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‘Atrito com Doria não vai afetar olhar para S.Paulo’, diz Mário Covas Neto

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Candidato ao Senado, Mário Covas Neto afasta revanchismo se ele e tucano se elegerem em outubro


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

05/09/2018 | 07:00


Candidato ao Senado pelo Podemos, o vereador paulistano Mário Covas Neto assegurou que a divergência política que teve com o ex-prefeito da Capital João Doria (PSDB), fato que gerou sua saída do tucanato, não vai interferir na relação caso ele seja eleito ao Senado e Doria vença a corrida ao Palácio dos Bandeirantes.

Em visita ao Diário, Zuzinha, como é conhecido, avaliou que o papel do senador tem de ser a favor do Estado, independentemente do governador eleito. Ele lembrou do período em que seu pai, o ex-governador Mário Covas (morto em 2001), lidou com Paulo Maluf (PP) como prefeito de São Paulo – entre 1995 e 1996.

“Muita gente fala do meu desentendimento com o João Doria e como seria a relação caso ele e eu sejamos eleitos. Meu pai foi governador com o Maluf prefeito. Os dois tiveram desentendimento do ponto de vista político a vida inteira, mas tiveram convívio republicano, porque ambos defendiam interesses dos eleitores. Se eu me eleger senador não vai importar o governador”, pontuou.

Na opinião de Zuzinha, os últimos senadores por São Paulo “caíram na armadilha” de defender mais o governo federal do que o Estado. “A atuação dos nossos senadores ficou parecida com a dos deputados federais. Ao longo do tempo se perdeu a noção da representação do senador, especialmente em São Paulo. O senador precisa representar o Estado, independentemente de posições político-partidárias. Sua posição não pode ser contra o Brasil, mas a favor de São Paulo”, discorreu o vereador, citando “certa discriminação” com São Paulo por ser o Estado mais rico do País. “A União financia obras de Metrô no Brasil inteiro, menos em São Paulo. Há a falsa impressão que São Paulo não precisa de ajuda. São Paulo produz 40% do bolo tributário, mas pouca coisa volta.”

Sobre a corrida ao Senado, na qual ele tem concorrência principal de Eduardo Suplicy (PT), Major Olímpio (PSL), Ricardo Tripoli (PSDB), Mara Gabrilli (PSDB) e Maurren Maggi (PSB), Zuzinha acredita que nem mesmo o petista, atual líder nas pesquisas de intenções de voto, está com uma das duas vagas por São Paulo garantida.

“Atualmente 50% dos eleitores dizem não ter candidato ao Senado e, com o horário eleitoral da TV, a tendência é que o eleitor se interesse mais pelos postulantes. E, com isso, outra tendência é de todos os candidatos crescerem, com exceção do Suplicy, que já é muito conhecido. Há possibilidade de dois outros ultrapassarem o Suplicy. No que diz respeito à minha candidatura, estou confiante, parto de um ponto interessante e, como a campanha é mais curta, o tempo é menor para qualquer processo de desconstrução. Sou ilustre desconhecido, filho de alguém muito conhecido. Mas tenho me apresentado, falado das minhas propostas, e a coisa está indo bem.” 



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‘Atrito com Doria não vai afetar olhar para S.Paulo’, diz Mário Covas Neto

Candidato ao Senado, Mário Covas Neto afasta revanchismo se ele e tucano se elegerem em outubro

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

05/09/2018 | 07:00


Candidato ao Senado pelo Podemos, o vereador paulistano Mário Covas Neto assegurou que a divergência política que teve com o ex-prefeito da Capital João Doria (PSDB), fato que gerou sua saída do tucanato, não vai interferir na relação caso ele seja eleito ao Senado e Doria vença a corrida ao Palácio dos Bandeirantes.

Em visita ao Diário, Zuzinha, como é conhecido, avaliou que o papel do senador tem de ser a favor do Estado, independentemente do governador eleito. Ele lembrou do período em que seu pai, o ex-governador Mário Covas (morto em 2001), lidou com Paulo Maluf (PP) como prefeito de São Paulo – entre 1995 e 1996.

“Muita gente fala do meu desentendimento com o João Doria e como seria a relação caso ele e eu sejamos eleitos. Meu pai foi governador com o Maluf prefeito. Os dois tiveram desentendimento do ponto de vista político a vida inteira, mas tiveram convívio republicano, porque ambos defendiam interesses dos eleitores. Se eu me eleger senador não vai importar o governador”, pontuou.

Na opinião de Zuzinha, os últimos senadores por São Paulo “caíram na armadilha” de defender mais o governo federal do que o Estado. “A atuação dos nossos senadores ficou parecida com a dos deputados federais. Ao longo do tempo se perdeu a noção da representação do senador, especialmente em São Paulo. O senador precisa representar o Estado, independentemente de posições político-partidárias. Sua posição não pode ser contra o Brasil, mas a favor de São Paulo”, discorreu o vereador, citando “certa discriminação” com São Paulo por ser o Estado mais rico do País. “A União financia obras de Metrô no Brasil inteiro, menos em São Paulo. Há a falsa impressão que São Paulo não precisa de ajuda. São Paulo produz 40% do bolo tributário, mas pouca coisa volta.”

Sobre a corrida ao Senado, na qual ele tem concorrência principal de Eduardo Suplicy (PT), Major Olímpio (PSL), Ricardo Tripoli (PSDB), Mara Gabrilli (PSDB) e Maurren Maggi (PSB), Zuzinha acredita que nem mesmo o petista, atual líder nas pesquisas de intenções de voto, está com uma das duas vagas por São Paulo garantida.

“Atualmente 50% dos eleitores dizem não ter candidato ao Senado e, com o horário eleitoral da TV, a tendência é que o eleitor se interesse mais pelos postulantes. E, com isso, outra tendência é de todos os candidatos crescerem, com exceção do Suplicy, que já é muito conhecido. Há possibilidade de dois outros ultrapassarem o Suplicy. No que diz respeito à minha candidatura, estou confiante, parto de um ponto interessante e, como a campanha é mais curta, o tempo é menor para qualquer processo de desconstrução. Sou ilustre desconhecido, filho de alguém muito conhecido. Mas tenho me apresentado, falado das minhas propostas, e a coisa está indo bem.” 

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