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Demissão é um termômetro para 2020, dispara Barthasar

Com governabilidade ameaçada, Alaíde cede à pressão de vereadores e exonera aliado


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

28/08/2019 | 07:00


A prefeita de Mauá, Alaíde Damo (MDB), demitiu ontem Paulo Barthasar (PSL) do comando da Secretaria de Relações Institucionais, como antecipou o Diário, após o secretário ironizar a situação jurídica de parte dos vereadores e causar crise interna que ameaçou a governabilidade da emedebista no Legislativo.

Alaíde comunicou Barthasar da decisão, depois de ter sido pressionada pelos parlamentares a exonerar o secretário, sob o risco de ver projetos do governo rejeitados na casa. Cotado como possível candidato a prefeito nas eleições de 2020, Barthasar minimizou a situação, mas sugeriu que o caso possa ser indicativo de que há incômodo da classe política com possível candidatura ao Paço. “Pode ser um termômetro para 2020. É muito cedo para falar sobre isso, mas as coisas na política são dinâmicas”, desconversou Barthasar, que aceitou ficar na cadeira até sexta-feira para promover transição.

A sessão de ontem na Câmara indicou o quão rápido o Paço cedeu à pressão dos vereadores. Pela manhã, o secretário de Governo, João Veríssimo, avisou a base aliada da demissão de Barthasar, garantindo que o secretário ficaria só até sexta. Foi o suficiente para, à tarde, o assunto sequer ser mencionado nos discursos na casa. Projetos do governo também foram aprovados por todos sem dificuldades.

ALIANÇA COM PSL
Policial militar aposentado, Barthasar brincou, durante reunião de secretariado, com o fato de parte dos vereadores ter sido alvo da Operação Trato Feito, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro. O Diário revelou na sexta-feira que o comentário irritou os vereadores, que exigiram a demissão. A queda, porém, não foi bem digerida pelo PSL municipal e tende a azedar o alinhamento com a legenda tão desejado pela prefeita, que se diz fã do presidente Jair Bolsonaro (PSL). 



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Demissão é um termômetro para 2020, dispara Barthasar

Com governabilidade ameaçada, Alaíde cede à pressão de vereadores e exonera aliado

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

28/08/2019 | 07:00


A prefeita de Mauá, Alaíde Damo (MDB), demitiu ontem Paulo Barthasar (PSL) do comando da Secretaria de Relações Institucionais, como antecipou o Diário, após o secretário ironizar a situação jurídica de parte dos vereadores e causar crise interna que ameaçou a governabilidade da emedebista no Legislativo.

Alaíde comunicou Barthasar da decisão, depois de ter sido pressionada pelos parlamentares a exonerar o secretário, sob o risco de ver projetos do governo rejeitados na casa. Cotado como possível candidato a prefeito nas eleições de 2020, Barthasar minimizou a situação, mas sugeriu que o caso possa ser indicativo de que há incômodo da classe política com possível candidatura ao Paço. “Pode ser um termômetro para 2020. É muito cedo para falar sobre isso, mas as coisas na política são dinâmicas”, desconversou Barthasar, que aceitou ficar na cadeira até sexta-feira para promover transição.

A sessão de ontem na Câmara indicou o quão rápido o Paço cedeu à pressão dos vereadores. Pela manhã, o secretário de Governo, João Veríssimo, avisou a base aliada da demissão de Barthasar, garantindo que o secretário ficaria só até sexta. Foi o suficiente para, à tarde, o assunto sequer ser mencionado nos discursos na casa. Projetos do governo também foram aprovados por todos sem dificuldades.

ALIANÇA COM PSL
Policial militar aposentado, Barthasar brincou, durante reunião de secretariado, com o fato de parte dos vereadores ter sido alvo da Operação Trato Feito, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro. O Diário revelou na sexta-feira que o comentário irritou os vereadores, que exigiram a demissão. A queda, porém, não foi bem digerida pelo PSL municipal e tende a azedar o alinhamento com a legenda tão desejado pela prefeita, que se diz fã do presidente Jair Bolsonaro (PSL). 

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