Cena Política

São Bernardo muda relação com a FUABC


A Prefeitura de São Bernardo deu encaminhamento a uma mudança na relação com a FUABC (Fundação do ABC). Capitaneada pelo prefeito Orlando Morando (PSDB) e pelo secretário de Saúde, Geraldo Reple Sobrinho, a alteração envolve a saída da cidade da Central de Convênios, o maior braço da entidade regional e responsável por contratos de diversas cidades, entre elas Santo André e São Bernardo. Na prática, São Bernardo sairá do guarda-chuva que está prestes a ser assumido pelo vereador andreense Almir Cicote (Avante), indicação do prefeito Paulo Serra (PSDB), de Santo André, e criará uma estrutura própria, autônoma e unificada de gestão de equipamentos de saúde do município sem, entretanto, se desvincular da FUABC, instituição da qual é mantenedora (com direito à indicação, por rodízio, da presidência da Fundação). Toda alteração passa também por maior participação da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) no sistema são-bernardense – a faculdade, onde Reple se formou, hoje é gerida por David Uip, figura próxima de Morando. No meio político, a manobra é classificada como retaliação de Morando à indicação de Cicote na FUABC – acolhimento idêntico ao que o tucano são-bernardense fez, em 2017, quando foi presidente do Consórcio Intermunicipal e nomeou o ex-vereador são-caetanense Fabio Palacio (PSD) como secretário executivo. 

A passos largos 

 A alteração estrutural da relação entre a Prefeitura de São Bernardo e a FUABC (Fundação do ABC) já teve avanços dentro da entidade regional. Integrantes do conselho curador e também da presidência da Fundação foram informados. Todo processo burocrático começou a ser conduzido e deve ser concluído nas próximas semanas. Ainda assim, a Central de Convênios seguirá como setor de maior vulto dentro da instituição, contando com 10 mil funcionários e gerindo, além de Santo André, contratos de Itatiba, Mogi das Cruzes, Guarulhos e Santos.

Orosco vs Maia – 1

 Coordenador regional do PDT, Júnior Orosco não escondeu a felicidade com a vitória do deputado federal Arthur Lira (PP-AL) como presidente da Câmara dos Deputados. Isso porque o triunfo de Lira, na visão de Orosco, mais do que mostrar a força do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), enfraquece Rodrigo Maia (DEM-RJ), que dirigiu o Legislativo federal nos últimos quatro anos e meio. O pedetista atribui à influência de Maia os reveses jurídicos que sofre na tentativa de validar seus votos na eleição de 2018 – nas contas de Orosco e do PDT, caso haja recontagem dos 30,6 mil apoios, o político de Mauá se elege deputado federal pelo quociente obtido pela expressiva votação de Tabata Amaral (PDT-SP).

Orosco vs Maia – 2

 Nas redes sociais, Júnior Orosco (PDT) desabafou contra Rodrigo Maia (DEM-RJ). “Canalha, se acha imperador do País e agora chora por estar perdendo a chance de continuar chantageando e usurpando o poder e o voto popular em prol de seus objetivos de ‘playboyzinho criado no cheque da vovó’. O Brasil vai lhe cobrar a conta”, disparou o pedetista em sua postagem, com direito a palavrões. Na sequência, publicou foto ao lado do presidente eleito da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) – Orosco acompanhou a eleição in loco.

Derrota jurídica

 O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), terá de pagar as custas de processo movido contra o médico Leandro Altrão (PSB), que concorreu à Prefeitura contra ele no ano passado – o tucano foi reeleito. Doutor Leandro publicou em suas redes sociais montagem do chefe do Executivo ao lado de um agente da PF (Polícia Federal) e do personagem Pinócchio, dos desenhos infantis, ao criticar Morando e dizer que o adversário mentia quando evitava o tema PF em seu governo. Para o desembargador Mauricio Tini Garcia, a crítica está dentro do aspecto político e não ofendeu a honra de Morando, que terá de depositar R$ 1.000 pelas custas da ação. Ele já havia perdido em primeira instância.

Embargos rejeitados

 O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) rejeitou embargos de declaração pedidos pela defesa de José Auricchio Júnior (PSDB) no processo sobre doação ilegal na eleição de 2016 referente aos depósitos de Ana Maria Comparini Silva – o tucano foi condenado nesta e na ação de doação de Maria Alzira Garcia Correa Abrantes. Na prática, o cenário não muda para Auricchio. Ele tem em mãos recurso especial com efeito suspensivo das condenações dos processos expedido pela presidência do TRE-SP e luta, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), para reverter indeferimento de registro de sua candidatura à reeleição, dada pela juíza Ana Lúcia Fusaro, da Justiça Eleitoral de São Caetano. 

Líder

 O vereador Ivan Silva (PP) foi escolhido líder do governo do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), na Câmara. O anúncio foi feito ontem, na reunião da bancada, no 18º andar do Paço.

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