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Em quatro cidades, iluminação de LED representa menos de 7%

Claudinei Plaza Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Das 127.236 luminárias de S.Bernardo, Mauá, Sto.André e S.Caetano, 8.482 têm a tecnologia


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

31/12/2017 | 07:00


 A tecnologia LED (diodo emissor de luz, na sigla em inglês) permite economia de gastos e garantia na melhoria do serviço de iluminação pública, no entanto, em quatro cidades do Grande ABC (Santo André, São Bernardo, São Caetano e Mauá), apenas 6,66% dos pontos de luz existentes têm esse perfil. Das 127.236 luminárias existentes nessas cidades, somente 8.482 são de LED. O restante envolve lâmpadas de vapor de sódio (luz amarela) ou de vapor metálico (luz branca).

A Prefeitura de Ribeirão Pires, por exemplo, informou que existem 14.454 pontos espalhados pela cidade, e que a atual gestão já fez substituições de lâmpadas convencionais por LED em algumas áreas. Só não revelou a quantidade trocada. A média do valor anual da conta de iluminação pública é de R$ 3,5 milhões. Diadema e Rio Grande da Serra não informaram.

Em Santo André, dos 51.027 pontos de iluminação, 3.000 são com lâmpadas LED, instaladas neste ano, com investimento de R$ 3 milhões. Segundo a administração, na Avenida Dom Pedro II, por exemplo, foram instaladas 206 unidades. Em substituição de luminárias convencionais de 250 w de potência, foram instaladas de 200 w, o que representa economia de 20%.

“Considerando o tempo de uso de uma luminária de quase 12 horas por dia, há economia próxima de R$ 11 mil anuais nesta via, por conta da troca de equipamento convencional para o LED. Outro exemplo é a Avenida Dom Pedro I, onde foram trocadas 139 luminárias de 250 w por de 150 w, representando economia anual acima de R$ 17 mil”, explica a Prefeitura, em nota.

A média de consumo medido em todos os próprios públicos da cidade, alimentados com energia da concessionária AES Eletropaulo, gera custo anual de R$ 15,5 milhões.

O parque de iluminação pública de São Bernardo é constituído de pouco mais de 40 mil pontos, basicamente por iluminação convencional com lâmpadas de vapor sódio e metálico. Em 2017, o município instalou seis luminárias com tecnologia LED na Avenida Pery Ronchetti, para testes e ensaios. A Prefeitura não informou o custo médio anual com iluminação pública.

São Caetano tem 11.209 pontos de luz, sendo 376 em LED, distribuídos na Avenida Goiás (164 luminárias), Avenida Presidente Kennedy (86) e Rua Visconde de Inhaúma (126), todas colocadas neste ano, com custo de R$ 334,2 mil. O gasto da administração com a iluminação, em 2017, girou em torno de R$ 4,4 milhões.

Mauá possui 25 mil luminárias. Desse total, 5.100 são lâmpadas de LED. Sobre os custos com a iluminação pública anualmente, a administração não informou.

 

PROJETOS

As prefeituras projetam modernizações na área nos próximos anos. Em Santo André, a atual gestão retomou o programa Banho de Luz, que prevê modernizar, em prazo máximo de dois anos, 20 mil pontos de iluminação com recursos da ordem de R$ 8 milhões da CIP (Contribuição de Iluminação Pública). A proposta abrange não só luminária de LED, mas também de vapor metálico.

O Executivo de São Bernardo informou que, em 2018, serão instalados equipamentos com tecnologia LED nas principais avenidas, como Estrada dos Alvarenga e avenidas Vergueiro e Avenida Kennedy.

Por meio de convênio com a AES Eletropaulo, a administração recebeu, em 2017, investimento de R$ 1,4 milhão para a troca de 4.550 lâmpadas semafóricas incandescentes por LED, que proporcionarão economia de 1.089 MWh/ano, cerca de 90% menor em relação ao total utilizado atualmente pelas estruturas e equivalente ao consumo de aproximadamente 480 residências.

O governo de São Caetano prevê substituir o restante da iluminação convencional por LED em três anos. Com a troca total, o município ressaltou que haverá economia de aproximadamente 55% na fatura de iluminação pública.

Em Mauá, a expectativa é trocar, até o fim de 2018, entre 12 mil e 14 mil lâmpadas convencionais por de LED.

Diadema tem em andamento projeto de PPP (Parceria Público-Privada) que prevê a troca de 20.125 pontos de iluminação por lâmpadas de LED em praças, parques, ruas, avenidas e vielas da cidade, em um período de até quatro anos. A parceria será de 25 anos, e o valor do contrato é de R$ 45 milhões, com recursos da CIP.

A Prefeitura de Ribeirão Pires informou que passou a trabalhar o Plano Municipal de Gestão Energética no início deste ano, durante curso ministrado pela AES Eletropaulo sobre uso eficiente de energia elétrica para servidores. “No documento entregue por representantes da Eletropaulo à Prefeitura, constam seis projetos para tornar o uso de energia elétrica mais eficiente no município. Entre as propostas estão a melhoria do sistema de iluminação de prédios da Prefeitura, a exemplo do Paço, a troca de lâmpadas de equipamentos públicos por LED, entre outros”, informou a administração, completando que, se implantados, os projetos, que incluem mudanças de hábito entre os próprios servidores públicos, poderão gerar economia de cerca de R$ 1,8 milhão até 2020 e uma redução de 49% no consumo de energia elétrica (em relação a 2016).

 

Especialistas listam vantagens aos cofres públicos e à população

 

São vários os benefícios que a substituição das lâmpadas convencionais por LED proporcionam, não só à administração pública, mas à população, apontam especialistas. “A vida útil (das luminárias tradicionais), por exemplo, é bem menor que a de LED. Com certeza a substituição é bastante vantajosa”, pontua o professor de Engenharia Elétrica do Centro Universitário FEI Francisco da Costa Saraiva Filho. A vida útil desse tipo de tecnologia gira em torno de sete a oito anos, duas vezes mais que as lâmpadas convencionais.

Especialista em Engenharia Elétrica da Universidade Mackenzie, Agostinho Pascalicchio aponta economia aos cofres públicos. “Lâmpadas LED são bem mais econômicas e a redução na conta para o município chega a até 70%”. Ele lembra que, há cerca de três anos, era comum associar a tecnologia a alto investimento, mas que agora essa percepção mudou. “(O valor) Deixou de ser argumento válido, porque já se sabe que o custo é compensado pelo benefício. Entre 28 e 36 meses o recurso investido volta com economia gerada.”

Do outro lado, Pascalicchio pontua que a sociedade ganha em qualidade de vida, com iluminação pública de LED. “Há ganho em luminosidade, que beneficia a segurança. Além disso, com a economia que ela oferece, mais pontos de iluminação passam a ser pensados e pode beneficiar outras regiões. É melhora no planejamento energético da cidade.”



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