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Polícia Civil acha cemitério com vítimas executadas pelo PCC em Mauá

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Espaço no Jd.Itaussu, em Mauá, era utilizado
pela facção criminosa como ‘tribunal do crime’


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

10/10/2017 | 07:00


 Quatro corpos de vítimas condenadas à morte pelo ‘tribunal do crime’ da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) foram encontrados ontem por equipes do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), enterrados em cemitério clandestino, em Mauá. Os cadáveres das vítimas – executadas por integrantes da facção em 27 de setembro – foram achados dentro de uma única cova em área de mata fechada na Estrada do Carneiro, no Jardim Itaussu.
De acordo com o delegado Antônio José Pereira, titular da 1ª Delegacia do Patrimônio (Investigações de Roubo e Latrocínio) do Deic, órgão da Polícia Civil, as vítimas – uma mulher e três homens –, ainda não identificadas pela polícia, estariam envolvidas na morte de outro integrante da facção, executado pelo grupo no fim do mês passado, também em Mauá.

“A investigação aponta que a vítima feminina que encontramos aqui no cemitério clandestino teria, dias atrás, mandado matar o seu próprio marido. Este fato foi descoberto por integrantes da facção, houve um julgamento entre eles e foi determinada a execução dela, de dois dois rapazes envolvidos na execução do marido e de um outro homem que seria o informante deles”, observa Pereira.

Os cadáveres foram encontrados todos com as mãos amarradas e corpos já em decomposição. As vítimas teriam sido julgadas durante a realização de audiência do ‘tribunal do crime’ – ferramenta criada pela facção criminosa para julgar integrantes do PCC que descumprem regras internas – no próprio cemitério clandestino. “Se você não agir de acordo com o regulamento da facção, o resultado é este. Você é julgado, absolvido ou condenado. A pessoa pode, por exemplo, ser condenada a ter duas pernas quebradas e os membros enviados para outro Estado, ou até mesmo à morte”, explica o delegado.

No caso descoberto em Mauá ontem, cerca de dez a 14 integrantes do PCC estiveram no julgamento, todos parcialmente identificados. Segundo a investigação, no entanto, duas vítimas já chegaram mortas ao cemitério clandestino e não foram submetidas ao tribunal. “Os outros dois acabaram sendo julgados e mortos aqui mesmo”.

Até o fechamento desta edição, somente uma mulher, que estaria envolvida no crime, havia sido presa pela polícia, mas não teve a identidade revelada. Ela teria participado do julgamento realizado pela facção criminosa. O Deic já realiza outras operações em busca dos demais envolvidos, todos, a princípio, moradores da região.

Segundo o Deic, a área onde as outras duas vítimas teriam sido executadas já está sendo analisada por equipes da corporação.

Sobra a identificação das vítimas, de acordo com o delegado responsável pelo caso, a investigação já possui em mãos nome de dez pessoas desaparecidas em Mauá nos últimos 15 dias que podem ter envolvimento com o caso. Os corpos foram encaminhados para o IML (Instituto Médico-Legal) de Santo André, onde passarão por exames de identificação.

O caso continua sendo investigado pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais).

ESTATÍSTICA

De acordo com dados da SSP (Secretaria Estadual da Segurança Pública), Mauá registrou, de janeiro até agosto, 32 casos de homicídio. Em todo o ano passado, foram observados 28.



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