A suspeita surgiu depois do encontro da pistola e de uma carta na carteira de Lima para um certo Pinheiro Júnior, considerada comprometedora pelo delegado plantonista do 3º DP de São Bernardo, Gerson Peranovich, que registrou o caso.
A carta, de 16 de setembro, teria sido escrita por presos da cadeia de Diadema. Num trecho da carta, o interlocutor descreve a rotina da cadeia e pede para que os amigos não o esqueçam na prisão. “Eu espero sair logo daqui para somar com vocês aí no mundão de novo, lado a lado, como sempre fomos, espero que cheguem a mim o mais rápido possível”.
Nenhum dos quatro detidos admitiu a posse da arma ou deu detalhes sobre a carta e o possível resgate. O delegado Peranovich indiciou todos por porte ilegal de arma e formação de quadrilha ou bando.
Segundo a polícia, Pinheiro Filho já foi preso por tráfico de drogas e diversos roubos e estava cumprindo pena em regime semi-aberto. Já seu companheiro Lima é fugitivo do presídio de Hortolândia, interior do Estado, e estava sendo procurado.
Fuga – Em Ribeirão Pires, um grupo de presos tentou fugir na madrugada desta segunda-feira da cadeia pública da cidade. Por volta das 4h, os carcereiros encontraram uma tereza – corda feita pelos detentos a partir de pedaços de lençol e roupa – presa junto a grade sobre o pátio destinado ao banho de sol. Em revista na cadeia, os carcereiros verificaram que as portas de duas celas estavam com as grades serradas. A fuga teria sido tentada por esses grupos de presos. Ninguém conseguiu fugir.
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