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Diálogos com papel

Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vinícius Castelli

21/04/2019 | 07:03


Pintura, colagem, escultura, gravura, instalação e aquarela, entre outras técnicas. Distintas, mas com algo em comum: todas feitas em papel. Foi assim que 34 artistas trabalharam suas criações e o resultado pode ser apreciado na exposição Diálogos em Papel, montada na Betto Damasceno Galeria de Arte, em São Bernardo, e em cartaz até dia 30. A visitação é gratuita.

Idealizada por Rita Caruzzo, a mostra conta com peças de nomes como Anna Bittar, Betto Damasceno, Omar Jee, Rafael Murió e Silvana, Ran, entre outros. Cada um dos artistas procurou tirar partido, à sua maneira, das características dos papéis que escolheram. As folhas – confeccionadas pela Moinho Brasil –, aliás, foram produzidas de maneira artesanal. A curadora conta que há folhas de várias gramaturas e são classificados em: fibras extraídas de resíduos agrícolas, fibra de algodão, aparas e fibras mista e sementes.

Rita explica que a ideia da exposição surgiu a partir do convite de Renata Telles (da Moinho Brasil), para testar sua pintura sobre o papel artesanal. “Perguntei se poderia envolver outras técnicas e ela concordou. Desenvolvi um projeto para trabalhar sobre o papel artesanal, com 34 artistas e foi aprovado”, celebra.

Ela conta que os envolvidos, primeiro trabalharam em cima de folha A3, de teste. Três meses depois receberam os papéis escolhidos medindo 0,70 cm de largura por um metro de comprimento, que foram usados para a produção final e que agora podem ser vistos na mostra. “Cada artista ficou livre para desenvolver sua arte”, ressalta. A curadora diz que o uso do papel, no universo das artes plásticas, é algo muito importante. “Em várias fases de um trabalho, desde o esboço, croqui e arte final. São infinitas possibilidades sobre ele”, explica.

Rita acredita que o fato de ter uma mostra com criações feitas com este material insere o observador a questionar sobre novos suportes e ideias, e, o principal preservar a natureza. “O papel é artesanal agride menos o meio ambiente.”, explica. “Os chineses foram os pioneiros na confecção do papel no ano de 105 depois de Cristo”, diz a especialista. Ela conta que era feito de pasta vegetal a base de fibras de cana de bambu, amoreira e outras plantas, do que deu origem ao que conhecemos hoje em dia.

Por serem elaboradas com este material, as obras acabam sendo delicadas. Então, a curadoria criou outra peça artística: uma instalação para cada uma delas com o nome A Criação do Papel, para que as peças fiquem devidamente protegidas.

“Nessa exposição é possível ver várias técnicas bem elaboradas, estruturas diferentes de trabalho, mas que se conectaram muito bem; plasticidade , criatividade como o próprio nome diz. Linguagens se falando e levando o observador parar e ver quantas possibilidades de diálogos”, encerra Rita.

Diálogos em Papel – Exposição. Na Betto Damasceno Galeria de Arte – Golden Square Shopping (Av. Kennedy, 700 – Piso L2), em São Bernardo. Até dia 30. Entrada gratuita.
 



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Diálogos com papel

Vinícius Castelli

21/04/2019 | 07:03


Pintura, colagem, escultura, gravura, instalação e aquarela, entre outras técnicas. Distintas, mas com algo em comum: todas feitas em papel. Foi assim que 34 artistas trabalharam suas criações e o resultado pode ser apreciado na exposição Diálogos em Papel, montada na Betto Damasceno Galeria de Arte, em São Bernardo, e em cartaz até dia 30. A visitação é gratuita.

Idealizada por Rita Caruzzo, a mostra conta com peças de nomes como Anna Bittar, Betto Damasceno, Omar Jee, Rafael Murió e Silvana, Ran, entre outros. Cada um dos artistas procurou tirar partido, à sua maneira, das características dos papéis que escolheram. As folhas – confeccionadas pela Moinho Brasil –, aliás, foram produzidas de maneira artesanal. A curadora conta que há folhas de várias gramaturas e são classificados em: fibras extraídas de resíduos agrícolas, fibra de algodão, aparas e fibras mista e sementes.

Rita explica que a ideia da exposição surgiu a partir do convite de Renata Telles (da Moinho Brasil), para testar sua pintura sobre o papel artesanal. “Perguntei se poderia envolver outras técnicas e ela concordou. Desenvolvi um projeto para trabalhar sobre o papel artesanal, com 34 artistas e foi aprovado”, celebra.

Ela conta que os envolvidos, primeiro trabalharam em cima de folha A3, de teste. Três meses depois receberam os papéis escolhidos medindo 0,70 cm de largura por um metro de comprimento, que foram usados para a produção final e que agora podem ser vistos na mostra. “Cada artista ficou livre para desenvolver sua arte”, ressalta. A curadora diz que o uso do papel, no universo das artes plásticas, é algo muito importante. “Em várias fases de um trabalho, desde o esboço, croqui e arte final. São infinitas possibilidades sobre ele”, explica.

Rita acredita que o fato de ter uma mostra com criações feitas com este material insere o observador a questionar sobre novos suportes e ideias, e, o principal preservar a natureza. “O papel é artesanal agride menos o meio ambiente.”, explica. “Os chineses foram os pioneiros na confecção do papel no ano de 105 depois de Cristo”, diz a especialista. Ela conta que era feito de pasta vegetal a base de fibras de cana de bambu, amoreira e outras plantas, do que deu origem ao que conhecemos hoje em dia.

Por serem elaboradas com este material, as obras acabam sendo delicadas. Então, a curadoria criou outra peça artística: uma instalação para cada uma delas com o nome A Criação do Papel, para que as peças fiquem devidamente protegidas.

“Nessa exposição é possível ver várias técnicas bem elaboradas, estruturas diferentes de trabalho, mas que se conectaram muito bem; plasticidade , criatividade como o próprio nome diz. Linguagens se falando e levando o observador parar e ver quantas possibilidades de diálogos”, encerra Rita.

Diálogos em Papel – Exposição. Na Betto Damasceno Galeria de Arte – Golden Square Shopping (Av. Kennedy, 700 – Piso L2), em São Bernardo. Até dia 30. Entrada gratuita.
 

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