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Por que sentimos medo?

Reações químicas no corpo resultam em características como mãos suadas e respiração acelerada


Luis Felipe Soares

08/11/2015 | 07:00


 O fato de sentirmos medo é um reflexo do cérebro em relação a uma situação estranha. Na verdade, acaba sendo uma reação da mente ao que não entendemos bem e que podemos achar perigoso. Trata-se de uma espécie de botão de alerta acionado pelo corpo para que fiquemos atentos com algo ou alguém desconhecido ou novo. Começa como ansiedade e sua evolução pode se transformar em medo diante de um barulho inesperado, um animal bravo ou um momento de tensão.

Um dos casos mais conhecidos é o medo do escuro, no qual as pessoas não conseguem ver nada e a imaginação entra em ação ao criar coisas que não estão em um determinado lugar. É nessa hora que perdemos o controle do que está à nossa volta e o cérebro parece ativar um modo de proteção especial. Há um pavor um tanto quanto sem sentido, uma vez que não há um perigo real.

As lembranças e informações servem como fonte para determinadas fobias (horror para certas coisas e situações). Quem diz ter medo de barata, por exemplo, é capaz de relacionar o inseto com a figura de um bicho sujo, feio e que está ligado a muitos fatores ruins, como doenças. A existência de uma barata na frente de algumas pessoas retoma todas essas ideias negativas, além de possíveis experiências traumáticas, gera mescla de sentimentos como temor e nojo.

Mãos suadas, respiração mais acelerada do que o normal e tremores involuntários são algumas características ligadas ao horror que podemos ter. Tudo faz parte de reações químicas dentro do nosso corpo e está ligado ao instinto de sobrevivência dos seres humanos.

O enfrentamento dessas situações de maneira controlada e conversas com profissionais do comportamento, caso do psicólogo, ajudam a lidar com os medos, seja de cachorro, água, altura, falar em público ou de lugares fechados.

O pânico é um tipo mais complexo de medo, capaz de afetar negativamente a vida das pessoas. Tem o poder de gerar uma reação completamente fora do controle, como sair correndo ou gritos inesperados.

ANIMAÇÃO. O sentimento ganhou forma e cores no filme Divertida Mente, da Disney/Pixar. No desenho, Medo é uma das figuras que moram na cabeça de Riley e a deixam sempre alerta para que fique em segurança.

Pergunta de Ana Julia Fernandes Tassin, 11 anos, de São Paulo, morre de medo de passar pelo corredor de sua casa quando está escuro. “Não acho que seja somente coisa da nossa cabeça, mas também envolve os sentimentos.”

Consultoria de André Correia, psicólogo clínico.



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Por que sentimos medo?

Reações químicas no corpo resultam em características como mãos suadas e respiração acelerada

Luis Felipe Soares

08/11/2015 | 07:00


 O fato de sentirmos medo é um reflexo do cérebro em relação a uma situação estranha. Na verdade, acaba sendo uma reação da mente ao que não entendemos bem e que podemos achar perigoso. Trata-se de uma espécie de botão de alerta acionado pelo corpo para que fiquemos atentos com algo ou alguém desconhecido ou novo. Começa como ansiedade e sua evolução pode se transformar em medo diante de um barulho inesperado, um animal bravo ou um momento de tensão.

Um dos casos mais conhecidos é o medo do escuro, no qual as pessoas não conseguem ver nada e a imaginação entra em ação ao criar coisas que não estão em um determinado lugar. É nessa hora que perdemos o controle do que está à nossa volta e o cérebro parece ativar um modo de proteção especial. Há um pavor um tanto quanto sem sentido, uma vez que não há um perigo real.

As lembranças e informações servem como fonte para determinadas fobias (horror para certas coisas e situações). Quem diz ter medo de barata, por exemplo, é capaz de relacionar o inseto com a figura de um bicho sujo, feio e que está ligado a muitos fatores ruins, como doenças. A existência de uma barata na frente de algumas pessoas retoma todas essas ideias negativas, além de possíveis experiências traumáticas, gera mescla de sentimentos como temor e nojo.

Mãos suadas, respiração mais acelerada do que o normal e tremores involuntários são algumas características ligadas ao horror que podemos ter. Tudo faz parte de reações químicas dentro do nosso corpo e está ligado ao instinto de sobrevivência dos seres humanos.

O enfrentamento dessas situações de maneira controlada e conversas com profissionais do comportamento, caso do psicólogo, ajudam a lidar com os medos, seja de cachorro, água, altura, falar em público ou de lugares fechados.

O pânico é um tipo mais complexo de medo, capaz de afetar negativamente a vida das pessoas. Tem o poder de gerar uma reação completamente fora do controle, como sair correndo ou gritos inesperados.

ANIMAÇÃO. O sentimento ganhou forma e cores no filme Divertida Mente, da Disney/Pixar. No desenho, Medo é uma das figuras que moram na cabeça de Riley e a deixam sempre alerta para que fique em segurança.

Pergunta de Ana Julia Fernandes Tassin, 11 anos, de São Paulo, morre de medo de passar pelo corredor de sua casa quando está escuro. “Não acho que seja somente coisa da nossa cabeça, mas também envolve os sentimentos.”

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