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Avanço do saneamento em Mauá depende de urbanização

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Estimativa da empresa responsável é universalizar tratamento de esgoto em período de cinco anos


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

27/04/2019 | 07:00


 Concessionária responsável pelo saneamento de Mauá, a BRK Ambiental planeja universalizar, em até cinco anos, o serviço da coleta e tratamento de esgoto da cidade. No entanto, a medida depende de avanço da Prefeitura no processo de regularização fundiária de cerca de 35 mil imóveis localizados em áreas vulneráveis.

Atualmente, o município coleta 93% dos dejetos dos 468 mil mauaenses e trata 74% deste volume. Conforme a concessionária, que completa neste mês dois anos de atuação na cidade, os indicadores têm crescido gradativamente desde 2015, quando o município tinha 3% do esgoto tratado. Naquele ano, a cidade inaugurou a primeira ETE (Estação de Tratamento de Esgoto), no Parque Capuava. A construção do equipamento teve investimento de R$ 178 milhões.

Embora a promessa do tratamento total dos dejetos produzidos pela cidade ser antiga – a expectativa era a de que a taxa fosse atingida em 2015 –, o diretor da BRK Ambiental, Cleber Renato Virgínio da Silva, explica que a nova projeção tem como perspectiva o avanço do processo de urbanização municipal. “O projeto foi aprovado no último ano e agora dependemos que a Prefeitura faça a definição da ordem dos bairros que receberão regularização. Com isso em mãos, iniciamos as obras”, promete.

A medida demandará investimento de R$ 50 milhões no setor de infraestrutura da cidade e trará impacto para o setor econômico, com a geração de aproximadamente 1.500 empregos diretos e indiretos.

No ano passado, a BRK expandiu para 11,8 mil imóveis o serviço de coleta e tratamento de esgoto. Para isso, a companhia retirou pontos de lançamento de dejetos domésticos do Córrego Bocaina localizado no Centro. Atualmente, Mauá trata 50 milhões de litros de esgoto diariamente.

Tais avanços proporcionaram redução do volume de esgoto despejado no Rio Tamanduateí. No ano passado, o afluente recebeu 199 litros de dejetos por segundo, algo em torno de 516,3 mil metros cúbicos por mês. O índice é inferior aos 233 litros lançados no rio em 2017.

Paralelamente ao investimento destinado à universalização do sistema, a BRK aposta ainda no fomento de outro segmento na cidade: a venda de água de reúso. Atualmente, por dia, a empresa produz 3 milhões de litros por dia para uso próprio. No entanto, a capacidade pode chegar até 15 milhões.

Questionada sobre o avanço nas tratativas para universalização da rede de coleta e tratamento de esgoto, a Prefeitura de Mauá, sob gestão da prefeita Alaíde Damo (MDB), não retornou aos contatos do Diário até o fechamento desta edição.

Das sete cidades, apenas São Caetano tem 100% de seu esgoto coletado e tratado. Nas demais – Rio Grande da Serra (85%), Ribeirão Pires (70%), Diadema (48%), Santo André e São Bernardo (ambas com 47%) – o índice de tratamento ainda segue sem grandes alterações nos últimos anos.



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Avanço do saneamento em Mauá depende de urbanização

Estimativa da empresa responsável é universalizar tratamento de esgoto em período de cinco anos

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

27/04/2019 | 07:00


 Concessionária responsável pelo saneamento de Mauá, a BRK Ambiental planeja universalizar, em até cinco anos, o serviço da coleta e tratamento de esgoto da cidade. No entanto, a medida depende de avanço da Prefeitura no processo de regularização fundiária de cerca de 35 mil imóveis localizados em áreas vulneráveis.

Atualmente, o município coleta 93% dos dejetos dos 468 mil mauaenses e trata 74% deste volume. Conforme a concessionária, que completa neste mês dois anos de atuação na cidade, os indicadores têm crescido gradativamente desde 2015, quando o município tinha 3% do esgoto tratado. Naquele ano, a cidade inaugurou a primeira ETE (Estação de Tratamento de Esgoto), no Parque Capuava. A construção do equipamento teve investimento de R$ 178 milhões.

Embora a promessa do tratamento total dos dejetos produzidos pela cidade ser antiga – a expectativa era a de que a taxa fosse atingida em 2015 –, o diretor da BRK Ambiental, Cleber Renato Virgínio da Silva, explica que a nova projeção tem como perspectiva o avanço do processo de urbanização municipal. “O projeto foi aprovado no último ano e agora dependemos que a Prefeitura faça a definição da ordem dos bairros que receberão regularização. Com isso em mãos, iniciamos as obras”, promete.

A medida demandará investimento de R$ 50 milhões no setor de infraestrutura da cidade e trará impacto para o setor econômico, com a geração de aproximadamente 1.500 empregos diretos e indiretos.

No ano passado, a BRK expandiu para 11,8 mil imóveis o serviço de coleta e tratamento de esgoto. Para isso, a companhia retirou pontos de lançamento de dejetos domésticos do Córrego Bocaina localizado no Centro. Atualmente, Mauá trata 50 milhões de litros de esgoto diariamente.

Tais avanços proporcionaram redução do volume de esgoto despejado no Rio Tamanduateí. No ano passado, o afluente recebeu 199 litros de dejetos por segundo, algo em torno de 516,3 mil metros cúbicos por mês. O índice é inferior aos 233 litros lançados no rio em 2017.

Paralelamente ao investimento destinado à universalização do sistema, a BRK aposta ainda no fomento de outro segmento na cidade: a venda de água de reúso. Atualmente, por dia, a empresa produz 3 milhões de litros por dia para uso próprio. No entanto, a capacidade pode chegar até 15 milhões.

Questionada sobre o avanço nas tratativas para universalização da rede de coleta e tratamento de esgoto, a Prefeitura de Mauá, sob gestão da prefeita Alaíde Damo (MDB), não retornou aos contatos do Diário até o fechamento desta edição.

Das sete cidades, apenas São Caetano tem 100% de seu esgoto coletado e tratado. Nas demais – Rio Grande da Serra (85%), Ribeirão Pires (70%), Diadema (48%), Santo André e São Bernardo (ambas com 47%) – o índice de tratamento ainda segue sem grandes alterações nos últimos anos.

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