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Insatisfeitos com pacote, caminhoneiros cogitam greve em maio

Reação se deu pelo WhatsApp; Bolsonaro disse que não quer nem tem direito de intervir na Petrobras


Da Redação

17/04/2019 | 07:18


Caminhoneiros não ficaram satisfeitos com o pacote de medidas anunciadas ontem pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) para ajudar a categoria. Nos grupos de WhatsApp, o plano foi visto como “cortina de fumaça”, uma forma de protelar possível greve dos motoristas. Alguns já falam, com exaltação, em nova paralisação em 21 de maio – exatamente um ano depois da greve que paralisou o País – caso a situação não melhore.

Os caminhoneiros afirmam que não estão pedindo dinheiro para o governo, mas melhores condições de trabalho. Nas discussões, afirmam que soluções como linha de crédito para manutenção do caminhão, com taxas menores, já foi testada em outras ocasiões, mas não são colocadas em prática. Eles citam o cartão-caminhoneiro para compra de combustíveis, que não funciona para todo mundo. A grande reclamação é que a situação dos caminhoneiros está tão precária que poucos conseguiriam ter acesso ao crédito. Muitos, dizem eles, estão com o nome sujo na praça. Além disso, pegar crédito agora seria decretar a morte dos motoristas em alguns anos. “Estão dando a corda para gente se enforcar”, dizia um deles.

Logo após anúncio do crédito a autônomos, Wallace Costa Landim, o Chorão, um dos líderes dos caminhoneiros, disse que a medida agradava a categoria e até poderia evitar a greve, mas esperava manifestação de Bolsonaro para bater o martelo sobre a questão. “Inicialmente, claro que o pacote agrada (a categoria). Mas preferimos aguardar o que o presidente vai falar para comunicar oficialmente o nosso posicionamento.”

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que estão em estudo várias alternativas, entre elas indexar o preço do frete ao valor do diesel. Citou que essa é a política utilizada nos Estados Unidos. Ele assinalou que o próprio governo vem estudando alternativas e que, se houvesse alta muito grande nos preços dos combustíveis, poderia, por exemplo, reduzir impostos. “Isso tem um preço, vai cortar de onde, da saúde para dar para o caminhoneiro?”, questionou.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, anunciou ontem linha de crédito específica para o caminhoneiro autônomo de até R$ 30 mil, para compra de pneu e manutenção de veículos. A linha, desenhada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), terá R$ 500 milhões disponíveis na primeira liberação. Ela começará a ser disponibilizada pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O crédito será centrado em autônomos, que tenham até dois caminhões por CPF. O governo, ainda, vai liberar R$ 2 bilhões do Orçamento do Ministério da Infraestrutura para conclusão de obras importantes e manutenção de rodovias essenciais.

Bolsonaro afirmou durante reunião ontem com ministros e o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, que não “quer” e não “tem direito de intervir na Petrobras”. Apesar disso, Guedes admitiu que política da estatal não é transparente e que mudanças estão em estudo.

Na semana passada, a Petrobras anunciou reajuste de 5,7% no diesel (R$ 0,12), mas Bolsonaro determinou a suspensão da alta e a estatal perdeu R$ 32 bilhões no mercado de ações só em um dia.

(com Estadão Conteúdo)
 



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Insatisfeitos com pacote, caminhoneiros cogitam greve em maio

Reação se deu pelo WhatsApp; Bolsonaro disse que não quer nem tem direito de intervir na Petrobras

Da Redação

17/04/2019 | 07:18


Caminhoneiros não ficaram satisfeitos com o pacote de medidas anunciadas ontem pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) para ajudar a categoria. Nos grupos de WhatsApp, o plano foi visto como “cortina de fumaça”, uma forma de protelar possível greve dos motoristas. Alguns já falam, com exaltação, em nova paralisação em 21 de maio – exatamente um ano depois da greve que paralisou o País – caso a situação não melhore.

Os caminhoneiros afirmam que não estão pedindo dinheiro para o governo, mas melhores condições de trabalho. Nas discussões, afirmam que soluções como linha de crédito para manutenção do caminhão, com taxas menores, já foi testada em outras ocasiões, mas não são colocadas em prática. Eles citam o cartão-caminhoneiro para compra de combustíveis, que não funciona para todo mundo. A grande reclamação é que a situação dos caminhoneiros está tão precária que poucos conseguiriam ter acesso ao crédito. Muitos, dizem eles, estão com o nome sujo na praça. Além disso, pegar crédito agora seria decretar a morte dos motoristas em alguns anos. “Estão dando a corda para gente se enforcar”, dizia um deles.

Logo após anúncio do crédito a autônomos, Wallace Costa Landim, o Chorão, um dos líderes dos caminhoneiros, disse que a medida agradava a categoria e até poderia evitar a greve, mas esperava manifestação de Bolsonaro para bater o martelo sobre a questão. “Inicialmente, claro que o pacote agrada (a categoria). Mas preferimos aguardar o que o presidente vai falar para comunicar oficialmente o nosso posicionamento.”

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que estão em estudo várias alternativas, entre elas indexar o preço do frete ao valor do diesel. Citou que essa é a política utilizada nos Estados Unidos. Ele assinalou que o próprio governo vem estudando alternativas e que, se houvesse alta muito grande nos preços dos combustíveis, poderia, por exemplo, reduzir impostos. “Isso tem um preço, vai cortar de onde, da saúde para dar para o caminhoneiro?”, questionou.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, anunciou ontem linha de crédito específica para o caminhoneiro autônomo de até R$ 30 mil, para compra de pneu e manutenção de veículos. A linha, desenhada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), terá R$ 500 milhões disponíveis na primeira liberação. Ela começará a ser disponibilizada pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O crédito será centrado em autônomos, que tenham até dois caminhões por CPF. O governo, ainda, vai liberar R$ 2 bilhões do Orçamento do Ministério da Infraestrutura para conclusão de obras importantes e manutenção de rodovias essenciais.

Bolsonaro afirmou durante reunião ontem com ministros e o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, que não “quer” e não “tem direito de intervir na Petrobras”. Apesar disso, Guedes admitiu que política da estatal não é transparente e que mudanças estão em estudo.

Na semana passada, a Petrobras anunciou reajuste de 5,7% no diesel (R$ 0,12), mas Bolsonaro determinou a suspensão da alta e a estatal perdeu R$ 32 bilhões no mercado de ações só em um dia.

(com Estadão Conteúdo)
 

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