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Com desabastecimentos pontuais, consumidores reclamam de preços

Daniel Tossato/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Daniel Tossato
Do Diário OnLine

30/05/2018 | 20:07


Os supermercados do Grande ABC encaram o décimo dia de impacto causado pela paralisação dos caminhoneiros, que reivindicavam queda no preço do óleo diesel. O Diário percorreu alguns estabelecimentos da região e constatou que a greve não alterou, de forma substancial nas prateleiras, mas os valores de alguns alimentos essenciais continuam a assustar o consumidor.

Na Coop do Parque Novo Oratório, em Santo André, o setor de hortifruti tinha movimento tímido. Muitos clientes reclamavam do preço do tomate, comercializado a R$ 7,99 o quilo, e da batata, que era vendida também a R$ 7,99 o quilo, na semana passada o alimento era encontradpo por R$ 2,49 o quilograma, o que configura aumento de mais de 200%. Por lá, foi notada a falta da mandioquinha nas prateleiras, que só tinha a placa indicando o preço de R$ 12,99 o quilo, quando há 15 dias o mesmo tubérculo poderia ser encontrado a R$ 4,49, ou seja, um aumento de 189% em seu valor

Na mesma cidade, no supermercado Nagumo, que fica na Vila Alzira, o preço do tomate continua assustando os consumidores, sendo comercializado a R$ 7,99 o quilo, quase empatado com a cebola, que é vendida por R$ 7,98. Antes da crise de desabastecimento, estes legumes era comercializados a R$ 5,98 e R$ 4,98 respectivamente. “Eu iria levar um pouco de tomate, mas nesse preço é praticamente impossível. Vou voltar para casa de mãos vazias”, lamentou o aposento Paulo Gomes, 59 anos, que foi ao local somente para comprar o produto.

Sem a opção de deixar o produto na prateleira, o empresário Hélio Rodrigues, 63, levou cinco tomates. “Amanhã é feriado de Corpus Christi e eu tenho que levar, pois tem churrasco e não pode faltar o vinagrete.”

De acordo com o encarregado geral do Nagumo, Edilson dos Reis, os peixes são os únicos alimentos que estão começando a faltar. “Peixes como pescada, tilápia e corvina não foram entregues nesta semana, temos somente o que está no balcão.”

O último mercado visitado pelo Diário foi o Carrefour da Avenida dos Estados, também em Santo André. Com valores um pouco mais abaixo de outros concorrentes, o setor de hortifruti estava movimentado. Já no lado dos legumes, a batata, considerada um dos itens mais procurados, era encontrada a R$ 6,99 o quilo, sendo que fora da crise de abastecimento pode ser comprada por R$ 2,49 o quilo.

A rede apresentou o melhor preço para o tomate, R$ 4,99 o quilo, e a dona de casa Lourdes da Costa, 56, resolveu encarar. “Vou levar um pouco antes que volte a subir.”

A rede continua com placa que indica que cada cliente pode levar somente cinco unidades de cada item.

De acordo com a Aeceasa (Associação das Empresas da Ceasa do Grande ABC) a saca de batata nos últimos dias passou de R$ 50 para R$ 200 e a caixa de tomate de 18 quilos de R$ 70 para R$ 120.
 



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