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Empresas andreenses sofrem prejuízos após furto de cabos


Renato Cunha
Especial para o Diário

01/12/2014 | 07:00


O furto de cabos telefônicos virou rotina no bairro Campestre, em Santo André. Em 40 dias, foram relatados cinco casos. As ocorrências acontecem principalmente na Avenida Industrial, em frente à Anhanguera UniABC. Os ladrões sobem durante à noite nos postes e cortam os fios, valiosos por conter cobre, que pode ser vendido.

A empresa do setor de alimentos Kienast & Kratschmer Ltda., por meio de seu diretor-geral, Wilson Mathias, confirma que o problema tem causado prejuízo. “Os furtos sempre aconteceram, mas de forma esporádica. Recentemente, conforme nossas comunicações com a Vivo, tivemos cinco ocorrências em menos de 40 dias, sendo que as duas últimas foram na mesma semana. Em razão dos últimos eventos, podemos estimar que os prejuízos atingem 20% de nossa receita”, comenta. 

Outra empresa prejudicada por conta dos crimes é a Primolar, do setor de móveis. A diretora comercial Caroline Pitarelli relata que tem de ir para outros lugares para conseguir trabalhar. “Ficamos sem telefone e internet. Nos primeiros dias, passamos quase 48 horas sem o serviço, nos outros, na parte da manhã. Perdemos negócios e ficamos sem comunicação efetiva com os clientes. Para poder faturar e emitir nota, temos que ir para a minha casa ou pedir para usar a internet do vizinho. Além disso, não podemos acessar nosso sistema de vendas.”

Segundo o capitão Herbert Saavedra, comandante da 2° Cia. do 10° Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, apenas uma ocorrência foi denunciada nos últimos 40 dias no local. “Foi identificado o registro oficial de somente uma delas, no dia 12 (de novembro), por furto simples, pelo 4° DP (Jardim) de Santo André, ocorrida na empresa GVT (Global Village Telecom), na Rua dos Coqueiros, 650, bairro Campestre, onde foram subtraídos cerca de 25 metros de fio”, relata.

Ele confirma que o local recebe patrulhamentos frequentes, mas que a prioridade é para casos com maior ofensividade. “Esclareço que o logradouro citado é contemplado por rondas periódicas na área desta companhia de policiamento. Porém, o planejamento normalmente é priorizado pelo estudo de ocorrências de maior potencial ofensivo, como o roubo geral e o de veículos”, ressalta. O capitão comenta ainda que é preciso fazer os boletins desses furtos para que a polícia possa reforçar os planos de ação contra esse tipo de crime. “Cabe salientar sobre a importância do registro, o que auxilia o trabalho de gestão para desenvolvimento de planos de ação. O não registro (subnotificação) faz subentender que o local não é prioritário dentre os demais”, reforça.

 A Telefônica Vivo foi procurada pelo Diário, mas não se manifestou até o fechamento desta edição. 



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Empresas andreenses sofrem prejuízos após furto de cabos

Renato Cunha
Especial para o Diário

01/12/2014 | 07:00


O furto de cabos telefônicos virou rotina no bairro Campestre, em Santo André. Em 40 dias, foram relatados cinco casos. As ocorrências acontecem principalmente na Avenida Industrial, em frente à Anhanguera UniABC. Os ladrões sobem durante à noite nos postes e cortam os fios, valiosos por conter cobre, que pode ser vendido.

A empresa do setor de alimentos Kienast & Kratschmer Ltda., por meio de seu diretor-geral, Wilson Mathias, confirma que o problema tem causado prejuízo. “Os furtos sempre aconteceram, mas de forma esporádica. Recentemente, conforme nossas comunicações com a Vivo, tivemos cinco ocorrências em menos de 40 dias, sendo que as duas últimas foram na mesma semana. Em razão dos últimos eventos, podemos estimar que os prejuízos atingem 20% de nossa receita”, comenta. 

Outra empresa prejudicada por conta dos crimes é a Primolar, do setor de móveis. A diretora comercial Caroline Pitarelli relata que tem de ir para outros lugares para conseguir trabalhar. “Ficamos sem telefone e internet. Nos primeiros dias, passamos quase 48 horas sem o serviço, nos outros, na parte da manhã. Perdemos negócios e ficamos sem comunicação efetiva com os clientes. Para poder faturar e emitir nota, temos que ir para a minha casa ou pedir para usar a internet do vizinho. Além disso, não podemos acessar nosso sistema de vendas.”

Segundo o capitão Herbert Saavedra, comandante da 2° Cia. do 10° Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, apenas uma ocorrência foi denunciada nos últimos 40 dias no local. “Foi identificado o registro oficial de somente uma delas, no dia 12 (de novembro), por furto simples, pelo 4° DP (Jardim) de Santo André, ocorrida na empresa GVT (Global Village Telecom), na Rua dos Coqueiros, 650, bairro Campestre, onde foram subtraídos cerca de 25 metros de fio”, relata.

Ele confirma que o local recebe patrulhamentos frequentes, mas que a prioridade é para casos com maior ofensividade. “Esclareço que o logradouro citado é contemplado por rondas periódicas na área desta companhia de policiamento. Porém, o planejamento normalmente é priorizado pelo estudo de ocorrências de maior potencial ofensivo, como o roubo geral e o de veículos”, ressalta. O capitão comenta ainda que é preciso fazer os boletins desses furtos para que a polícia possa reforçar os planos de ação contra esse tipo de crime. “Cabe salientar sobre a importância do registro, o que auxilia o trabalho de gestão para desenvolvimento de planos de ação. O não registro (subnotificação) faz subentender que o local não é prioritário dentre os demais”, reforça.

 A Telefônica Vivo foi procurada pelo Diário, mas não se manifestou até o fechamento desta edição. 

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