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A vereadores, Zé Augusto denuncia esquema na Saúde

Secretário afirma que médicos fraudavam marcação de ponto


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

26/04/2013 | 07:00


Em sabatina com os vereadores, o secretário de Saúde de Diadema, o ex-prefeito José Augusto da Silva Ramos (PSDB), acusou médicos da rede pública de fraudar a marcação de ponto de batida. Segundo o tucano, alguns profissionais apresentavam frequência de 12 horas, mas havia provas que eles atuavam por apenas quatro horas. Outra insinuação foi que um funcionário batia o ponto de colegas ausentes do serviço.

Segundo Zé Augusto, as provas de que médicos ficavam poucas horas em atendimento da população, a despeito de seu registro de frequência apresentar 12 horas trabalhadas, eram as guias de atendimento. O tucano informou que os profissionais chegavam a atender entre 50 e 60 pacientes por hora, pois os documentos eram assinados em período determinado.

No início da reunião, Zé Augusto respondeu a questionamentos sobre falta de medicamentos na rede e problemas em programas de Saúde da cidade. Para justificar a saída de médicos - mais de 40 pediram demissão desde janeiro -, disse ter constatado os crimes.

Parlamentares logo sugeriram que o secretário realizasse sindicância para apurar os fatos. O tucano descartou, dizendo que todos os flagrados já não estavam mais nos quadros de funcionários do Paço. E afirmou que os vereadores tinham autonomia suficiente para instaurar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a suposta prática criminosa.

A bancada do PT (partido que até o ano passado comandava a Prefeitura, com Mário Reali) afirmou que Zé Augusto precisava abrir sindicância para a instalação de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) na Casa para acompanhar os trabalhos de apuração do Executivo. O tucano descartou a sugestão.

Durante a sessão, petistas e atuais aliados do prefeito Lauro Michels (PV) não tocaram no assunto de ingresso de pedido de CPI. Para emplacar a comissão são necessários sete votos.

"Há elementos para abertura de sindicância, mas é o secretário quem precisa avaliar isso. Ele acha que consegue detectar esses problemas sem sindicância", disse Laércio Soares (PCdoB), assessor especial da Prefeitura. "Todos reconhecem o esforço do Zé para moralizar a situação", adicionou.

Zé Augusto não quis responder aos questionamentos dos jornalistas, afirmando ter sido orientado pela Secretaria de Comunicação do Paço.

 

REAJUSTE

A Secretaria de Saúde informou que na próxima semana deve protocolar projeto aumentando os ganhos dos médicos da rede pública. A mudança deve envolver somente incremento nas gratificações, pois, segundo o Estatuto dos Servidores, o Paço não pode reajustar os salários de apenas uma categoria.



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A vereadores, Zé Augusto denuncia esquema na Saúde

Secretário afirma que médicos fraudavam marcação de ponto

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

26/04/2013 | 07:00


Em sabatina com os vereadores, o secretário de Saúde de Diadema, o ex-prefeito José Augusto da Silva Ramos (PSDB), acusou médicos da rede pública de fraudar a marcação de ponto de batida. Segundo o tucano, alguns profissionais apresentavam frequência de 12 horas, mas havia provas que eles atuavam por apenas quatro horas. Outra insinuação foi que um funcionário batia o ponto de colegas ausentes do serviço.

Segundo Zé Augusto, as provas de que médicos ficavam poucas horas em atendimento da população, a despeito de seu registro de frequência apresentar 12 horas trabalhadas, eram as guias de atendimento. O tucano informou que os profissionais chegavam a atender entre 50 e 60 pacientes por hora, pois os documentos eram assinados em período determinado.

No início da reunião, Zé Augusto respondeu a questionamentos sobre falta de medicamentos na rede e problemas em programas de Saúde da cidade. Para justificar a saída de médicos - mais de 40 pediram demissão desde janeiro -, disse ter constatado os crimes.

Parlamentares logo sugeriram que o secretário realizasse sindicância para apurar os fatos. O tucano descartou, dizendo que todos os flagrados já não estavam mais nos quadros de funcionários do Paço. E afirmou que os vereadores tinham autonomia suficiente para instaurar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a suposta prática criminosa.

A bancada do PT (partido que até o ano passado comandava a Prefeitura, com Mário Reali) afirmou que Zé Augusto precisava abrir sindicância para a instalação de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) na Casa para acompanhar os trabalhos de apuração do Executivo. O tucano descartou a sugestão.

Durante a sessão, petistas e atuais aliados do prefeito Lauro Michels (PV) não tocaram no assunto de ingresso de pedido de CPI. Para emplacar a comissão são necessários sete votos.

"Há elementos para abertura de sindicância, mas é o secretário quem precisa avaliar isso. Ele acha que consegue detectar esses problemas sem sindicância", disse Laércio Soares (PCdoB), assessor especial da Prefeitura. "Todos reconhecem o esforço do Zé para moralizar a situação", adicionou.

Zé Augusto não quis responder aos questionamentos dos jornalistas, afirmando ter sido orientado pela Secretaria de Comunicação do Paço.

 

REAJUSTE

A Secretaria de Saúde informou que na próxima semana deve protocolar projeto aumentando os ganhos dos médicos da rede pública. A mudança deve envolver somente incremento nas gratificações, pois, segundo o Estatuto dos Servidores, o Paço não pode reajustar os salários de apenas uma categoria.

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