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Conselho do Patrimônio vistoria Moinho São Jorge

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Imóvel, na Av.dos Estados, abriga capela e palácio de mármore; tombamento está em curso desde 2011


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

15/08/2018 | 07:00


 O Comdephaapasa (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André) agendou para o dia 21 visita ao Moinho São Jorge. A vistoria integra o processo de estudos para tombamento da capela e do salão de festas, conhecido como palácio de mármore. O local, que fica na Avenida dos Estados, abrigou célebres festas em um passado distante e foi aberto em poucas ocasiões nas últimas duas décadas para eventos sociais.

O vice-presidente do Comdephaapasa, Marco Moretto Neto, explicou que o processo para tombamento teve início em 2011 e que em 2016 o estudo (que envolve pesquisas e visitas aos locais) foi retomado. “Precisamos identificar os itens históricos, mas temos tido dificuldades com o agendamento”, relatou. “Há muitos anos ninguém entra nesses locais e precisamos averiguar qual é o estado de conservação de tudo o que existe lá dentro”, completou.

Moretto Neto detalhou que a publicação em Diário Oficial da data da visita faz parte do procedimento administrativo para que o Conselho possa exercer seu “poder de polícia”. “Fazemos a publicação, enviamos carta registrada, existem alguns trâmites. Se ainda assim não tivermos sucesso, vamos tentar recursos judiciais. Há quase dois anos temos tentado administrativamente, sem sucesso”, pontuou.

O vice-presidente afirmou, ainda, que diversos contatos telefônicos foram feitos com a empresa que administra o Moinho São Jorge, mas que nenhuma promessa de retorno para agendamento de reunião foi cumprida. “Existem dois caminhos caso não tenhamos sucesso na visita agendada para o dia 21. Partimos para a via judicial ou fazemos um tombamento genérico, o que não queremos, pois seria o mesmo que um tombamento às cegas, sem saber exatamente o que existe nos espaços e sem ter condições de acompanhar adequadamente a conservação do que foi tombado”, justificou.

O representante do conselho explicou, ainda, que o tombamento é o reconhecimento do valor público sobre o bem, que continua sendo responsabilidade do proprietário. “Estabelece diretrizes para a conservação e a partir disso, qualquer intervenção depende de autorização do Comdephaapasa, mas não ‘engessa’ a propriedade. Adequações que precisem ser feitas serão liberadas, é recomendável que sejam executadas, e é isso que garante a preservação, para que o imóvel continue funcional. Queremos que o bem tombado conte a história da cidade, o passado, também o presente, e acene para o futuro”, concluiu. A visita ao imóvel pode garantir o tombamento ainda neste ano.

 

Outros cinco imóveis estão em estudo

 

Além do prédio do Moinho São Jorge, que abriga a capela e o salão conhecido como palácio de mármore, estão em estudo para tombamento pelo Comdephaapasa (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André) outros cinco imóveis da cidade.

São eles: a Praça do Carmo, o prédio da Escola Estadual Doutor Américo Brasiliense, o edifício dos Correios, a Escola Estadual Adamastor de Carvalho e a Emeief (Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental) Professora Therezinha Monteiro Barros Nosé. O processo mais antigo é o da escola Adamastor, que teve início em 2010.

O vice-presidente do Comdephaapasa, Marco Moretto Neto, explicou que os processos de tombamento têm sido feitos após estudos detalhados dos imóveis a serem preservados. “Queremos fazer tombamentos responsáveis, e não de forma genérica, como eram feitos na década de 1990”, relatou. “São imóveis presentes na memória afetiva do cidadão andreense. A própria presença dos edifícios na paisagem têm essa força. Quanto mais detalhado for o estudo, melhor poderá ser a manutenção dos espaços, seu desenvolvimento, se for o desejo dos proprietários, mas preservando os aspectos históricos do local”, finalizou.



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Conselho do Patrimônio vistoria Moinho São Jorge

Imóvel, na Av.dos Estados, abriga capela e palácio de mármore; tombamento está em curso desde 2011

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

15/08/2018 | 07:00


 O Comdephaapasa (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André) agendou para o dia 21 visita ao Moinho São Jorge. A vistoria integra o processo de estudos para tombamento da capela e do salão de festas, conhecido como palácio de mármore. O local, que fica na Avenida dos Estados, abrigou célebres festas em um passado distante e foi aberto em poucas ocasiões nas últimas duas décadas para eventos sociais.

O vice-presidente do Comdephaapasa, Marco Moretto Neto, explicou que o processo para tombamento teve início em 2011 e que em 2016 o estudo (que envolve pesquisas e visitas aos locais) foi retomado. “Precisamos identificar os itens históricos, mas temos tido dificuldades com o agendamento”, relatou. “Há muitos anos ninguém entra nesses locais e precisamos averiguar qual é o estado de conservação de tudo o que existe lá dentro”, completou.

Moretto Neto detalhou que a publicação em Diário Oficial da data da visita faz parte do procedimento administrativo para que o Conselho possa exercer seu “poder de polícia”. “Fazemos a publicação, enviamos carta registrada, existem alguns trâmites. Se ainda assim não tivermos sucesso, vamos tentar recursos judiciais. Há quase dois anos temos tentado administrativamente, sem sucesso”, pontuou.

O vice-presidente afirmou, ainda, que diversos contatos telefônicos foram feitos com a empresa que administra o Moinho São Jorge, mas que nenhuma promessa de retorno para agendamento de reunião foi cumprida. “Existem dois caminhos caso não tenhamos sucesso na visita agendada para o dia 21. Partimos para a via judicial ou fazemos um tombamento genérico, o que não queremos, pois seria o mesmo que um tombamento às cegas, sem saber exatamente o que existe nos espaços e sem ter condições de acompanhar adequadamente a conservação do que foi tombado”, justificou.

O representante do conselho explicou, ainda, que o tombamento é o reconhecimento do valor público sobre o bem, que continua sendo responsabilidade do proprietário. “Estabelece diretrizes para a conservação e a partir disso, qualquer intervenção depende de autorização do Comdephaapasa, mas não ‘engessa’ a propriedade. Adequações que precisem ser feitas serão liberadas, é recomendável que sejam executadas, e é isso que garante a preservação, para que o imóvel continue funcional. Queremos que o bem tombado conte a história da cidade, o passado, também o presente, e acene para o futuro”, concluiu. A visita ao imóvel pode garantir o tombamento ainda neste ano.

 

Outros cinco imóveis estão em estudo

 

Além do prédio do Moinho São Jorge, que abriga a capela e o salão conhecido como palácio de mármore, estão em estudo para tombamento pelo Comdephaapasa (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André) outros cinco imóveis da cidade.

São eles: a Praça do Carmo, o prédio da Escola Estadual Doutor Américo Brasiliense, o edifício dos Correios, a Escola Estadual Adamastor de Carvalho e a Emeief (Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental) Professora Therezinha Monteiro Barros Nosé. O processo mais antigo é o da escola Adamastor, que teve início em 2010.

O vice-presidente do Comdephaapasa, Marco Moretto Neto, explicou que os processos de tombamento têm sido feitos após estudos detalhados dos imóveis a serem preservados. “Queremos fazer tombamentos responsáveis, e não de forma genérica, como eram feitos na década de 1990”, relatou. “São imóveis presentes na memória afetiva do cidadão andreense. A própria presença dos edifícios na paisagem têm essa força. Quanto mais detalhado for o estudo, melhor poderá ser a manutenção dos espaços, seu desenvolvimento, se for o desejo dos proprietários, mas preservando os aspectos históricos do local”, finalizou.

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