Esportes

Santo André acena com possibilidade de terceirizar Brunão


O Estádio Bruno Daniel está em obras e tem três dos cinco laudos obrigatórios pela FPF (Federação Paulista de Futebol) vencidos – AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros); Condições Sanitárias e de Higiene; e Vistoria de Engenharia –, segundo consta no site da entidade que gere o futebol estadual. Ainda assim, a promessa é a de que tudo estará resolvido até o início do Campeonato Paulista de 2020, que marca o retorno do Santo André para a elite estadual. O primeiro jogo do Ramalhão em casa está marcado para o dia 26 de janeiro, contra a Ferroviária.

De acordo com o prefeito Paulo Serra (PSDB), o local estará plenamente apto e com uma estrutura tão boa quanto a dos demais estádios modernizados do Estado. “As intervenções estão em andamento, em ritmo acelerado de obras. Vai ficar muito bom. Não só a cara, como internamente. Fica pronto no começo do ano que vem, incluindo os vestiários e a parte das secretarias. Devemos entregar no fim de janeiro. Essa é a ideia. Teremos qualidade padrão Fifa. Nesta parte interna não vai dever nada para nenhuma arena, nenhum estádio particular”, disse.

O prefeito ainda explicou que existem outros planos para a praça esportiva andreense, mas depende de verba para tal situação sair do papel. “Passada essa fase de obras, vamos partir para a capacidade da cobertura. Essa é a próxima fase. Iremos findar o projeto, buscar recursos e estamos estudando concessão (à iniciativa privada)”, indicou.

Esta possibilidade de terceirizar o Bruno Daniel – seguindo o que o prefeito Orlando Morando (PSDB) propôs em São Bernardo com o 1º de Maio –, tem como objetivo tornar o espaço menos oneroso ao poder público e tentar trazer outros tipos de eventos para o estádio. Em setembro, o prefeito da Capital, Bruno Covas (PSDB), assinou contrato de concessão do Pacaembu ao Consórcio Patrimônio SP, que administrará o complexo todo por 35 anos sob valor de R$ 115,395 milhões.

“Há uma possibilidade, temos que trabalhar com essa alternativa. Estamos aguardando, inclusive, essas experiências que estão em trâmite, a exemplo do Pacaembu, até para entender (os pontos que possam ser atrativos). O Grande ABC não tem espaço grande para eventos”, declarou Paulo Serra, que falou sobre as burocracias de um processo como este. “São casos da inovação. É difícil mudar, a legislação brasileira é antiga, ultrapassada, pesada. Exige muita coisa em nome de transparência, que às vezes excede e em certas situações o que é para ser transparente passa a ser inviável. Engessa, não anda. Estamos otimistas”, emendou.

Um dos maiores interessados em saber sobre o futuro do local é o EC Santo André, que manda suas partidas no local desde a construção. O presidente Sidney Riquetto afirmou que ainda é cedo para opinar sobre possível concessão. “É muito difícil falar qualquer coisa, dar opinião. Porque tudo ainda está em fase muito embrionária, não sabemos as condições dessa terceirização, quais as empresas interessadas. A única coisa que espero é que o uso do estádio não seja dessituado do fim que sempre foi: o futebol”, decretou.

SKATE
Outra obra prometida e que deverá em breve ser iniciada é o Skate Park, equipamento voltado ao esporte radical e que, segundo projeto original, terá 5.161 metros quadrados, divididos em pistas park e street – modalidades que vão estrear na Olimpíada de Tóquio-2020. O custo da construção – prevista para a Praça Doutor Sérgio Cyrino da Silva, na Avenida Atlântica, no Valparaíso – é de R$ 5 milhões. “A obra começa em janeiro. Já finalizamos o projeto. Estamos (abrindo com) a proposta de iluminação da praça. E a ideia é iniciar mesmo em janeiro para entregar o quanto antes. Tem contrato. Projeto executivo está na fase final para eles (empresa) nos apresentarem para começar a obra. O tempo de intervenções completo, com os contêineres, vai levar dez, 11 meses. Para o próximo ciclo olímpico. (colaborou Fábio Martins) 

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