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Piscinão de São Bernardo entra na reta final de obra

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Promessa é a de que intervenção que prevê fim de alagamentos na região central fique pronta em 30 dias


Aline Melo
Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

22/07/2019 | 07:00


A Prefeitura de São Bernardo começa hoje contagem regressiva de 30 dias para a entrega do Piscinão do Paço, no estacionamento da administração municipal, dentro do Programa Centro Seco. A expectativa é a de que a cerimônia integre as comemorações pelo aniversário de 466 anos da cidade, em 20 de agosto.

Com capacidade para armazenar 220 milhões de litros de água – o equivalente a chuvas de até 85 milímetros pelo período de duas horas –, o reservatório promete colocar fim aos problemas causados por temporais na região central, além de devolver a esplanada do Paço à população.

Maior obra de drenagem urbana da cidade, o equipamento começou a ser construído em 2013 pela antiga gestão do ex-prefeito Luiz Marinho (PT, 2009-2016), mas passou quase dois anos paralisado e só foi retomado em março do ano passado pela administração Orlando Morando (PSDB). Antes disso, o contrato de obras com o Consórcio Centro Seco (formado pela OAS e Serveng Civilsan) passou por auditoria realizada pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) ao custo de R$ 3,7 milhões.

A construção do projeto Centro Seco teve recursos provenientes da União e está orçada – após quatro aditamentos – em R$ 353 milhões, sendo R$ 204,6 milhões advindos do governo federal e R$ 148,4 milhões oriundos de contrapartida municipal. Inicialmente, em janeiro de 2013, o montante previsto era de R$ 296 milhões, e com prazo total de execução para 36 meses.

Morando ressalta que, assim que assumiu a Prefeitura, em janeiro de 2017, negou novo pedido de suplementação da obra por parte do Consórcio Centro Seco (no valor de R$ 34 milhões). “Embora esse aditivo tivesse sido aprovado pela administração passada, não demos. E ainda exigimos que a empresa terminasse a obra no menor prazo com a qualidade necessária.”

Em março, auditoria conduzida pelo TCU (Tribunal de Contas da União) nos contratos e na fiscalização das obras antienchente iniciadas no governo Luiz Marinho apontou indício de sobrepreço da ordem de R$ 101 milhões. De acordo com o documento, deste valor total, R$ 89 milhões referem-se a serviços medidos e pagos, “configurando superfaturamento”. “Infelizmente tivemos essa decisão do TCU, mas conseguimos autorização para concluir a intervenção, que agora está na fase de acabamento”, ressalta Morando.

Também está inclusa no projeto a construção de túnel de 950 metros que liga a Rua Jurubatuba e a Avenida Aldino Pinotti ao reservatório e à esplanada do Paço. Essa parte da obra foi dividida em quatro túneis, sendo que o cronograma prevê que as intervenções sejam entregues até o fim do ano. Os dutos têm 6,2 metros de diâmetro e quase um quilômetro de extensão. A construção gerou mais de 300 empregos diretos.

Após a cobertura do Piscinão do Paço, a expectativa da administração é transformar a área em atrativo para a cidade. A laje possui 14 mil m², com capacidade de absorção de carga de até cinco toneladas. “Vamos cobrir com grama e, num próximo passo, transformar em parque com ajuda da iniciativa privada”, comenta Morando. 



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Piscinão de São Bernardo entra na reta final de obra

Promessa é a de que intervenção que prevê fim de alagamentos na região central fique pronta em 30 dias

Aline Melo
Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

22/07/2019 | 07:00


A Prefeitura de São Bernardo começa hoje contagem regressiva de 30 dias para a entrega do Piscinão do Paço, no estacionamento da administração municipal, dentro do Programa Centro Seco. A expectativa é a de que a cerimônia integre as comemorações pelo aniversário de 466 anos da cidade, em 20 de agosto.

Com capacidade para armazenar 220 milhões de litros de água – o equivalente a chuvas de até 85 milímetros pelo período de duas horas –, o reservatório promete colocar fim aos problemas causados por temporais na região central, além de devolver a esplanada do Paço à população.

Maior obra de drenagem urbana da cidade, o equipamento começou a ser construído em 2013 pela antiga gestão do ex-prefeito Luiz Marinho (PT, 2009-2016), mas passou quase dois anos paralisado e só foi retomado em março do ano passado pela administração Orlando Morando (PSDB). Antes disso, o contrato de obras com o Consórcio Centro Seco (formado pela OAS e Serveng Civilsan) passou por auditoria realizada pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) ao custo de R$ 3,7 milhões.

A construção do projeto Centro Seco teve recursos provenientes da União e está orçada – após quatro aditamentos – em R$ 353 milhões, sendo R$ 204,6 milhões advindos do governo federal e R$ 148,4 milhões oriundos de contrapartida municipal. Inicialmente, em janeiro de 2013, o montante previsto era de R$ 296 milhões, e com prazo total de execução para 36 meses.

Morando ressalta que, assim que assumiu a Prefeitura, em janeiro de 2017, negou novo pedido de suplementação da obra por parte do Consórcio Centro Seco (no valor de R$ 34 milhões). “Embora esse aditivo tivesse sido aprovado pela administração passada, não demos. E ainda exigimos que a empresa terminasse a obra no menor prazo com a qualidade necessária.”

Em março, auditoria conduzida pelo TCU (Tribunal de Contas da União) nos contratos e na fiscalização das obras antienchente iniciadas no governo Luiz Marinho apontou indício de sobrepreço da ordem de R$ 101 milhões. De acordo com o documento, deste valor total, R$ 89 milhões referem-se a serviços medidos e pagos, “configurando superfaturamento”. “Infelizmente tivemos essa decisão do TCU, mas conseguimos autorização para concluir a intervenção, que agora está na fase de acabamento”, ressalta Morando.

Também está inclusa no projeto a construção de túnel de 950 metros que liga a Rua Jurubatuba e a Avenida Aldino Pinotti ao reservatório e à esplanada do Paço. Essa parte da obra foi dividida em quatro túneis, sendo que o cronograma prevê que as intervenções sejam entregues até o fim do ano. Os dutos têm 6,2 metros de diâmetro e quase um quilômetro de extensão. A construção gerou mais de 300 empregos diretos.

Após a cobertura do Piscinão do Paço, a expectativa da administração é transformar a área em atrativo para a cidade. A laje possui 14 mil m², com capacidade de absorção de carga de até cinco toneladas. “Vamos cobrir com grama e, num próximo passo, transformar em parque com ajuda da iniciativa privada”, comenta Morando. 

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