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Piscinões estão sujos mesmo com verba de R$ 45 mi para manutenção

Montagem/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Mesmo com investimento milionário na limpeza,
os reservatórios da região acumulam problemas


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

23/12/2015 | 07:00


Com a chegada do verão, período mais intenso de chuvas, o Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica) enfrenta dificuldades para realizar o serviço de limpeza de piscinões da região. Após o órgão assinar, em dezembro do ano passado, contrato no valor de R$ 45,4 milhões e, neste mês, renovar o vínculo com verba de R$ 33,1 milhões, ambos para limpeza, manutenção e operação de 25 reservatórios da região metropolitana de São Paulo, sendo 19 no Grande ABC, sujeira e mato alto ainda são comuns nos reservatórios.

Ao todo, o contrato firmado com a empresa DP Barros Pavimentação e Construção Ltda prevê a limpeza de dez piscinões em São Bernardo, quatro em Mauá, três em Diadema, um em Santo André e um em São Caetano, além de outros seis na Grande São Paulo. Entretanto, até o momento, ao menos oito deles, visitados pelo Diário nesta semana, não apresentam 100% de condições para combater enchentes. Sujeira excessiva, mato alto e má-conservação são comuns nos reservatórios vistoriados pela equipe de reportagem.

Em Mauá, moradores que residem ao lado do Piscinão Sônia Maria temem que acúmulo de detritos possa representar risco à drenagem urbana em decorrência do grande volume de precipitações registradas ao longo do verão. “As chuvas já estão fortes, imagina em janeiro, quando elas são ainda piores. Do jeito que está, com certeza vamos ter problema”, relata a balconista Vanilza Duarte, 46 anos.

No Piscinão Mercedes Benz, em Diadema, o que preocupa é a vegetação. A altura do mato chega a mais de um metro. Segundo funcionária que não quis se identificar, equipe do Daee visitou o local e informou que a manutenção da área seria feita no fim deste mês. Entretanto, até o momento, o cenário é de total abandono.

No reservatório ao lado da Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André, a sujeira do piscinão é tão grande que transformou a água parada em lago poluído.

De acordo com o Daee, desde 2011 o governo do Estado, por meio do órgão, vem auxiliando municípios da Região Metropolitana com dificuldades de orçamento na manutenção de seus piscinões. O departamento ressaltou ainda que “os trabalhos são contínuos e, com isso, mantêm todos em plenas condições para receber o volume de chuvas.”

Apesar disso, ao informar a tabela com a quantidade de sedimentos retirados dos reservatórios no período entre dezembro de 2014 e este mês, é possível notar insuficiência do serviço de manutenção.

Um exemplo pode ser visto no Piscinão Paço Municipal, em Mauá. O local tem capacidade para 136 mil m³ de água da chuva, mas só teve escavação de 23,6 mil m³ de sedimentos. Embora o volume total não seja ocupado por sujeira, mas sim por líquido, o número fica bem abaixo da capacidade. O resultado disso é acúmulo de vegetação em toda sua área. O mesmo cenário pode ser visto no Piscinão Mercedes Pauliceia, em São Bernardo. Na área de 380 mil m³, somente 9,9 mil foram escavados. Atualmente, mato alto encobre todo o fundo do reservatório.

MUNICÍPIO

Apontados como uma das principais soluções para evitar enchentes na região, os reservatórios de responsabilidade dos municípios também têm enfrentado situação preocupante neste início de verão.

Em São Bernardo, piscinão localizado na Rua Guilherme de Almeida, inaugurado neste ano, já enfrenta acúmulo de sujeira. No local, centenas de garrafas PET dificultam a passagem de água pelas grades de escoamento do reservatório.

De acordo com o coletor André Ribeiro, 42, que trabalha em ecoponto localizado no mesmo terreno, desde a inauguração do local nenhum funcionário da Prefeitura realizou a manutenção da área. “Nunca limparam. Olha só a situação disso. Mosquitos e bichos ficam aqui o dia todo, sem falar que pessoas acabam fazendo o descarte irregular de lixo no piscinão.”

Segundo a administração municipal, “o corte de mato está previsto para ser realizado na próxima semana, conforme cronograma já pré-estabelecido.” Além disso, as manutenções preventivas são realizadas quatro vezes por ano em todos os piscinões municipais.

Em Santo André, a situação dos reservatórios municipais é um pouco melhor, porém, no reservatório Santa Terezinha é possível encontrar sujeira nas margens.

De acordo com o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), neste ano foram feitas manutenções em cinco ocasiões, sendo a última delas em outubro. 



