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Rio Paraopeba tem 100 quilômetros de extensão contaminados por rejeito

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Docente da USCS integra equipe que coleta amostras da água em Minas


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

06/02/2019 | 07:00


 Os rejeitos contaminados da barragem da Vale que se rompeu em 26 de janeiro, na cidade mineira de Brumadinho, já atingiram 100 quilômetros dos 510 quilômetros totais da extensão do Rio Paraopeba. A professora e pesquisadora da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e coordenadora do projeto IPH (Índice de Poluentes Hídricos) e das Expedições Mananciais, Marta Marcondes, acompanha, desde sexta-feira, equipe da ONG (Organização Não Governamental) SOS Mata Atlântica e afirmou que em toda a extensão atingida, o rio está morto. A professora é a única representante do Grande ABC na equipe.

Até o momento, já foram feitas coletas de água em 11 pontos, em um total de 20 que devem ser realizadas até sexta-feira. As amostras serão analisadas na USCS. “Os níveis de oxigênio são baixíssimos. Não existe vida nestas condições”, explicou. A expedição está na cidade de Pará de Minas, a 100 quilômetros de Brumadinho, e a meta é chegar até a barragem Três Marias, no município de Felixlândia, já na bacia do Rio São Francisco, a mais de 200 quilômetros do local do rompimento da barragem.

A expectativa é a de que a expedição ainda percorra 170 quilômetros. Anteriormente, o grupo esteve na cidade de São Joaquim de Bicas, área onde existe assentamento da tribo Pataxós. Os índios foram duramente atingidos pela contaminação, já que a pesca é uma de suas principais fontes de alimentação e a água do rio era usada para tudo, inclusive consumo.

A docente também esteve na cidade mineira de Mariana, em 2015, quando a barragem do Fundão, da mineradora Samarco, se rompeu. “Não sei falar qual situação é pior. Aqui temos comoção maior pelo número de vidas perdidas, humanas e animais. No Rio Doce, a contaminação percorreu 700 quilômetros, chegou ao mar. A vida marinha é afetada até hoje. Se isso chegar ao Rio São Francisco, será uma calamidade.”

Marta destacou a importância do trabalho que está sendo realizado. “É fundamental termos análises feitas por órgãos independentes”, justificou. Os relatórios produzidos serão utilizados pelos comitês de bacias hidrográficas, além de estarem disponíveis no próprio site do SOS Mata Atlântica para toda a sociedade.

O último balanço dos bombeiros, feito na segunda-feira, apontava 134 mortos, dos quais 120 foram identificados, e 199 desaparecidos. No episódio de Mariana, 19 pessoas morreram e ao menos 1.500 ficaram desabrigadas.

O STF (Supremo Tribunal Federal) revogou, ontem, a prisão dos três funcionários da Vale e dois engenheiros de uma consultoria alemã ligados à segurança da barragem de Brumadinho.

 



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Rio Paraopeba tem 100 quilômetros de extensão contaminados por rejeito

Docente da USCS integra equipe que coleta amostras da água em Minas

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

06/02/2019 | 07:00


 Os rejeitos contaminados da barragem da Vale que se rompeu em 26 de janeiro, na cidade mineira de Brumadinho, já atingiram 100 quilômetros dos 510 quilômetros totais da extensão do Rio Paraopeba. A professora e pesquisadora da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e coordenadora do projeto IPH (Índice de Poluentes Hídricos) e das Expedições Mananciais, Marta Marcondes, acompanha, desde sexta-feira, equipe da ONG (Organização Não Governamental) SOS Mata Atlântica e afirmou que em toda a extensão atingida, o rio está morto. A professora é a única representante do Grande ABC na equipe.

Até o momento, já foram feitas coletas de água em 11 pontos, em um total de 20 que devem ser realizadas até sexta-feira. As amostras serão analisadas na USCS. “Os níveis de oxigênio são baixíssimos. Não existe vida nestas condições”, explicou. A expedição está na cidade de Pará de Minas, a 100 quilômetros de Brumadinho, e a meta é chegar até a barragem Três Marias, no município de Felixlândia, já na bacia do Rio São Francisco, a mais de 200 quilômetros do local do rompimento da barragem.

A expectativa é a de que a expedição ainda percorra 170 quilômetros. Anteriormente, o grupo esteve na cidade de São Joaquim de Bicas, área onde existe assentamento da tribo Pataxós. Os índios foram duramente atingidos pela contaminação, já que a pesca é uma de suas principais fontes de alimentação e a água do rio era usada para tudo, inclusive consumo.

A docente também esteve na cidade mineira de Mariana, em 2015, quando a barragem do Fundão, da mineradora Samarco, se rompeu. “Não sei falar qual situação é pior. Aqui temos comoção maior pelo número de vidas perdidas, humanas e animais. No Rio Doce, a contaminação percorreu 700 quilômetros, chegou ao mar. A vida marinha é afetada até hoje. Se isso chegar ao Rio São Francisco, será uma calamidade.”

Marta destacou a importância do trabalho que está sendo realizado. “É fundamental termos análises feitas por órgãos independentes”, justificou. Os relatórios produzidos serão utilizados pelos comitês de bacias hidrográficas, além de estarem disponíveis no próprio site do SOS Mata Atlântica para toda a sociedade.

O último balanço dos bombeiros, feito na segunda-feira, apontava 134 mortos, dos quais 120 foram identificados, e 199 desaparecidos. No episódio de Mariana, 19 pessoas morreram e ao menos 1.500 ficaram desabrigadas.

O STF (Supremo Tribunal Federal) revogou, ontem, a prisão dos três funcionários da Vale e dois engenheiros de uma consultoria alemã ligados à segurança da barragem de Brumadinho.

 

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