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País discute cooperação com Argentina em lácteos



18/09/2010 | 07:06


A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados realiza no dia 20 reunião em Brasília para discutir propostas que permitam a realização de ações de cooperação entre Brasil e Argentina no setor de lácteos.

A Câmara é um fórum consultivo ligado ao Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), com representantes dos setores público e privado. Juntos, os países produzem entre 38 bilhões e 40 bilhões de litros de leite por ano, conforme dados da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

"Só concordamos com a construção dessa cooperação se for para que os dois países transformem-se em uma plataforma de exportação de lácteos para terceiros mercados", disse ontem o presidente da Câmara Setorial e presidente da Comissão Nacional da Pecuária de Leite da CNA, Rodrigo Alvim.

Segundo o executivo, a criação dessa "plataforma de exportação de lácteos" pode contar com incentivos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), por parte do Brasil; e do Banco de La Nación, do lado argentino.

Na reunião de segunda-feira será elaborado um documento que detalhará a posição do setor produtivo brasileiro em relação à proposta. Esse texto será levado a Buenos Aires, onde no dia 7 de outubro ocorre uma reunião conjunta de autoridades do setores lácteos dos dois países com o objetivo de avançar na construção do plano de cooperação, pontuou o presidente.

Atualmente, os dois países atuam como competidores na área de lácteos, e não de forma complementar. O Brasil, inclusive, já chegou a acusar a Argentina de realizar práticas de comércio desleal nesse segmento.

"Por isso apoiamos um plano que tenha por objetivo exportar para terceiros países. Se for para inundar o Brasil de leite em pó argentino, não há porque avançar nesse processo", afirmou Alvim.



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