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Piscinões estão sujos mesmo com verba de R$ 45 mi para manutenção

Mesmo com investimento milionário na limpeza,
os reservatórios da região acumulam problemas

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

23/12/2015 | 07:00


Com a chegada do verão, período mais intenso de chuvas, o Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica) enfrenta dificuldades para realizar o serviço de limpeza de piscinões da região. Após o órgão assinar, em dezembro do ano passado, contrato no valor de R$ 45,4 milhões e, neste mês, renovar o vínculo com verba de R$ 33,1 milhões, ambos para limpeza, manutenção e operação de 25 reservatórios da região metropolitana de São Paulo, sendo 19 no Grande ABC, sujeira e mato alto ainda são comuns nos reservatórios.

Ao todo, o contrato firmado com a empresa DP Barros Pavimentação e Construção Ltda prevê a limpeza de dez piscinões em São Bernardo, quatro em Mauá, três em Diadema, um em Santo André e um em São Caetano, além de outros seis na Grande São Paulo. Entretanto, até o momento, ao menos oito deles, visitados pelo Diário nesta semana, não apresentam 100% de condições para combater enchentes. Sujeira excessiva, mato alto e má-conservação são comuns nos reservatórios vistoriados pela equipe de reportagem.

Em Mauá, moradores que residem ao lado do Piscinão Sônia Maria temem que acúmulo de detritos possa representar risco à drenagem urbana em decorrência do grande volume de precipitações registradas ao longo do verão. “As chuvas já estão fortes, imagina em janeiro, quando elas são ainda piores. Do jeito que está, com certeza vamos ter problema”, relata a balconista Vanilza Duarte, 46 anos.

No Piscinão Mercedes Benz, em Diadema, o que preocupa é a vegetação. A altura do mato chega a mais de um metro. Segundo funcionária que não quis se identificar, equipe do Daee visitou o local e informou que a manutenção da área seria feita no fim deste mês. Entretanto, até o momento, o cenário é de total abandono.

No reservatório ao lado da Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André, a sujeira do piscinão é tão grande que transformou a água parada em lago poluído.

De acordo com o Daee, desde 2011 o governo do Estado, por meio do órgão, vem auxiliando municípios da Região Metropolitana com dificuldades de orçamento na manutenção de seus piscinões. O departamento ressaltou ainda que “os trabalhos são contínuos e, com isso, mantêm todos em plenas condições para receber o volume de chuvas.”

Apesar disso, ao informar a tabela com a quantidade de sedimentos retirados dos reservatórios no período entre dezembro de 2014 e este mês, é possível notar insuficiência do serviço de manutenção.

Um exemplo pode ser visto no Piscinão Paço Municipal, em Mauá. O local tem capacidade para 136 mil m³ de água da chuva, mas só teve escavação de 23,6 mil m³ de sedimentos. Embora o volume total não seja ocupado por sujeira, mas sim por líquido, o número fica bem abaixo da capacidade. O resultado disso é acúmulo de vegetação em toda sua área. O mesmo cenário pode ser visto no Piscinão Mercedes Pauliceia, em São Bernardo. Na área de 380 mil m³, somente 9,9 mil foram escavados. Atualmente, mato alto encobre todo o fundo do reservatório.

MUNICÍPIO

Apontados como uma das principais soluções para evitar enchentes na região, os reservatórios de responsabilidade dos municípios também têm enfrentado situação preocupante neste início de verão.

Em São Bernardo, piscinão localizado na Rua Guilherme de Almeida, inaugurado neste ano, já enfrenta acúmulo de sujeira. No local, centenas de garrafas PET dificultam a passagem de água pelas grades de escoamento do reservatório.

De acordo com o coletor André Ribeiro, 42, que trabalha em ecoponto localizado no mesmo terreno, desde a inauguração do local nenhum funcionário da Prefeitura realizou a manutenção da área. “Nunca limparam. Olha só a situação disso. Mosquitos e bichos ficam aqui o dia todo, sem falar que pessoas acabam fazendo o descarte irregular de lixo no piscinão.”

Segundo a administração municipal, “o corte de mato está previsto para ser realizado na próxima semana, conforme cronograma já pré-estabelecido.” Além disso, as manutenções preventivas são realizadas quatro vezes por ano em todos os piscinões municipais.

Em Santo André, a situação dos reservatórios municipais é um pouco melhor, porém, no reservatório Santa Terezinha é possível encontrar sujeira nas margens.

De acordo com o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), neste ano foram feitas manutenções em cinco ocasiões, sendo a última delas em outubro. 

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