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Engenharia tem espaço em Mauá


Bruno Martins
Especial para o Diário

20/08/2011 | 07:15


Se depender da vontade de alguns estudantes de Mauá, o Brasil estará servido de bons engenheiros no futuro, especialistas nas mais diferentes áreas. Mais escolas da cidade participaram ontem do Desafio de Redação, concurso literário promovido pelo Diário com patrocínio da Petrobras, co-realização da USCS e DAE São Caetano e apoio da Ecovias.

Para os alunos que cursam até o 2º ano do Ensino Médio, o tema proposto neste ano é Profissões do Futuro, para fazê-los refletir sobre que carreira desejam seguir.

A professora de Português Cíntia da Silva, do Colégio Vinicius de Moraes, disse que a preparação para o Desafio começou logo no retorno das férias. Durante os trabalhos em sala, ela percebeu que muitos alunos se interessaram por engenharia.

Aluna do 6º ano, Tais Paiva Cruz, 11 anos, é um dos exemplos. Ela quer trabalhar como engenheira alimentar. "Desde pequena gosto de ficar na cozinha, observar e fazer alimentos", afirmou.

Contando sobre o conteúdo da redação que escreveu para o Desafio, a menina deixou claro que as panelas e o fogão não são apenas para as mulheres. "Os homens também ficam na cozinha, e cozinham bem. Não há diferença", disse.

Tais não é a única futura engenheira da escola, localizada no Jardim Haydee. O estudante Ariel Lucca Santana dos Santos, 10, vai investir na área de tecnologia. "Quero ser engenheiro da computação porque gosto de criar jogos e sites para as pessoas se divertirem."

O futuro da profissão não fica restrito ao Vinicius de Moraes. O aluno do 7º ano Renan Luchiari, 12, do Colégio Raios de Sol, quer ser engenheiro aeronáutico. "Gosto de aviões."

Mesmo quem está em dúvida sobre o que será no futuro, cita a engenharia entre as opções. É o caso de outro estudante do 7º ano, Nathan Dantas, 12. Se ele não quiser ser um juiz de Direito, o País terá um engenheiro ambiental.

Ele conta que escreveu, entre outras coisas, sobre os principais problemas relacionados à natureza. "Desmatamento, queimadas, caça e contrabando de animais", enumera.

Nathan não apenas se preocupa com os animais, como também possui alguns bichos de estimação em casa. "Tenho uma tartaruga, uma chinchila e um peixe", afirmou.

A coordenadora do Raios de Sol, Kelly da Silva Leonardi, aprovou o Desafio. "Acho a ideia perfeita. Estimula (o aluno) a escrever, principalmente sobre temas atuais."

 

Desejo de ser juíza espanta colegas 

No fim da primeira semana do Desafio de Redação em Mauá, medicina continua a ser a carreira apontada pelos estudantes como escolha para o futuro. A vontade de salvar vidas parece fazer parte dos sonhos e do idealismo dos mais jovens.

É assim com Kauane do Prado, 13 anos, da Escola Estadual Vila Magine II. Depois de perder uma tia com câncer, decidiu que um dia irá ser médica. "Além de ajudar as pessoas você faz bem a si mesmo, porque pode dar amor e carinho."

Essa mesma vontade de fazer a diferença fez com que a colega de Kauane, Evelyn Poltronieri, 13, já tenha certeza de que, se tudo der certo, ocupará o cargo de juíza. "Acho que assim posso ajudar a melhorar o Brasil." Evelyn já procurou se informar sobre a profissão e o caminho que terá de percorrer até chegar ao posto que deseja: ser juíza federal ou atuar na vara cível.

A escolha é incomum e os colegas estranham. "Eles dão risada e dizem que eu só podia ter escolhido isso mesmo, porque me acham autoritária", contou Evelyn, que reconheceu ser, às vezes, um pouco "mandona".

O recente caso do assassinato da juíza Patrícia Acioli, que era titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, assustou Evelyn. A estudante encarou o fato como exemplo do cuidado que terá que tomar na futura profissão. No entanto, isso não a desanimou. "Mesmo assim quero dar o meu melhor." (Luana Arrais)



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