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Em debate morno, presidenciáveis focam crise econômica e desemprego

Oito dos 13 candidatos à Presidência da República discutem sobre problemas nas contas públicas e no governo Temer; preso, Lula é pouco lembrado


Raphael Rocha

10/08/2018 | 01:24


O primeiro debate entre os candidatos a presidente do País, promovido pela TV Bandeirantes, ontem à noite, foi marcado por discussões a respeito do desemprego e da crise econômica do Brasil.

Oito dos 13 presidenciáveis estiveram frente a frente, em tom morno: Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (Psol), Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT). Luiz Inácio Lula da Silva, nome do PT, está preso em Curitiba, no âmbito da Operação Lava Jato. Os demais não foram convidados por conta da regra eleitoral de exigência de participação de partidos com pelo menos cinco deputados federais.

Aliás, o tema emprego foi o primeiro a entrar em pauta do debate. Ex-governador paulista, Alckmin defendeu a simplificação da carga tributária e ampliação de acordos internacionais para fomento econômico e geração de postos de trabalho. Líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), Boulos prometeu mexer em isenções tributárias de setores mais ricos da sociedade. Ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, Meirelles lembrou de políticas públicas adotadas em suas passagens pelo governo federal. Ciro garantiu criar dois milhões de empregos e retomar obras paradas pelo País.

Fora do debate, Lula foi lembrado em raros casos. Num deles, por Boulos. Em outros, por Meirelles. O emedebista tentou pegar para si bons índices da gestão petista. “Eu fui adversário do Lula na eleição de 2002 e ele me chamou para ser presidente do Banco Central acreditando na minha competência”, disse o emedebista, buscando fugir, por exemplo, do rótulo de presidenciável do mesmo partido de Temer, que conta com índices históricos de impopularidade.

Líder de pesquisas de intenções de voto quando o nome de Lula é retirado, Bolsonaro manteve postura em assuntos polêmicos, ao defender o porte de arma ao cidadão comum e ausência do Estado no debate a respeito da desigualdade de tratamento de homens e mulheres no mercado de trabalho. “Há mulheres que ganham mais que homens em diversas empresas. Então vamos lá para baixar o salário dela? Claro que não. O Estado não pode regular isso.”

Temas incômodos de outras eleições para Alckmin e Marina foram trazidos à tona. Meirelles, por exemplo, relembrou que tucanos criticaram o Bolsa Família. “O DEM, seu aliado, disse que o programa escraviza pessoas”, disparou. Alckmin prometeu expandir o projeto. “O Bolsa Família nada mais é do que junção de programas de governos do PSDB.”

Para Marina, o aborto voltou a ser tratado. “Tema complexo. Envolvem questões de naturezas emocional, filosófica, moral e religiosa. Todos queremos que nenhuma mulher tenha que fazer aborto, porque não é método contraceptivo”, disse ela, se mostrando contra o aborto. “Mas defendo plebiscito.”

A Lava Jato também esteve em discussão. Senador paranaense, Alvaro Dias avisou que, se eleito, o juiz federal Sérgio Moro, responsável por casos dessa operação em primeira instância, será seu ministro da Justiça. “A Lava Jato será política de Estado.”

Ciro, por sua vez, criticou a reforma trabalhista promovida pelo governo Temer, que, segundo ele, aumentou a insegurança do empregado no Brasil. “São 32 milhões de pessoas na informalidade, fugindo do rapa. Essa reforma foi selvageria”. Boulos também alfinetou o governo Temer. “Não temos só um candidato que defende esse governo. Temos vários. São os 50 tons de Temer.”

Daciolo comemorou o fato de aparecer em rede nacional. “Não me colocam em nenhuma pesquisa, nem para eu ter 0% de citações. A população agora pode me conhecer.” 



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