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Prefeitura despeja família de habitação social

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Administração alega que beneficiária do Minha Casa, Minha vida vendeu o imóvel, o que é proibido


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

06/08/2019 | 07:00


 A família Santos, que reside no condomínio Caroline Lacerda, no bairro Taboão, em Diadema, há pelo menos dois anos, tenta reverter ordem de despejo cumprida pela Justiça, a pedido da Prefeitura, ontem. A administração alega que o imóvel, fruto de projeto social, foi vendido pela beneficiária à madrasta, acusação que é contestada pelos moradores.

“Sempre soubemos que é proibido vender ou alugar este tipo de imóvel para alguém. Além disso, não temos família e nunca fui para Pernambuco. Não sei o que está acontecendo”, lamenta a ajudante de cozinha e beneficiária do apartamento Joelma dos Santos, 27 anos. Ela se refere à alegação da Prefeitura de que, após repassar o apartamento à atual mulher do pai, o motorista e pai de Joelma, Ivanildo André, 50, ela teria se mudado para o Estado nordestino. 

A família justifica que residem nove pessoas no mesmo endereço desde a entrega do imóvel. Joelma ressalta que todas as contas da casa estão em seu nome. “Já faz uns dois meses que recebemos a primeira intimação da Justiça. Procuramos um advogado para cuidar do caso, mas não conseguimos resolver ainda. A segunda intimação recebemos hoje (ontem) mesmo”, diz. 

Os moradores terão de se dividir em casas de familiares por Diadema enquanto tentam reaver a situação. “Não fomos trabalhar hoje (ontem) e, provavelmente, não iremos amanhã (hoje). As crianças estão perdendo aula e tudo isso causa um grande transtorno”, considera André. 

Em nota, a Prefeitura de Diadema informou que a reintegração de posse se deu após ação da Associação Pró-Moradia Liberdade e notificação da Caixa ao constatarem que a titular havia vendido a unidade, o que é proibido nos casos de projetos do Minha Casa, Minha Vida. 

Os apartamentos do condomínio foram entregues a moradores removidos de áreas de risco do município ou inscritos em programas de moradia. A administração Lauro Michels (PV) observou ainda que essa residência será repassada para os próximos da fila. 



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Prefeitura despeja família de habitação social

Administração alega que beneficiária do Minha Casa, Minha vida vendeu o imóvel, o que é proibido

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

06/08/2019 | 07:00


 A família Santos, que reside no condomínio Caroline Lacerda, no bairro Taboão, em Diadema, há pelo menos dois anos, tenta reverter ordem de despejo cumprida pela Justiça, a pedido da Prefeitura, ontem. A administração alega que o imóvel, fruto de projeto social, foi vendido pela beneficiária à madrasta, acusação que é contestada pelos moradores.

“Sempre soubemos que é proibido vender ou alugar este tipo de imóvel para alguém. Além disso, não temos família e nunca fui para Pernambuco. Não sei o que está acontecendo”, lamenta a ajudante de cozinha e beneficiária do apartamento Joelma dos Santos, 27 anos. Ela se refere à alegação da Prefeitura de que, após repassar o apartamento à atual mulher do pai, o motorista e pai de Joelma, Ivanildo André, 50, ela teria se mudado para o Estado nordestino. 

A família justifica que residem nove pessoas no mesmo endereço desde a entrega do imóvel. Joelma ressalta que todas as contas da casa estão em seu nome. “Já faz uns dois meses que recebemos a primeira intimação da Justiça. Procuramos um advogado para cuidar do caso, mas não conseguimos resolver ainda. A segunda intimação recebemos hoje (ontem) mesmo”, diz. 

Os moradores terão de se dividir em casas de familiares por Diadema enquanto tentam reaver a situação. “Não fomos trabalhar hoje (ontem) e, provavelmente, não iremos amanhã (hoje). As crianças estão perdendo aula e tudo isso causa um grande transtorno”, considera André. 

Em nota, a Prefeitura de Diadema informou que a reintegração de posse se deu após ação da Associação Pró-Moradia Liberdade e notificação da Caixa ao constatarem que a titular havia vendido a unidade, o que é proibido nos casos de projetos do Minha Casa, Minha Vida. 

Os apartamentos do condomínio foram entregues a moradores removidos de áreas de risco do município ou inscritos em programas de moradia. A administração Lauro Michels (PV) observou ainda que essa residência será repassada para os próximos da fila. 

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