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Em um ano, programa distribui 9 toneladas de alimentos

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Projeto de troca de materiais recicláveis por frutas, verduras e hortaliças já beneficiou 23 mil pessoas


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

04/12/2018 | 07:00


 Quem diria que garrafas plásticas, latinhas de alumínio, eletroeletrônicos quebrados e todo tipo de material reciclável poderia se transformar em alimento? É essa a ‘mágica’ realizada pelo Moeda Verde, iniciativa da Prefeitura de Santo André, que já distribuiu nove toneladas de alimentos (verduras, legumes e hortaliças) e coletou 46 toneladas de resíduos, beneficiando 23 mil moradores de seis áreas carentes da cidade.

Lançado em 23 de novembro no Núcleo dos Ciganos, o programa prevê que a cada cinco quilos de material reciclável entregue, o morador leve para casa um quilo de alimento.

Na quinta-feira foi lançado o sexto ponto de troca do Moeda Verde, no Núcleo Santa Cristina, e na segunda quinzena de dezembro, será inaugurado o posto do Jardim Cristiane. A expectativa da administração é a de que até o fim de 2018 se atinja a marca de dez toneladas de alimentos distribuídos e, em 2019, que a iniciativa seja expandida para dois núcleos (veja no site semasaccs.wixsite.com/moedaverde o endereço de todos os pontos de troca). As ações ocorrem a cada 15 dias, em pontos preestabelecidos, das 14h às 16h. Em cada núcleo, podem ser atendidas até 150 famílias.

No morro da Kibon, que conta com o programa Moeda Verde desde outubro, já são 71 famílias cadastradas. A auxiliar de limpeza Ionildes Fagundes, 42 anos, foi a primeira a chegar para a troca na última quarta-feira. “É um projeto muito legal, que, além de ajudar ao meio ambiente, também ajuda a gente a economizar”, relatou ela, que levou para casa banana e espinafre. “O que não gasto com fruta e verdura posso comprar um leite”, completou.

A doméstica Maria Inez Borges, 54, também participou da troca e comentou que já tem notado a comunidade com menos lixo jogado pelas ruas. “A gente percebe que diminuiu (o descarte irregular)”, destacou.

A presidente do Núcleo de Inovação social e primeira-dama, Ana Carolina Serra, considera que, além de ser um programa de baixo investimento para a administração municipal, ainda existe a economia com a redução dos pontos de descarte irregular de lixo,que passam a ser utilizados pelos munícipes como estacionamentos e praças. “Temos a questão da educação ambiental, com as pessoas separando o lixo do material reciclável, resgate da percepção de cidadania e pertencimento do morador, e também a oportunidade de consumo de um alimento saudável. Temos recebido visitas de outras administrações, que vêm conhecer o programa para replicar essa boa ideia em suas cidades”, concluiu.

Além de trocar materiais recicláveis por frutas, hortaliças e legumes, os moradores que participam do Moeda Verde são incentivados a utilizar de forma integral os alimentos. A cada troca, o Banco de Alimentos do município também distribui receitas – que sempre levam entre os ingredientes algum dos itens que estão sendo distribuídos – que aproveitam cascas e talos dos produtos.

“As pessoas nos relatam que têm conseguido preparar os pratos, em sua maioria guarnições, sucos, tem sido um retorno bem positivo”, explicou a nutricionista do Banco de Alimentos, Fabiana Bigarelli, 45.

Nas ocasiões de lançamento dos programas nos núcleos, algumas receitas são servidas para que as pessoas possam provar. “É um benefício do programa a longo prazo, a questão da segurança alimentar, de uma melhor nutrição dos munícipes”, completou Fabiana.



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Em um ano, programa distribui 9 toneladas de alimentos

Projeto de troca de materiais recicláveis por frutas, verduras e hortaliças já beneficiou 23 mil pessoas

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

04/12/2018 | 07:00


 Quem diria que garrafas plásticas, latinhas de alumínio, eletroeletrônicos quebrados e todo tipo de material reciclável poderia se transformar em alimento? É essa a ‘mágica’ realizada pelo Moeda Verde, iniciativa da Prefeitura de Santo André, que já distribuiu nove toneladas de alimentos (verduras, legumes e hortaliças) e coletou 46 toneladas de resíduos, beneficiando 23 mil moradores de seis áreas carentes da cidade.

Lançado em 23 de novembro no Núcleo dos Ciganos, o programa prevê que a cada cinco quilos de material reciclável entregue, o morador leve para casa um quilo de alimento.

Na quinta-feira foi lançado o sexto ponto de troca do Moeda Verde, no Núcleo Santa Cristina, e na segunda quinzena de dezembro, será inaugurado o posto do Jardim Cristiane. A expectativa da administração é a de que até o fim de 2018 se atinja a marca de dez toneladas de alimentos distribuídos e, em 2019, que a iniciativa seja expandida para dois núcleos (veja no site semasaccs.wixsite.com/moedaverde o endereço de todos os pontos de troca). As ações ocorrem a cada 15 dias, em pontos preestabelecidos, das 14h às 16h. Em cada núcleo, podem ser atendidas até 150 famílias.

No morro da Kibon, que conta com o programa Moeda Verde desde outubro, já são 71 famílias cadastradas. A auxiliar de limpeza Ionildes Fagundes, 42 anos, foi a primeira a chegar para a troca na última quarta-feira. “É um projeto muito legal, que, além de ajudar ao meio ambiente, também ajuda a gente a economizar”, relatou ela, que levou para casa banana e espinafre. “O que não gasto com fruta e verdura posso comprar um leite”, completou.

A doméstica Maria Inez Borges, 54, também participou da troca e comentou que já tem notado a comunidade com menos lixo jogado pelas ruas. “A gente percebe que diminuiu (o descarte irregular)”, destacou.

A presidente do Núcleo de Inovação social e primeira-dama, Ana Carolina Serra, considera que, além de ser um programa de baixo investimento para a administração municipal, ainda existe a economia com a redução dos pontos de descarte irregular de lixo,que passam a ser utilizados pelos munícipes como estacionamentos e praças. “Temos a questão da educação ambiental, com as pessoas separando o lixo do material reciclável, resgate da percepção de cidadania e pertencimento do morador, e também a oportunidade de consumo de um alimento saudável. Temos recebido visitas de outras administrações, que vêm conhecer o programa para replicar essa boa ideia em suas cidades”, concluiu.

Além de trocar materiais recicláveis por frutas, hortaliças e legumes, os moradores que participam do Moeda Verde são incentivados a utilizar de forma integral os alimentos. A cada troca, o Banco de Alimentos do município também distribui receitas – que sempre levam entre os ingredientes algum dos itens que estão sendo distribuídos – que aproveitam cascas e talos dos produtos.

“As pessoas nos relatam que têm conseguido preparar os pratos, em sua maioria guarnições, sucos, tem sido um retorno bem positivo”, explicou a nutricionista do Banco de Alimentos, Fabiana Bigarelli, 45.

Nas ocasiões de lançamento dos programas nos núcleos, algumas receitas são servidas para que as pessoas possam provar. “É um benefício do programa a longo prazo, a questão da segurança alimentar, de uma melhor nutrição dos munícipes”, completou Fabiana.

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