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Sandro Castellani e mulher são presos em Ribeirão Pires

Ricardo Trida/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Casal dono de loja de fogos de artifício que
explodiu em 2009 estava foragido desde fevereiro


Natália Scarabotto
Especial para o Diário

22/03/2016 | 07:00


Após sete anos da explosão de loja de fogos de artifício na Rua Américo Guazelli, na Vila Pires, em Santo André, o dono do comércio, Sandro Luiz Castellani, 46 anos, e sua mulher, Conceição Aparecida Fernandes, 48, foram presos na noite de domingo. Eles eram considerados foragidos desde o dia 16 de fevereiro, quando foram condenados pela Justiça a oito anos de detenção em regime semiaberto e pagamento de 360 dias-multa (valor aproximado de R$ 244 mi). Na tragédia, duas pessoas morreram.

A PM (Polícia Militar) localizou os culpados depois de receber denúncia anônima. O casal foi detido na casa onde vivia atualmente, em Ribeirão Pires. Castellani e Conceição foram indiciados pelos crimes de explosão culposa resultante em morte e transporte de explosivo sem licença.

O casal foi condenado em 23 de agosto de 2013 pela juíza Daniela de Carvalho Duarte a seis anos de detenção em regime semiaberto. Houve recursos da defesa mas, no dia 18 de setembro de 2014, a pena foi ampliada em dois anos. Houve ainda recursos do casal, mas a sentença final foi emitida na 1ª Vara de Santo André pela juíza Maria Lucinda da Costa no mês passado.

TRAGÉDIA

No dia 24 de setembro de 2009, a explosão da loja Pipa e Cia destruiu um quarteirão do bairro andreense e matou duas pessoas, o primo de Sandro Denian Castellani, 41, e a doméstica Ana Maria de Oliveira Martins, 58, que trabalhava no comércio. Outras 23 ficaram feridas e cerca de 55 tiveram o patrimônio danificado. O acidente ocorreu quando Castellani e o primo trocavam a antena de radioamador do imóvel. O contato do objeto com a grande quantidade de pólvora estocada contribuiu para aumentar a magnitude da explosão. O estabelecimento comercial atuava de forma irregular desde 2003, quando o alvará de funcionamento venceu.

Atualmente o local onde funcionava a loja é um terreno baldio. Os vizinhos que tiveram suas residências destruídas ainda sofrem com os prejuízos físicos e materiais.

O marido da aposentada Giuseppa Felici, 78, gasta, por mês, quase R$ 300 em remédios. “Depois daquele dia, ele começou a ter problemas de memória. Às vezes tem tontura e cai no chão. Não posso deixá-lo sozinho em casa.”

A casa onde mora precisou passar por duas reformas e só ficou totalmente pronta no ano passado. “Não sei o total, mas só na primeira meus filhos pagaram R$ 90 mil.”

O vizinho da loja, o mecânico Wagner Montanari, 55, foi um dos que mais tiveram prejuízos. A casa e a oficina ficaram completamente destruídas e, até hoje, o imóvel está em obras. Apesar de estar morando na casa, ainda falta terminar o teto. “Tive que refazer tudo do zero. Consegui um financiamento que vou pagar em 15 anos. Se colocar na ponta do lápis, gastei cerca de R$ 400 mil a R$ 500 mil”, conta.

O aposentado Esperdito Boine, 71, precisou de cerca de R$ 20 mil para reformar a casa. “Tive que trocar todos os vidros. A obra foi rápida, coisa de quatro meses, mas a indenização é que está demorando.”

De acordo com os moradores, cerca de 12 pessoas entraram com processo contra Castellani para ressarcir os prejuízos mas, até agora, nada foi resolvido.

IRREGULAR

Mesmo após a tragédia na Vila Pires, Sandro Castellani continuou a comercializar produtos sem autorização. Em 2014, o Diário denunciou loja de itens de limpeza caseiros que funcionava na garagem da residência dele, então na Vila Silvestre. Na mesma época, página no Facebook, de suposta responsabilidade do empresário, anunciava a venda de fogos de artifício. Sua mulher negou. Na data, a Prefeitura vistoriou o local e não encontrou explosivos. Ainda assim, a empresa Pipas e Cia. Distribuidora de Fogos Ltda constava no registro da Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo), com objetivo social ‘comércio varejista de fogos de artifício, artigos pirotécnicos, bazar e artigos de época.”  



