Cena Política

PSDB, PSL e PTB conversam em Mauá


PSDB, PSL e PTB têm sustentado candidaturas próprias em Mauá. Os tucanos apostam no empresário José Roberto Lourencini. O PSL, antigo partido do presidente Jair Bolsonaro, recentemente filiou o vereador Professor Betinho com planos mais ousados. O PTB recorreu à experiência do ex-deputado Wagner Rubinelli. Nesta semana, o trio de legendas iniciou uma discussão sobre a possibilidade de unir forças no pleito. Pesquisas de intenções de voto extraoficiais mostram que o prefeito Atila Jacomussi (PSB) e o PT, que neste ano será representado pelo vereador Marcelo Oliveira, até por recall eleitoral, seguem na liderança. Caso haja junção de candidaturas, a ideia é tentar desbancar uma das duas forças políticas e alcançar o segundo turno.

Peças colocadas
A extensa votação da antecipação do feriado da Revolução Constitucionalista de 1932, como estratégia do governo João Doria (PSDB) para aumentar o isolamento físico durante a pandemia de novo coronavírus, mostrou que a situação na Assembleia Legislativa inspira certa preocupação ao tucano e já desenha também a postura de alguns deputados que participarão ativamente das eleições municipais deste ano. Deputados do PSL, antigo partido do presidente Jair Bolsonaro, lideraram a trincheira contra a proposta – até então, na maioria das discussões essa bancada caminhava contra o governo. Outra atuação que chamou atenção foi a do deputado estadual Caio França (PSB), filho do ex-governador Márcio França (PSB). Márcio é pré-candidato à prefeitura de São Paulo e, nas últimas semanas, elevou o tom crítico às ações de Doria e do prefeito paulistano Bruno Covas (PSDB) diante da crise causada pela pandemia.

Apoio
A bancada do PT, que se opõe no discurso ao governo de João Doria (PSDB), teve peso essencial para aprovação da antecipação do feriado – o aval foi dado com 47 votos favoráveis e cinco contrários (eram necessários 48 crivos). Foram 52 votos no total, de um universo de 94 parlamentares. O posicionamento petista foi duramente criticado pela bancada do PSL na casa – Gil Diniz e Tenente Coimbra lembraram as parcerias entre petistas e tucanos na Assembleia.

Bancada regional
Dos seis deputados estaduais eleitos pelo Grande ABC, quatro foram a favor e dois não votaram. Carla Morando (PSDB-São Bernardo), Luiz Fernando Teixeira (PT-São Bernardo), Teonílio Barba (PT-São Bernardo) e Márcio da Farmácia (Podemos-Diadema) foram favoráveis ao texto do governador João Doria (PSDB). Thiago Auricchio (PL-São Caetano) e Coronel Nishikawa (PSL-São Bernardo) se ausentaram. Durante a sessão, Nishikawa mostrou ser contrário à proposta e seu partido estava em obstrução.

Joio e trigo
A morte de Ramon Ramos (PDT), então presidente da Câmara de São Bernardo em acidente de carro no ano passado, tem provocado saída de assessores de seu grupo político. Um deles, como mostrou a coluna ontem, foi Rodolfo Valim. Quem seguiu o bloco de Ramon – liderado por Mauricio Cardozo (PSDB) – não tem achado ruim algumas baixas. Avaliam que, assim, podem separar mais facilmente o joio do trigo do grupo.

Faixas
Pré-candidato do PSD à Prefeitura de Mauá, João Veríssimo minimizou os impactos políticos da decisão da Justiça Eleitoral sobre faixas espalhadas por ele em comemoração ao Dia das Mães – houve determinação para retirada da propaganda, sob alegação de abuso de poder econômico. “Fui juiz eleitoral por muitos anos. Entendi que aquelas faixas não feriam a legislação, autorizei fazer. A Justiça determinou que tirássemos e tiramos. Não tive intenção de enfrentar a legislação eleitoral. Decisão judicial até se discute, mas se cumpre.” 

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