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GCM de Diadema atua com arma de choque vencida

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Equipamentos foram recebidos em 2012 e prazo de validade expirou em 2015


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

20/05/2019 | 08:05


A crise que afeta a GCM (Guarda Civil Municipal) de Diadema parece não ter fim. Após o Diário denunciar que a maioria dos guardas está com o porte de armas vencido, que metade da frota está parada por falta de manutenção e que a comunicação entre a corporação estava sendo feita por meio de aplicativos de conversa devido ao sistema de rádio comunicadores ter ficado fora do ar, integrantes denunciam que armas de choque (tasers) estão vencidas há quatro anos.

Segundo relatos dos guardas, as armas foram recebidas em 2012 por meio de doação do Ministério da Justiça e, desde então, os cartuchos e os carregadores – partes que contam com prazo de validade até 2015 – não foram trocados. “O equipamento pode não funcionar, colocando ainda mais em risco a segurança do guarda. Também pode haver risco para a pessoa que, por algum motivo, venha a ser imobilizada, porque uma vez fora da validade, não podemos garantir que a descarga (de energia) vai ser o que se espera”, pontuou um oficial. A GCM de Diadema foi a primeira corporação da região a contar com esse tipo de equipamento.

Além de estarem com os cartuchos e carregadores vencidos, os itens de choque estão sendo usados como alternativa à falta de armas de fogo para alguns profissionais, uma vez que, segundo fontes de dentro da corporação, 70% do efetivo estão com o porte de arma vencido, em processo de renovação. A Prefeitura não confirmou quantos guardas estão nesta situação. Inicialmente, os integrantes estavam aquartelados, mas o grande número de ataques a próprios públicos, como furtos de cabos de energia em UBSs (Unidades Básicas de Saúde), pressionou a administração a reforçar a presença dos guardas nas ruas (leia mais ao lado).

Devido a essa situação, foi distribuído pelo comando, na terça-feira, memorando interno determinando que sejam formadas equipes mistas para alguns próprios públicos (os equipamentos não serão citados para garantir a segurança dos guardas) com três integrantes, sendo que apenas um vai portar arma de fogo e os outros dois estarão armados com as tasers (veja fax-simile).

O presidente do Sindema (Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema), José Aparecido da Silva, o Neno, afirmou que o governo foi cobrado sobre a determinação de formação de equipes mistas e o sindicato pediu que a ordem seja revista. “Não vou discutir se é obrigatório ou não, mas culturalmente a guarda de Diadema sempre atuou armada. Não faz o menor sentido mudar isso agora”, protestou. O sindicalista aguarda reunião com o secretário de Defesa Social, Paulo Fagundes, para hoje.

Em nota, a Prefeitura de Diadema informou que “as atividades da GCM continuam sendo realizadas diariamente na cidade com armamento letal e armamento de menor potencial ofensivo concomitantemente”. A administração não se posicionou sobre os equipamentos estarem vencidos. A nota ressaltou, ainda, que “o ‘estatuto da categoria’, como é a referência no questionamento, não estabelece o tipo de armamento que a instituição deve adotar.”

Falta de oficiais causa transtornos aos serviços da saúde municipal

Yasmin Assagra
do Diário do Grande ABC

Segundo informações de fontes da corporação, atualmente, cerca de 90 profissionais da GCM (Guarda Civil Municipal) de Diadema foram retirados de seus postos de trabalho para participar do curso EAP (Estágio de Aperfeiçoamento Profissional), que está em atraso desde março e prejudica pontos que necessitam de reforços.

A UBS de Piraporinha teve os fios de energia elétrica furtados no início do mês, o que, além de promover a insegurança de funcionários e pacientes, trouxe prejuízo aos atendimentos. Já no Hospital Municipal de Diadema, o quadro de funcionários da GCM e da GCP (Guarda Civil Patrimonial) está reduzido, causando problemas na organização do local.

Em nota, a Prefeitura de Diadema informou que “foi feita redistribuição entre o efetivo e as rondas estão dentro da normalidade”. A administração pontuou, ainda, o estágio de qualificação será concluído neste mês.  



