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Bolsonaro diz contar com capacidade bélica dos EUA para 'libertar Venezuela'

Alan Santos/PR Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em discurso de dez minutos a empresários, presidente sugeriu intervenção militar no país vizinho



19/03/2019 | 06:36


Em discurso de dez minutos a empresários, o presidente Jair Bolsonaro fez na segunda-feira, 18, críticas ao "antiamericanismo" de governos brasileiros anteriores e falou em reconhecer a "capacidade bélica" dos EUA para resolver a crise na Venezuela, sugerindo uma intervenção militar no país. Em seguida, o porta-voz do governo, general Otávio Rêgo Barros, minimizou a fala e disse que o "Brasil entende que a situação deve ser resolvida com diplomacia".

"Temos alguns assuntos que estamos trabalhando em conjunto, reconhecendo a capacidade econômica, bélica dos EUA. Temos de resolver a questão da Venezuela. A Venezuela não pode continuar da maneira que se encontra, aquele povo tem de ser libertado. Contamos com apoio americano para que esse objetivo seja alcançado", afirmou Bolsonaro, na Câmara de Comércio dos Estados Unidos.

Logo depois, questionado se o Brasil apoiaria uma eventual intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, como Bolsonaro deu a entender, Rêgo Barros foi obrigado a esclarecer a declaração. "O Brasil entende que a situação da Venezuela deva ser resolvida com base na nossa diplomacia. Não trabalhamos com intervenção, até porque afronta nossa Carta Magna."

A Venezuela enfrenta uma profunda crise política, econômica e social. Brasil e EUA estão entre os mais de 50 países que não reconhecem a legitimidade do governo do presidente chavista Nicolás Maduro e consideram o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino do país.

No discurso de ontem, Bolsonaro falou da parceria que quer estabelecer com os EUA e criticou governos anteriores do Brasil. "O povo se cansou da velha política e do péssimo exemplo dos governos do PT, materializados nas pessoas de Lula e Dilma, governos que eram antiamericanos."

O presidente também disse que há dois anos vem sofrendo ataques das "fake news" e traçou um paralelo com o presidente dos EUA, Donald Trump, que aponta que vários meios de comunicação não realizam uma cobertura justa de seu governo nos EUA. "Queremos um Brasil Grande, assim como Trump quer uma América Grande", afirmou Jair Bolsonaro. "O povo americano sempre foi inspirador para mim."

Parceiras

Na segunda-feira, Bolsonaro falou a empresários logo depois do ministro da Economia, Paulo Guedes, que foi elogiado no discurso. "Guedes tem feito um grande trabalho", disse. "Tive amor à primeira vista com ele", afirmou. Sem se aprofundar em questões econômicas, o brasileiro disse estar aberto às "mais variadas negociações".

O presidente destacou que, além da economia, pretende promover "valores" comuns. "Acreditamos na família, em Deus, somos contra o politicamente correto, não queremos a ideologia de gênero e queremos um mundo de paz e liberdade", afirmou Bolsonaro.

Nesta terça-feira, 19, Bolsonaro se reúne com Trump na Casa Branca. Além da questão venezuelana, os dois devem discutir a influência chinesa na América Latina, um tema sensível para os EUA. Há setores de ambos os governos que defendem um endurecimento na relação com o governo chinês, que é o principal parceiro comercial do Brasil.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Bolsonaro diz contar com capacidade bélica dos EUA para 'libertar Venezuela'

Em discurso de dez minutos a empresários, presidente sugeriu intervenção militar no país vizinho


19/03/2019 | 06:36


Em discurso de dez minutos a empresários, o presidente Jair Bolsonaro fez na segunda-feira, 18, críticas ao "antiamericanismo" de governos brasileiros anteriores e falou em reconhecer a "capacidade bélica" dos EUA para resolver a crise na Venezuela, sugerindo uma intervenção militar no país. Em seguida, o porta-voz do governo, general Otávio Rêgo Barros, minimizou a fala e disse que o "Brasil entende que a situação deve ser resolvida com diplomacia".

"Temos alguns assuntos que estamos trabalhando em conjunto, reconhecendo a capacidade econômica, bélica dos EUA. Temos de resolver a questão da Venezuela. A Venezuela não pode continuar da maneira que se encontra, aquele povo tem de ser libertado. Contamos com apoio americano para que esse objetivo seja alcançado", afirmou Bolsonaro, na Câmara de Comércio dos Estados Unidos.

Logo depois, questionado se o Brasil apoiaria uma eventual intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, como Bolsonaro deu a entender, Rêgo Barros foi obrigado a esclarecer a declaração. "O Brasil entende que a situação da Venezuela deva ser resolvida com base na nossa diplomacia. Não trabalhamos com intervenção, até porque afronta nossa Carta Magna."

A Venezuela enfrenta uma profunda crise política, econômica e social. Brasil e EUA estão entre os mais de 50 países que não reconhecem a legitimidade do governo do presidente chavista Nicolás Maduro e consideram o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino do país.

No discurso de ontem, Bolsonaro falou da parceria que quer estabelecer com os EUA e criticou governos anteriores do Brasil. "O povo se cansou da velha política e do péssimo exemplo dos governos do PT, materializados nas pessoas de Lula e Dilma, governos que eram antiamericanos."

O presidente também disse que há dois anos vem sofrendo ataques das "fake news" e traçou um paralelo com o presidente dos EUA, Donald Trump, que aponta que vários meios de comunicação não realizam uma cobertura justa de seu governo nos EUA. "Queremos um Brasil Grande, assim como Trump quer uma América Grande", afirmou Jair Bolsonaro. "O povo americano sempre foi inspirador para mim."

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Na segunda-feira, Bolsonaro falou a empresários logo depois do ministro da Economia, Paulo Guedes, que foi elogiado no discurso. "Guedes tem feito um grande trabalho", disse. "Tive amor à primeira vista com ele", afirmou. Sem se aprofundar em questões econômicas, o brasileiro disse estar aberto às "mais variadas negociações".

O presidente destacou que, além da economia, pretende promover "valores" comuns. "Acreditamos na família, em Deus, somos contra o politicamente correto, não queremos a ideologia de gênero e queremos um mundo de paz e liberdade", afirmou Bolsonaro.

Nesta terça-feira, 19, Bolsonaro se reúne com Trump na Casa Branca. Além da questão venezuelana, os dois devem discutir a influência chinesa na América Latina, um tema sensível para os EUA. Há setores de ambos os governos que defendem um endurecimento na relação com o governo chinês, que é o principal parceiro comercial do Brasil.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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