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Paraplégico atropela e prensa
ladrão na parede após roubo

Baleado há 10 anos, o comerciante de 57 anos de
Santo André não aguentou ser vítima mais uma vez


Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

07/04/2012 | 07:00


Dez anos depois de levar um tiro em assalto e ficar paraplégico, comerciante de 57 anos não pensou duas vezes antes de perseguir e atropelar outro criminoso que, junto com seu comparsa, o roubou na manhã de quinta-feira na porta da sua casa, na Vila Guiomar, em Santo André.

“Meu pavio é muito curto e não tenho mais a perder”, disse. Há dez anos, no bairro Homero Thon, na cidade, ele estava em seu carro quando foi abordado por dupla em uma moto. O criminoso que estava na garupa ficou de pé e atirou nas costas. Foi sua sorte. A bala percorreu a espinha. O comerciante ficou 20 dias em coma, 80 na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). “Não fiquei com nenhum trauma psicológico. Apenas comecei a prestar mais de atenção.”

Às 11h30 de quinta-feira, enquanto se preparava para deixar a garagem de casa com seu Scenic preto, foi abordado por dois criminosos a pé. Queriam o dinheiro com que ele pagaria os funcionários de sua lanchonete, no Centro da cidade. Um dos bandidos conseguiu escapar, mas o balconista Pedro Lira da Silva, 39 anos, se deu mal. O comerciante o perseguiu de carro e, mesmo com o criminoso atirando com um revólver calibre 38, acabou atropelando-o e o prensando contra um muro em viela próxima.

“Ele tinha sido agressivo, me ameaçou. Depois foi a minha vez. Perguntei para ele quem tinha perdido, pedi para me encarar do jeito que me encarava antes”, disse. Silva está internado em estado grave no Hospital Municipal da cidade com a bacia, pernas, braços, costela, joelhos e fêmur quebrados. Sofreu também escoriações graves no rosto e corpo.

O caso foi registrado no 4º DP (Jardim) da cidade. O comparsa de Silva fugiu levando uma mala de notebook com o aparelho, R$ 4.000 em dinheiro, talões de cheques, cartões de crédito e débito e documentos pessoais. O balconista, morador do Jardim Santo André, foi autuado em flagrante por roubo qualificado e será encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) local após deixar o hospital.

No momento em que foi atropelado, ele ainda recebeu ajuda de populares, que não sabiam que se tratava de um ladrão. “Ele ainda fez cara de anjo, ficaram com dó, pensando que eu tinha atropelado ele”, disse.

O comerciante agiu em legítima defesa, segundo o boletim de ocorrência. Apesar de ser recomendável não reagir em casos de assaltos, ele garante que voltará a repetir tal atitude se necessário. O carro ficou com a lataria totalmente amassada, vidros quebrados e o para-choque danificado. “Vou pagar esse prejuízo com o maior prazer”, disse.

“Chega de dar dinheiro para crimonoso. Não tenho aposentadoria, minha vida foi arruinada. Sempre fui independente, hoje dependo dos outros”, completou.



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