faces, uma delas apontada para o município de São Bernardo em direção a Santos

Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

21/09/2019 | 07:00


O marco zero de São Paulo foi inaugurado em 18 de setembro de 1934 para assinalar o ponto inicial único das grandes linhas de viação e de comunicação que irradiam da Capital paulista. O projeto é de Villin e Netto, com uma modificação no painel alusivo a Goiás. A iniciativa do Touring Club do Brasil, com o apoio da Prefeitura de São Paulo.

Cada uma das seis faces aponta para uma região. O mar é representado por um navio. Neste caso, deve o viajante percorrer a Zona Sul de São Paulo, seguir por São Bernardo e chegar a Santos.

A face que indica o Estado do Paraná tem como símbolo o pinheiro. O Rio de Janeiro é simbolizado pelo Pão de Açúcar e por uma bananeira. Goiás, por uma bateia, instrumento de mineração superficial de ouro e pedras preciosas. Minas Gerais, pela mineração profunda. Mato Grosso, pelos atributos do bandeirante. 

Curioso é que, 15 ou 20 anos antes da inauguração do marco zero, o delegado Arthur Rudge Ramos pontilhou o trajeto entre São Paulo e Santos com marcos em concreto, de quilômetro em quilômetro ao longo da Estrada do Vergueiro, por ele restaurada.

O marco zero de São Paulo foi reformado várias vezes. Os do Caminho do Mar, ou Vergueiro, se perderam, com quatro ou cinco exceções, três delas localizadas na Rua Marechal Deodoro, cuja história foi pesquisada e desenvolvida pelo engenheiro Conrado Bruno Corazza.

Dia desses a Prefeitura de São Bernardo pintou com cal as guias das ruas centrais. E os operários não tiveram dúvida: branquearam os três marcos centenários. 

Conselheiros do Compahc – o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de São Bernardo – ensinem aos nossos operários o significado desses marcos e devolvam aos pequenos monumentos a cor e dizeres originais.

Desses três marcos, somente o da Praça Lauro Gomes é original. Os outros dois são réplicas.

Chorinho

Texto: Milton Parron

O cavaquinho é um instrumento musical originário da região do Minho, no Norte de Portugal, e para cá foi trazido pelos portugueses, que também o levaram para outras paragens ainda sob domínio lusitano localizadas na África. 

O cavaquinho adaptou-se como uma luva como instrumento para acompanhar o choro que, nascida no Rio de Janeiro em meados do século XIX, é considerada a primeira música popular urbana tipicamente brasileira.

Foi o virtuose Waldir Azevedo quem tirou o cavaquinho do seu papel de mero acompanhante nos chorinhos e o colocou no patamar de protagonista de expressão nesse gênero tão brasileiro. 

O programa Memória deste fim de semana vai focalizar a carreira desse genial instrumentista e compositor, Waldir Azevedo, autor de dezenas de músicas, entre elas, Pedacinho de Céu, Delicado e o choro mais famoso de todos os tempos, Brasileirinho, gravado e regravado no Brasil e numa quantidade imensa de países incluindo o Japão, Alemanha, Estados Unidos, França, Inglaterra. 

Além de muitos chorinhos, o programa utilizará uma das raras entrevistas de Waldir Azevedo que foi concedida ao MIS (Museu da Imagem e do Som), do Rio de Janeiro, em 1967. Ele faleceu em São Paulo em 1980, quando tinha apenas 57 anos de idade. 

EM PAUTA – Rádio Bandeirantes AM (840) e FM (90,9) – Memória. O choro de Waldir Azevedo. Produção e apresentação: Milton Parron. Hoje, depois do futebol noturno, com reprise amanhã, às 5h. E na internet em bandeirantes.com.br – No ar. 

Diário há 30 anos

Quinta-feira, 21 de setembro de 1989 – ano 32, edição 7176

Manchete – Escola particular devolverá dinheiro 

As mensalidades de agosto das escolas particulares não podem ter um reajuste superior a 28,93%, decidiu ontem o Conselho Estadual de Educação.

Meio Ambiente – Ar poluído afeta três bairros de São Caetano: Fundação, São José e Prosperidade.

Empresas – No ar, a rede interna de comunicação. O uso de vídeo cassete já é comum nas grandes e médias empresas, como a Glasurit, em São Bernardo.

Comportamento – João Prevolato transformou seu exótico passatempo – criar baratas – em negócio com clientes cativos. 

Ele vende a NCrZ 5 os potes com os insetos, que serão usados como iscas para peixes. Em sua casa, na Vila Valparaíso, em Santo André, há 150 mil baratas alimentadas com chuchu, cenoura e pão.

Cultura & Lazer – Ruddy Center, em Rudge Ramos, inaugura a Sala Marisa Prado, ao lado da Sala Vera Cruz.

Nota – Marisa Prado foi uma das estrelas da Cia. 

Cinematográfica Vera Cruz. Antes de entrar para o cinema, Olga Costenaro, seu verdadeiro nome, trabalhava como tecelã em São Bernardo.

Em 21 de setembro de...

1914 – A guerra. Manchete do Estadão: a destruição da catedral de Reims pela artilharia alemã.

1919 – O Clube Piratininga, de São Caetano, realizou em sua sede um festival de arte em homenagem aos rapazes do TG 34, seguido de baile.

1939 – II Guerra. Manchete do Estadão: sublevam-se tchecos e eslovenos contra o jugo germano.

O advogado Armando Ferreira da Rosa é nomeado prefeito de Santo André.

Construía-se o hipódromo da Cidade Jardim, em São Paulo.

Hoje

- Dia da Árvore

- Dia do Fazendeiro

- Dia Mundial da Doença de Alzheimer

- Dia Internacional da Paz das Nações Unidas

- Dia Mundial do Fair Play (instituído pela Fifa em 21 de setembro de 1997). 

- Dia Nacional de Luta dos Portadores de Deficiência

Santos do dia

- Ifigênia

- Maura de Troyes

Municípios brasileiros

Celebram aniversários em 21 de setembro:

- Em São Paulo, Guariba (1917) e Pedrinhas Paulista (1991).

- Em Minas Gerais, Araçuaí, Juvenília e Rio Preto

- No Paraná, Cambará, Mallet, Joaquim Távora, Rebouças e São Mateus do Sul

- Em Alagoas, Coité do Nóia e Olho d’Água Grande

- Em Pernambuco, Petronila 

- Na Bahia, Santo Estêvão

- No Espírito Santo, São Mateus

- No Mato Grosso, Tabaporã

- No Mato Grosso do Sul, Corumbá

Fonte: IBGE.

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