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Chacrinha por trás das câmeras

Suzanna Tierrie/Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Longa que conta a trajetória do apresentador tem estreia marcada para quinta-feira


Daniela Pegoraro

05/11/2018 | 07:00


Nos rádios e nas telas da sala de estar, a frase “Alô, Terezinha” ecoava a cada programa do carismático e emblemático Chacrinha. Nos bastidores, José Abelardo Barbosa de Medeiros se tornava ambicioso, de personalidade forte – por vezes, bipolar – e extremamente crítico, decidido a fazer tudo de sua maneira.

O apresentador pernambucano morreu há três décadas, dia 30 de junho de 1988, aos 70 anos, mas carrega até hoje o legado de um dos maiores comunicadores da TV brasileira (passou por várias emissoras e fez sucesso, principalmente, na Globo). É nesse sentido que o filme Chacrinha: O Velho Guerreiro chega aos cinemas quinta-feira, apresentando ao público uma figura icônica no cenário brasileiro em todas as suas faces.

A trama do longa parte do momento em que o jovem Abelardo deixa a faculdade de medicina para trilhar o caminho como locutor e segue para o alcance meteórico do apresentador nos programas televisivos. “Procuramos não fazer um filme biográfico do feto ao túmulo, mas que contasse da trajetória profissional desde o início do Chacrinha nas rádios. Os programas existem, mas eles são narrados por meio dos bastidores”, explica o diretor Andrucha Waddington.

Na primeira fase, Chacrinha é interpretado pelo comediante Eduardo Sterblitch, o qual prova no filme que sua aptidão para as artes cênicas vai além do humor. Com apenas 31 anos, o ator não chegou a vivenciar a figura do apresentador, tendo o conhecido apenas por meio de arquivos e reportagens – o que já o diferencia do artista que dá vida a Abelardo em sua segunda fase, e que toma a maior parte do longa: Stepan Nercessian. “Eu era fã do programa do Chacrinha. Ele era um mito, um ídolo que eu via de longe e cumprimentava. Era um camarada que, onde chegava, causava impacto”, conta Nercessian, que entre os anos de 2014 e 2017 interpretou o personagem em musical de nome homônimo ao do longa – e que, também, levou como diretor Andrucha Waddington. O elenco ainda é composto por Gianne Albertoni como Elke Maravilha e Laila Garin, como Clara Nunes.

O ponto mais forte no filme, no entanto, fica na construção musical que remete à história da música brasileira, assim como enfatiza a importância do programa do Chacrinha com o espaço aberto para compositores calouros. O longa pincela alguns dos artistas que passaram pelos estúdios do apresentador, como Roberto Carlos, Walkíria e Caetano Veloso. Cantores da atualidade também marcaram presença, mas interpretando os antigos: Adair José, por sua vez, foi representado pelo rapper Criolo, enquanto Belchior é interpretado pelo cantor Luan Santana.

De relevância histórica na mídia, o filme apresenta uma trajetória a ser relembrada e desvendada, como comenta o diretor: “É um personagem caricato para uma geração acima dos 40 anos. Os mais jovens ouviram falar, mas não vivenciaram esse fenômeno. O filme fala com as pessoas que o conheceram e as que têm curiosidade em saber mais sobre.” 



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Chacrinha por trás das câmeras

Longa que conta a trajetória do apresentador tem estreia marcada para quinta-feira

Daniela Pegoraro

05/11/2018 | 07:00


Nos rádios e nas telas da sala de estar, a frase “Alô, Terezinha” ecoava a cada programa do carismático e emblemático Chacrinha. Nos bastidores, José Abelardo Barbosa de Medeiros se tornava ambicioso, de personalidade forte – por vezes, bipolar – e extremamente crítico, decidido a fazer tudo de sua maneira.

O apresentador pernambucano morreu há três décadas, dia 30 de junho de 1988, aos 70 anos, mas carrega até hoje o legado de um dos maiores comunicadores da TV brasileira (passou por várias emissoras e fez sucesso, principalmente, na Globo). É nesse sentido que o filme Chacrinha: O Velho Guerreiro chega aos cinemas quinta-feira, apresentando ao público uma figura icônica no cenário brasileiro em todas as suas faces.

A trama do longa parte do momento em que o jovem Abelardo deixa a faculdade de medicina para trilhar o caminho como locutor e segue para o alcance meteórico do apresentador nos programas televisivos. “Procuramos não fazer um filme biográfico do feto ao túmulo, mas que contasse da trajetória profissional desde o início do Chacrinha nas rádios. Os programas existem, mas eles são narrados por meio dos bastidores”, explica o diretor Andrucha Waddington.

Na primeira fase, Chacrinha é interpretado pelo comediante Eduardo Sterblitch, o qual prova no filme que sua aptidão para as artes cênicas vai além do humor. Com apenas 31 anos, o ator não chegou a vivenciar a figura do apresentador, tendo o conhecido apenas por meio de arquivos e reportagens – o que já o diferencia do artista que dá vida a Abelardo em sua segunda fase, e que toma a maior parte do longa: Stepan Nercessian. “Eu era fã do programa do Chacrinha. Ele era um mito, um ídolo que eu via de longe e cumprimentava. Era um camarada que, onde chegava, causava impacto”, conta Nercessian, que entre os anos de 2014 e 2017 interpretou o personagem em musical de nome homônimo ao do longa – e que, também, levou como diretor Andrucha Waddington. O elenco ainda é composto por Gianne Albertoni como Elke Maravilha e Laila Garin, como Clara Nunes.

O ponto mais forte no filme, no entanto, fica na construção musical que remete à história da música brasileira, assim como enfatiza a importância do programa do Chacrinha com o espaço aberto para compositores calouros. O longa pincela alguns dos artistas que passaram pelos estúdios do apresentador, como Roberto Carlos, Walkíria e Caetano Veloso. Cantores da atualidade também marcaram presença, mas interpretando os antigos: Adair José, por sua vez, foi representado pelo rapper Criolo, enquanto Belchior é interpretado pelo cantor Luan Santana.

De relevância histórica na mídia, o filme apresenta uma trajetória a ser relembrada e desvendada, como comenta o diretor: “É um personagem caricato para uma geração acima dos 40 anos. Os mais jovens ouviram falar, mas não vivenciaram esse fenômeno. O filme fala com as pessoas que o conheceram e as que têm curiosidade em saber mais sobre.” 

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