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Ópera roqueira

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

20/12/2011 | 07:00


Aos 38 anos, um dos discos mais importantes da história da banda britânica The Who ganha reedição. Obra do guitarrista e compositor Pete Townshend, a ópera rock 'Quadrophenia' (Universal Music, R$ 40 em média), sexto disco do quarteto formado também pelo vocalista Roger Daltrey, pelo baterista Keith Moon e pelo contrabaixista John Entwistle - mortos em 1978 e 2002 respectivamente - chega às lojas em versão de luxo e em álbum duplo.

As canções mergulham na cultura 'mod' e narram o universo do personagem Jimmy sempre ressaltando suas dificuldades para amadurecer nos já distantes anos 1960. Alusão não só ao início da carreira do The Who, mas também às mudanças que a banda vivia nas composições e o amadurecimento que passou a acontencer desde 'Tommy' - lançado quatro anos antes - e 'Who's Next', maior clássico do grupo.

Embalada em caixa 'digipack', a nova edição traz, além das 17 músicas originais, onze versões 'demo' para canções como 'The Real Me', 'Cut My Hair', 'I've Had Enough', 'Is It My Head' e 'Love Reign On Me'. Curiosos, os esboços de 'Quadrophenia' foram gravados em fitas analógicas de oito canais no estúdio de Townshend. Com exceção da bateria de 'I've Had Enough', todos os instrumentos e as vozes das versões demonstrativas foram gravados pelo guitarrista.

'Quadrophenia' é tesouro cultural. Assim como 'Tommy' - outra ópera rock do Who -, abriu caminhos e revolucionou a forma de criar músicas. Basta escutar, mesmo tanto tempo depois de seu surgimento, faixas como a homônima ou '5:15', para se impresssionar com a força da criação de Townshend e ver como os impecáveis músicos funcionavam juntos.  

Pérolas
The Real Me - As viradas insanas da bateria de Keith Moon, ao lado das harmonias de contrabaixo ditam as regras da canção.
I'm One - Composta com delicada introdução de violão, vira blues rock no meio do caminho. Cantada por Townshend, é uma das melhores.
The Dirty Jobs - O vocalista Roger Daltrey é show à parte no disco todo. Mas nessa faixa ele abusa da energia e vive cada segundo da obra.



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Ópera roqueira

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

20/12/2011 | 07:00


Aos 38 anos, um dos discos mais importantes da história da banda britânica The Who ganha reedição. Obra do guitarrista e compositor Pete Townshend, a ópera rock 'Quadrophenia' (Universal Music, R$ 40 em média), sexto disco do quarteto formado também pelo vocalista Roger Daltrey, pelo baterista Keith Moon e pelo contrabaixista John Entwistle - mortos em 1978 e 2002 respectivamente - chega às lojas em versão de luxo e em álbum duplo.

As canções mergulham na cultura 'mod' e narram o universo do personagem Jimmy sempre ressaltando suas dificuldades para amadurecer nos já distantes anos 1960. Alusão não só ao início da carreira do The Who, mas também às mudanças que a banda vivia nas composições e o amadurecimento que passou a acontencer desde 'Tommy' - lançado quatro anos antes - e 'Who's Next', maior clássico do grupo.

Embalada em caixa 'digipack', a nova edição traz, além das 17 músicas originais, onze versões 'demo' para canções como 'The Real Me', 'Cut My Hair', 'I've Had Enough', 'Is It My Head' e 'Love Reign On Me'. Curiosos, os esboços de 'Quadrophenia' foram gravados em fitas analógicas de oito canais no estúdio de Townshend. Com exceção da bateria de 'I've Had Enough', todos os instrumentos e as vozes das versões demonstrativas foram gravados pelo guitarrista.

'Quadrophenia' é tesouro cultural. Assim como 'Tommy' - outra ópera rock do Who -, abriu caminhos e revolucionou a forma de criar músicas. Basta escutar, mesmo tanto tempo depois de seu surgimento, faixas como a homônima ou '5:15', para se impresssionar com a força da criação de Townshend e ver como os impecáveis músicos funcionavam juntos.  

Pérolas
The Real Me - As viradas insanas da bateria de Keith Moon, ao lado das harmonias de contrabaixo ditam as regras da canção.
I'm One - Composta com delicada introdução de violão, vira blues rock no meio do caminho. Cantada por Townshend, é uma das melhores.
The Dirty Jobs - O vocalista Roger Daltrey é show à parte no disco todo. Mas nessa faixa ele abusa da energia e vive cada segundo da obra.

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