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MP investiga abandono de material que diminuiria intervalo entre os trens

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Equipamentos adquiridos ao custo de 176 mi de euros há dez anos seguem no déposito da CPTM; tempo de espera cairia de sete para três minutos


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

26/05/2019 | 08:00


O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) instaurou inquérito civil público para investigar o abandono de equipamentos comprados pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) pelo valor de 176 milhões de euros e que seriam utilizados para reduzir o intervalo entre trens que circulam na Linha 10-Turquesa, responsável por transportar 181 mil passageiros do Grande ABC diariamente, entre Rio Grande da Serra até o Brás, na Capital.

Comprado há dez anos pela companhia, o equipamento chamado CBTC, sigla em inglês que quer dizer controle de trens baseado em comunicação, está abandonado no depósito da CPTM, na região central de São Paulo. O Ministério Público apura por qual razão o item ainda não foi instalado.

Segundo o promotor Silvio Marques, responsável pelo caso, no início do mês, em depoimento, dois ex-executivos da CPTM destacaram não saber os motivos pelos quais o sistema ainda não foi implementado. “Ambos afirmam que a companhia tinha dinheiro para executar a instalação, ou seja, não há razão para o equipamento estar parado”, aponta. Um deles garante que quando deixou de atuar na CPTM, em 2011, o cronograma de obras estava em dia.

O investimento feito pela companhia, segundo os ex-executivos, iria garantir que o intervalo entre um trem e outro na plataforma cairia de sete para três minutos. Com isso, a capacidade de transporte de pessoas mais do que dobraria.

“A maior lesada neste período tem sido a população, que tem a oportunidade de ter um serviço melhor, mas não consegue devido a esse problema. A CPTM, por sua vez, perde dinheiro ao não arrecadar aquilo que deveria se tivesse o equipamento em funcionamento”, afirma o promotor. Marques afirma que aguarda resposta da companhia estadual com relação às afirmações feitas pelos ex-executivos.

Por meio de nota, a CPTM afirma que os equipamentos comprados têm vida útil de 40 anos e estão armazenados em local apropriado. Para sanar o problema, a companhia diz empenhar esforços para retomar o contrato com a CBTC, paralisado em 2015, por conta da queda de arrecadação na época.

“A atual gestão tem o compromisso e a determinação de melhorar a qualidade do serviço de transporte e, entre as ações, está a retomada do contrato do CBTC no segundo semestre deste ano. A estratégia permitirá reduzir o intervalo entre as viagens na Linha 10-Turquesa e ampliar a oferta de lugares aos passageiros”, pontua.

Em entrevista à TV Globo, o secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado, Alexandre Baldy, garantiu que o sistema será implementado até 2022.

ACESSIBILIDADE
As obras de modernização das nove estações da CPTM em cinco das sete cidades (São Bernardo e Diadema não estão incluídas na malha ferroviária) seguem a passos lentos. Na prática, apenas uma parada da Linha 10-Turquesa teve os trabalhos – prometidos desde 2012 – iniciados, a Guapituba, em Mauá. Para agravar a já complicada situação enfrentada pelos usuários, o Estado estendeu para 2020 o prazo para conclusão das melhorias de acessibilidade em toda a Grande São Paulo. 



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MP investiga abandono de material que diminuiria intervalo entre os trens

Equipamentos adquiridos ao custo de 176 mi de euros há dez anos seguem no déposito da CPTM; tempo de espera cairia de sete para três minutos

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

26/05/2019 | 08:00


O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) instaurou inquérito civil público para investigar o abandono de equipamentos comprados pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) pelo valor de 176 milhões de euros e que seriam utilizados para reduzir o intervalo entre trens que circulam na Linha 10-Turquesa, responsável por transportar 181 mil passageiros do Grande ABC diariamente, entre Rio Grande da Serra até o Brás, na Capital.

Comprado há dez anos pela companhia, o equipamento chamado CBTC, sigla em inglês que quer dizer controle de trens baseado em comunicação, está abandonado no depósito da CPTM, na região central de São Paulo. O Ministério Público apura por qual razão o item ainda não foi instalado.

Segundo o promotor Silvio Marques, responsável pelo caso, no início do mês, em depoimento, dois ex-executivos da CPTM destacaram não saber os motivos pelos quais o sistema ainda não foi implementado. “Ambos afirmam que a companhia tinha dinheiro para executar a instalação, ou seja, não há razão para o equipamento estar parado”, aponta. Um deles garante que quando deixou de atuar na CPTM, em 2011, o cronograma de obras estava em dia.

O investimento feito pela companhia, segundo os ex-executivos, iria garantir que o intervalo entre um trem e outro na plataforma cairia de sete para três minutos. Com isso, a capacidade de transporte de pessoas mais do que dobraria.

“A maior lesada neste período tem sido a população, que tem a oportunidade de ter um serviço melhor, mas não consegue devido a esse problema. A CPTM, por sua vez, perde dinheiro ao não arrecadar aquilo que deveria se tivesse o equipamento em funcionamento”, afirma o promotor. Marques afirma que aguarda resposta da companhia estadual com relação às afirmações feitas pelos ex-executivos.

Por meio de nota, a CPTM afirma que os equipamentos comprados têm vida útil de 40 anos e estão armazenados em local apropriado. Para sanar o problema, a companhia diz empenhar esforços para retomar o contrato com a CBTC, paralisado em 2015, por conta da queda de arrecadação na época.

“A atual gestão tem o compromisso e a determinação de melhorar a qualidade do serviço de transporte e, entre as ações, está a retomada do contrato do CBTC no segundo semestre deste ano. A estratégia permitirá reduzir o intervalo entre as viagens na Linha 10-Turquesa e ampliar a oferta de lugares aos passageiros”, pontua.

Em entrevista à TV Globo, o secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado, Alexandre Baldy, garantiu que o sistema será implementado até 2022.

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As obras de modernização das nove estações da CPTM em cinco das sete cidades (São Bernardo e Diadema não estão incluídas na malha ferroviária) seguem a passos lentos. Na prática, apenas uma parada da Linha 10-Turquesa teve os trabalhos – prometidos desde 2012 – iniciados, a Guapituba, em Mauá. Para agravar a já complicada situação enfrentada pelos usuários, o Estado estendeu para 2020 o prazo para conclusão das melhorias de acessibilidade em toda a Grande São Paulo. 

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