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Sandro Castellani e mulher são presos em Ribeirão Pires

Casal dono de loja de fogos de artifício que
explodiu em 2009 estava foragido desde fevereiro

Natália Scarabotto
Especial para o Diário

22/03/2016 | 07:00


Após sete anos da explosão de loja de fogos de artifício na Rua Américo Guazelli, na Vila Pires, em Santo André, o dono do comércio, Sandro Luiz Castellani, 46 anos, e sua mulher, Conceição Aparecida Fernandes, 48, foram presos na noite de domingo. Eles eram considerados foragidos desde o dia 16 de fevereiro, quando foram condenados pela Justiça a oito anos de detenção em regime semiaberto e pagamento de 360 dias-multa (valor aproximado de R$ 244 mi). Na tragédia, duas pessoas morreram.

A PM (Polícia Militar) localizou os culpados depois de receber denúncia anônima. O casal foi detido na casa onde vivia atualmente, em Ribeirão Pires. Castellani e Conceição foram indiciados pelos crimes de explosão culposa resultante em morte e transporte de explosivo sem licença.

O casal foi condenado em 23 de agosto de 2013 pela juíza Daniela de Carvalho Duarte a seis anos de detenção em regime semiaberto. Houve recursos da defesa mas, no dia 18 de setembro de 2014, a pena foi ampliada em dois anos. Houve ainda recursos do casal, mas a sentença final foi emitida na 1ª Vara de Santo André pela juíza Maria Lucinda da Costa no mês passado.

TRAGÉDIA

No dia 24 de setembro de 2009, a explosão da loja Pipa e Cia destruiu um quarteirão do bairro andreense e matou duas pessoas, o primo de Sandro Denian Castellani, 41, e a doméstica Ana Maria de Oliveira Martins, 58, que trabalhava no comércio. Outras 23 ficaram feridas e cerca de 55 tiveram o patrimônio danificado. O acidente ocorreu quando Castellani e o primo trocavam a antena de radioamador do imóvel. O contato do objeto com a grande quantidade de pólvora estocada contribuiu para aumentar a magnitude da explosão. O estabelecimento comercial atuava de forma irregular desde 2003, quando o alvará de funcionamento venceu.

Atualmente o local onde funcionava a loja é um terreno baldio. Os vizinhos que tiveram suas residências destruídas ainda sofrem com os prejuízos físicos e materiais.

O marido da aposentada Giuseppa Felici, 78, gasta, por mês, quase R$ 300 em remédios. “Depois daquele dia, ele começou a ter problemas de memória. Às vezes tem tontura e cai no chão. Não posso deixá-lo sozinho em casa.”

A casa onde mora precisou passar por duas reformas e só ficou totalmente pronta no ano passado. “Não sei o total, mas só na primeira meus filhos pagaram R$ 90 mil.”

O vizinho da loja, o mecânico Wagner Montanari, 55, foi um dos que mais tiveram prejuízos. A casa e a oficina ficaram completamente destruídas e, até hoje, o imóvel está em obras. Apesar de estar morando na casa, ainda falta terminar o teto. “Tive que refazer tudo do zero. Consegui um financiamento que vou pagar em 15 anos. Se colocar na ponta do lápis, gastei cerca de R$ 400 mil a R$ 500 mil”, conta.

O aposentado Esperdito Boine, 71, precisou de cerca de R$ 20 mil para reformar a casa. “Tive que trocar todos os vidros. A obra foi rápida, coisa de quatro meses, mas a indenização é que está demorando.”

De acordo com os moradores, cerca de 12 pessoas entraram com processo contra Castellani para ressarcir os prejuízos mas, até agora, nada foi resolvido.

IRREGULAR

Mesmo após a tragédia na Vila Pires, Sandro Castellani continuou a comercializar produtos sem autorização. Em 2014, o Diário denunciou loja de itens de limpeza caseiros que funcionava na garagem da residência dele, então na Vila Silvestre. Na mesma época, página no Facebook, de suposta responsabilidade do empresário, anunciava a venda de fogos de artifício. Sua mulher negou. Na data, a Prefeitura vistoriou o local e não encontrou explosivos. Ainda assim, a empresa Pipas e Cia. Distribuidora de Fogos Ltda constava no registro da Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo), com objetivo social ‘comércio varejista de fogos de artifício, artigos pirotécnicos, bazar e artigos de época.”  

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