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GCM de Diadema atua com arma de choque vencida

Equipamentos foram recebidos em 2012 e prazo de validade expirou em 2015

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

20/05/2019 | 08:05


A crise que afeta a GCM (Guarda Civil Municipal) de Diadema parece não ter fim. Após o Diário denunciar que a maioria dos guardas está com o porte de armas vencido, que metade da frota está parada por falta de manutenção e que a comunicação entre a corporação estava sendo feita por meio de aplicativos de conversa devido ao sistema de rádio comunicadores ter ficado fora do ar, integrantes denunciam que armas de choque (tasers) estão vencidas há quatro anos.

Segundo relatos dos guardas, as armas foram recebidas em 2012 por meio de doação do Ministério da Justiça e, desde então, os cartuchos e os carregadores – partes que contam com prazo de validade até 2015 – não foram trocados. “O equipamento pode não funcionar, colocando ainda mais em risco a segurança do guarda. Também pode haver risco para a pessoa que, por algum motivo, venha a ser imobilizada, porque uma vez fora da validade, não podemos garantir que a descarga (de energia) vai ser o que se espera”, pontuou um oficial. A GCM de Diadema foi a primeira corporação da região a contar com esse tipo de equipamento.

Além de estarem com os cartuchos e carregadores vencidos, os itens de choque estão sendo usados como alternativa à falta de armas de fogo para alguns profissionais, uma vez que, segundo fontes de dentro da corporação, 70% do efetivo estão com o porte de arma vencido, em processo de renovação. A Prefeitura não confirmou quantos guardas estão nesta situação. Inicialmente, os integrantes estavam aquartelados, mas o grande número de ataques a próprios públicos, como furtos de cabos de energia em UBSs (Unidades Básicas de Saúde), pressionou a administração a reforçar a presença dos guardas nas ruas (leia mais ao lado).

Devido a essa situação, foi distribuído pelo comando, na terça-feira, memorando interno determinando que sejam formadas equipes mistas para alguns próprios públicos (os equipamentos não serão citados para garantir a segurança dos guardas) com três integrantes, sendo que apenas um vai portar arma de fogo e os outros dois estarão armados com as tasers (veja fax-simile).

O presidente do Sindema (Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema), José Aparecido da Silva, o Neno, afirmou que o governo foi cobrado sobre a determinação de formação de equipes mistas e o sindicato pediu que a ordem seja revista. “Não vou discutir se é obrigatório ou não, mas culturalmente a guarda de Diadema sempre atuou armada. Não faz o menor sentido mudar isso agora”, protestou. O sindicalista aguarda reunião com o secretário de Defesa Social, Paulo Fagundes, para hoje.

Em nota, a Prefeitura de Diadema informou que “as atividades da GCM continuam sendo realizadas diariamente na cidade com armamento letal e armamento de menor potencial ofensivo concomitantemente”. A administração não se posicionou sobre os equipamentos estarem vencidos. A nota ressaltou, ainda, que “o ‘estatuto da categoria’, como é a referência no questionamento, não estabelece o tipo de armamento que a instituição deve adotar.”

Falta de oficiais causa transtornos aos serviços da saúde municipal

Yasmin Assagra
do Diário do Grande ABC

Segundo informações de fontes da corporação, atualmente, cerca de 90 profissionais da GCM (Guarda Civil Municipal) de Diadema foram retirados de seus postos de trabalho para participar do curso EAP (Estágio de Aperfeiçoamento Profissional), que está em atraso desde março e prejudica pontos que necessitam de reforços.

A UBS de Piraporinha teve os fios de energia elétrica furtados no início do mês, o que, além de promover a insegurança de funcionários e pacientes, trouxe prejuízo aos atendimentos. Já no Hospital Municipal de Diadema, o quadro de funcionários da GCM e da GCP (Guarda Civil Patrimonial) está reduzido, causando problemas na organização do local.

Em nota, a Prefeitura de Diadema informou que “foi feita redistribuição entre o efetivo e as rondas estão dentro da normalidade”. A administração pontuou, ainda, o estágio de qualificação será concluído neste mês.  

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