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Julgamento de morte em Mauá é adiado

Rafael Mendes Caetano, 23, foi jogado de mezanino em balada; família espera há dois anos


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

13/04/2017 | 07:00


Após espera de mais de dois anos, a família do jovem Rafael Mendes Caetano, 23 anos, precisou adiar mais uma vez a conclusão do caso envolvendo o assassinato do rapaz. O julgamento de Rudinei Dias Morini Júnior e Fábio Félix, acusados de matar o jovem – atirado de mezanino de casa noturna em Mauá, em outubro de 2014 –, foi adiado por um mês.

Conforme o TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), o júri foi redesignado para o dia 12 de maio, às 10h. A justificativa foi a de que “os envolvidos no julgamento entenderam que há necessidade de um documento que não foi anexado a tempo ao processo”, informou em nota.

Os familiares receberam a informação de que o júri tinha sido adiado no fim da tarde de anteontem, quando procurou a promotoria para saber informações sobre o julgamento. Amigos e familiares, que não foram avisados do adiamento a tempo, compareceram ao Fórum de Mauá com camisetas com a foto da vítima.

“Achei descaso com a gente e todo o público. Eles não iam nem avisar se a gente não fosse lá. Depois de dois anos, vamos ter de esperar mais tempo ainda”, contou o irmão do jovem assassinado, Thiago Mendes Caetano, 30 anos.

O tribunal informou que em relação à comunicação aos envolvidos, os advogados possuem conhecimento da redesignação. Porém, a família reiterou não ter recebido a informação do defensor público.

Conforme Thiago, todas as testemunhas do julgamento que compareceram ao local já foram intimadas novamente. “Muitas pessoas estavam lá de manhã, até testemunhas de defesa. Todo mundo que foi teve de ser reintimado. Esperamos que não se adie de novo”, explicou.

A mãe de Rafael e Thiago, Maria José Mendes Caetano, 57, mudou-se para outro Estado desde a morte do filho e vai precisar viajar novamente para assistir ao júri. “Fiquei muito chateada quando recebi a notícia, porque saí de muito longe, e a gente não tem dinheiro para gastar dessa forma. Na verdade, a gente ainda não digeriu o que aconteceu. Não vou poder ficar aqui porque deixei parente tomando conta das minhas coisas, mas não vou poder faltar ao julgamento”, afirmou.

Apesar de não sair de Mauá com a condenação dos acusados, dona Maria tem grandes esperanças para o júri. “A gente esperava uma conclusão, mas estamos orando, Deus está no controle de tudo, e a gente não pode questionar o que acontece”, contou.

Além dos dois acusados, o inquérito sobre a morte de Rafael foi desmembrado em mais dois processos, que envolvem cinco pessoas, todos eles em segredo de Justiça. O julgamento, que foi remarcado, é o primeiro envolvendo o caso.

A vítima comemorava novo emprego em casa noturna da Avenida Portugal com amigos. Ele foi agredido por policiais militares depois de tê-los chamado de ‘parça’ e oferecido bebida ao grupo.



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